domingo, 27 de setembro de 2009

Lição de vida

Um vídeo muito legal e que vale a pena assistir até o final, independente de religião ou crença.


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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Um pensamento revoltado

Ontem eu fui pra casa da minha mãe e peguei um trânsito daqueles. No caminho, tinha um CET em cada esquina da Celso Garcia. Lembrei que na Radial Leste também é o mesmo esquema, pouco antes das 5 da tarde a avenida já começa a encher de CETs, prontos para dar multa e pegar o rodízio. Cheguei na minha mãe e comecei a assistir Cidade Alerta, meu pai adora. E lá estava passando várias reportagens sobre crimes, assaltos, mortes e a falta de policiamento. Daí eu pensei: se tivessem tantos policiais em cada esquina como tem CETs nas ruas, duvido que teria tanta violência nas ruas, inclusive no trânsito, quando moleques se juntam para fazer arrastões no trânsito... porque as pessoas não se juntam e contestam isso?


Um música pra hoje: Trouble - Coldplay


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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Niver de casório

Coisa boa, dois anos que passaram voando!

Como sempre comecei a escrever esse texto há vários dias, mas não terminei por falta de tempo. O tempo passou, setembro chegou e fiz 2 anos casadinha com meu Otto, coisa boa, né? E o melhor, 2 anos de convivência feliz, aprendendo muito, errando, acertando e se amando muito, acima de tudo. Nesses dois anos passamos por tudo, desemprego, viagens lindas, problemas, alegrias, entrada do Otto na faku, mudança de casa... minha sogra diz que demorou pra gente casar no civil, porque todas as fases que tínhamos que passar, a gente passou, as boas e as ruins. Pois eu também acho que temos que casar, Otto também acha, mas... isso fica mais pra frente, vai acontecer, mas não agora, queremos algo bem bonito, reunindo todos que gostamos. E vamos combinar, o mais difícil a gente já faz, morar juntos, dividir tudo de bom e de ruim, alegrias, problemas, não é mole não! Eu aprendi demais com todo esse tempo que passou, com as coisas novas que vivi e senti... tudo muito doido! Casei sem saber lavar roupa na máquina e fazer feijão, rsssrs, que vergonha! Mas aprendi a fazer isso muito mais, comidas gostosas, doces, cuidar da casa, com muito apoio da família e ajuda master da sogrinha, que me ajuda cada dia mais a cuidar da casa, que me ensina a passar roupa direito, ahauhuah! Parece mentira, mas não é, quem não está acostumado a cuidar de casa, limpar e tudo mais sabe bem do que estou falando. Antes de casar eu não lavava um copo! E hoje sou até prendadinha, vejam só!

Esses dois anos ao lado do Otto me mudou muito, e pra melhor! Me fez ser menos egoísta, mais centrada e eu acredito que o deixei mais leve, mais jovem. Antes de mim ele estava acostumado a ter casos e cia com mulheres no mínimo 5 anos mais velha que ele. Não que mulheres mais velhas não saibam curtir, mas como ele mesmo diz, eu fui a primeira menina dele. E continuo a menina que ele conheceu, brincalhona, palhaça, que adora um barzinho e festa, só que mais mulher, mais crescida, com mais metas... nunca me imaginei morando com alguém que não fosse meus pais ou sozinha. Nunca pensei em casar, hoje penso no meu vestido de noiva, já fui até ver um com a Hellen. Filhos? Era sonho de um dia quem sabe, hoje quero muito meus três pestinhas com o Otto, um indiozinho, um branquelo do carai e uma menina pra ele encher de mimos... todos já tem nomes, mas isso fica só pros íntimos, pra não acabar com a surpresa! Já sonho com nosso filhote sem ele nem mesmo ser proteína, vejam só, me rendi... todos já tinham percebido, menos eu. Eu nasci pra ser mãe, adoro crianças, ajudei a criar meu irmão, desde sempre sei fazer mamadeira engrossada e trocar fraldas. Ajudei muito a cuidar do Victor, meu primeiro enteado, e olha que eu era só uma menina de 17 anos quando a gente se conheceu... ajudo o Otto com o Thomas, que é meu xodózinho, meu filhote do coração, o irmão mais velho mais lindo que meu filho poderia ter... amo meu sobrinho, meus afilhados... e só agora, com o Otto ao meu lado que esse meu lado mãezona aflorou de verdade, com a gente morando junto e convivendo com o Thomas um fim de semana sim, um não, dormindo em casa, tendo horário pra tudo, pra banho, pra comer, eu senti que não é um bicho de sete cabeças e que eu tenho sim capacidade pra essa coisa doida que deve ser virar mãe... parece chato, mas é muito legal! As pessoas me perguntam se o fim de semana que o Thomas está com a gente é chato, se me privo de fazer as coisas. A resposta é não. Ele vai pra todos os lugares com a gente, dorme cedo, é comportado, só é difícil pra comer, mas de resto é tranquilo. Já estou treinando, afinal casar não me deixou quadrada, filho também não vai, né? Há umas semanas fomos pra uma chácara passar o fim de semana e o Thomas estava com a gente. Ficamos o dia todo com ele brincando na piscina, cuidando, demos banho, tudo revezado, sem cansar ninguém e sempre aproveitando. A noite ele dormiu e fomos pro segundo tempo, conversando até tarde, contando piada... muito bom, parece besteira, mas deu pra aproveitar bem e não teria sido tão bom, tão legal sem o Thomas por perto, junto com a gente...

É, esses 2 anos me mudaram muito... e pra melhor! Te amo, minha vida, obrigada por fazer isso tudo ser real e o melhor, ser tão bom...

Uma música que é, sempre, a nossa cara: Iris - Goo Goo Dolls

YT: http://www.youtube.com/watch?v=TFuJW5Bdbe4

Bancos e o desrespeito

Banco é foogoooo!

Hoje escrevo mais calma, não estou tão put* da vida como eu estava há uns dias atrás, no dia em que me estressei no banco. Mas que banco é uma safadeza, ah, se é!

A gente é obrigado a pagar taxas de tudo, pra ter conta no banco, pra poder ter cheque, pra tirar mais de não sei quantos extratos no mês, fora o absurdo de cheque especial e cia. Nossos rendimentos são taxados, tudo tem preço, acho que até se respirarmos demais na agência é cobrado taxa. O que me deixa louca é que, depois de pagar tudo isso de taxa e 'dinheiros', o atendimento do banco é péssimo. Tem uns 10 caixas, mas só dois funcionando, sendo que um é pra atendimento preferencial de idosos e grávidas. Nada mais justo, mas um caixa pra cada público é de doer! Fora os malditos (coitados, eles não tem culpa, a culpa é do banco que tem poucos caixas) office boys, que levam 357 papéis diferentes para pagar... nesse dia em que me estressei no banco tinha um office boy que estava lá, rezava a lenda, desde as 11 da manhã (sendo que quando eu estava lá eram 2 da tarde...). Nesse dia tinham 3 caixas funcionando, sendo um para atendimento especial e um tomado pelo office boy from hell. Sobrou um caixa, que demoraaaava... então, a fila de atendimento preferencial andava que era uma beleza, mas parecia que nesse dia todos os velhinhos e grávidas da Mooca resolveram ir até a Nossa Caixa. Eu lá, na minha hora de almoço, vendo a fila de atendimento preferencial andar rapidinho, mas cheia de velhinhos e eu parada no mesmo lugar... comecei a ficar com raiva dos velhinhos, mas logo me recompus, a culpa não era deles... era do banco! Se o banco tivesse a quantidade de caixas funcionando e ágeis o suficiente para atender aquela montoeira de gente, eu não teria ficado tão estressada, assim como as outras pessoas da fila... não teria ficado com raiva dos velhinhos e nem do office boy. O velhinho não tem culpa de ser velhinho e o office boy deve odiar ser boy... parei num momento de clareza e desencanei de ficar com raiva do povo, só comecei a fazer meu leve protesto Che Guevara com os outros clientes, mas aquele protesto inútil em que os clientes cochicham e dão indiretas um pouco mais alto, que não adiantam nada, que os caixas (que também devem estar de saco cheio de ouvir reclamações) já estão acostumados... É um problema que atinge só o povão, o tonto do caixa que sai de casa pra ganhar trocado e atender aquele povo pentelho, o tonto dobrado do cliente que paga taxas mil e não é bem atendido, do velhinho que tem que se deslocar da casa dele pra receber a aposentadoria e ainda pegar a fila dos idosos, que hoje já é enorme...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Homem é foda!

Três amigas, uma noiva, uma casada e uma amante decidiram fazer uma brincadeira: seduzir seus homens usando uma capa, corpete de couro, máscara nos olhos e botas de cano alto, para depois dividir a experiência entre elas.

No dia seguinte, a noiva iniciou a conversa:
- Quando meu namorado me viu usando o corpete de couro, botas com 12 cm de salto e máscara sobre os olhos, me olhou intensamente e disse: 'Você é a mulher da minha vida, eu te amo'. Fizemos amor apaixonadamente.


A amante contou a sua versão:

- Encontrei meu amante no escritório, com o equipamento completo! Quando abri a capa, ele não disse nada, me agarrou e fizemos amor a noite toda, na mesa, no chão, de pé, na janela, até no hall do elevador!


Aí a casada contou sua história:

- Mandei as crianças para a casa da minha mãe, dei folga pra empregada, fiz depilação completa, as unhas, escova, passei creme no corpo inteiro, perfume em lugares estratégicos e caprichei: capa preta, corpete de couro, botas com salto de 15 cm , máscara sobre os olhos e um batom vermelho que nunca tinha usado.
Pra incrementar, comprei uma calcinha de lycra preta com um lacinho de cetim no ponto G. Apaguei todas as luzes da casa e deixei só velas iluminando o ambiente. Meu marido chegou, me olhou de cima abaixo e disse:

- Fala aí, Batman, cadê a janta?

A crise

UM HOMEM VIVIA À BEIRA DE UMA ESTRADA E VENDIA CACHORRO QUENTE.ELE NÃO TINHA RÁDIO, TELEVISÃO E NEM LIA JORNAIS, MAS PRODUZIA E VENDIA BONS CACHORROS QUENTES. ELE SE PREOCUPAVA COM A DIVULGAÇÃO DO SEU NEGÓCIO E COLOCAVA CARTAZES PELA ESTRADA, OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA E O POVO COMPRAVA.
AS VENDAS FORAM AUMENTANDO E, CADA VEZ MAIS ELE COMPRAVA O MELHOR PÃO E A MELHOR SALSICHA. FOI NECESSÁRIO TAMBÉM ADQUIRIR UM FOGÃO MAIOR PARA ATENDER UMA GRANDE QUANTIDADE DE FREGUESES, E O NEGÓCIO PROSPERAVA . . . SEU CACHORRO QUENTE ERA O MELHOR DE TODA REGIÃO !

VENCEDOR, ELE CONSEGUIU PAGAR UMA BOA ESCOLA AO FILHO. O MENINO CRESCEU E FOI ESTUDAR ECONOMIA NUMA DAS MELHORES FACULDADES DO PAÍS. FINALMENTE, O FILHO JÁ FORMADO, VOLTOU PARA CASA, NOTOU QUE O PAI CONTINUAVA COM A VIDINHA DE SEMPRE E TEVE UMA SÉRIA CONVERSA COM ELE :- PAI, ENTÃO VOCÊ NÃO OUVE RADIO? VOCÊ NÃO VÊ TELEVISÃO E NÃO LÊ OS JORNAIS? HÁ UMA GRANDE CRISE NO MUNDO. A SITUAÇÃO DO NOSSO PAÍS É CRÍTICA. ESTA TUDO RUIM. O BRASIL VAI QUEBRAR. DEPOIS DE OUVIR AS CONSIDERAÇÕES DO FILHO DOUTOR, O PAI PENSOU: BEM, SE MEU FILHO QUE ESTUDOU ECONOMIA, LÊ JORNAIS , VÊ TELEVISÃO, ACHA ISTO ENTÃO SÓ PODE ESTAR COM A RAZÃO.

COM MEDO DA CRISE, O PAI PROCUROU UM FORNECEDOR DE PÃO MAIS BARATO ( E CLARO, PIOR ) E COMEÇOU A COMPRAR SALSICHAS MAIS BARATA (QUE ERA, TAMBÉM, A PIOR ). PARA ECONOMIZAR, PAROU DE FAZER CARTAZES DE PROPAGANDA NA ESTRADA. ABATIDO PELA NOTICIA DA CRISE JÁ NÃO OFERECIA O SEU PRODUTO EM VOZ ALTA. TOMADAS ESSAS 'PROVIDÊNCIAS', AS VENDAS COMEÇARAM A CAIR E FORAM CAINDO, CAINDO E CHEGARAM A NÍVEIS INSUPORTÁVEIS E O NEGÓCIO DE CACHORRO QUENTE DO VELHO, QUE ANTES GERAVA RECURSOS ATÉ PARA FAZER O FILHO ESTUDAR ECONOMIA NA MELHOR ESCOLA, QUEBROU. O PAI, TRISTE, ENTÃO FALOU PARA O FILHO: - 'VOCÊ ESTAVA CERTO, MEU FILHO, NÓS ESTAMOS NO MEIO DE UMA GRANDE CRISE. ' E COMENTOU COM OS AMIGOS, ORGULHOSO:- 'BENDITA A HORA EM QUE EU FIZ MEU FILHO ESTUDAR ECONOMIA, ELE ME AVISOU DA CRISE ...'

APRENDAMOS UMA GRANDE LIÇÃO : VIVEMOS EM UM MUNDO CONTAMINADO DE MÁS NOTICIAS E SE NÃO TOMARMOS O DEVIDO CUIDADO, ESSAS MÁS NOTICIAS NOS INFLUENCIARÃO A PONTO DE ROUBAR A NOSSA FELICIDADE E PROSPERIDADE DE NOSSOS NEGÓCIOS, ENFIM ARRUINANDO NOSSA VIDA.

domingo, 13 de setembro de 2009

Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar... Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

O trabalho é a única bola de borracha.
Se cair, bate no chão e pula para cima.
Mas as quatro outras são de vidro.
Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas.

Não diminua seu próprio valor comparando-se com outras pessoas.
Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial.
Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante.
Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração.
Apegue-se a ela como a própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.
Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de suas vidas.
Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.
Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
Não tema admitir que não é perfeito.
Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
Não exclua o amor de sua vida dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas. Corra atrás de seu amor, ainda dá tempo!
Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega fácilmente.
Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.
A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo.

Lembre-se: Ontem é hist
ória.
Amanhã é mistério e
HOJE é uma dádiva.
Por isso se chama "presente".

É o que devemos fazer

Faz de conta: você acordou, ligou para o salão e marcou um horário. Na hora do almoço, você foi lá e pediu: Corta bem curto. O cabeleireiro não acreditou no que ouvia. Afinal, seus quase cinquenta centímetros de cabelo sempre foram, na sua cabeça (literalmente), uma espécie de atestado da sua feminilidade. Mas agora eles teriam de ser curtos. Para que suas ideias ficassem longas. Ele colocou a mão um pouco abaixo do seu ombro: Mais ou menos aqui? Você segurou a mão dele, levou-a na altura da sua orelha, e disse: Tosa.

Depois você passou naquela loja onde tem uns vestidos moderninhos e coloridos. Você entrou e pediu aquele cor de laranja com borboletas, muito mais curto do que os que você costuma usar. Aproveitou e pediu a sapatilha da vitrine. Arrancou o seu terninho bege, sua camisa branca e seu escarpim marrom. Deixou tudo por lá mesmo, no provador. E quando a vendedora perguntou o que fazer com aquilo, você disse: Queima.

Quando você retornou ao trabalho, uma hora depois do horário de costume, com aquele vestidinho e com os cabelos daquele jeito, a roda em torno de você foi se formando. Uns, animadíssimos. Outros, nem tanto. Alguns reprovaram. Como as coisas já não andavam muito bem por ali, sua chefe lhe chamou no final do dia para conversar, e avisou que as coisas não poderiam continuar daquele jeito, ou ela teria que substituir você. E você disse: Substitui.

Saindo de lá deu vontade de jantar naquele bistrô aonde você acha que só deveria ir no dia do seu aniversário ou outra data importante. Você mal encostou seu carro e já veio o dono da rua, dizendo que eram dez pratas para parar ali. E, como você não deu bola, o homem começou aquela conversinha surrada dizendo, na entrelinha da entrelinha, que um eventual não-pagamento antecipado incorreria em riscos indesejáveis na pintura do seu bólido. Você pegou o celular, digitou três números, mostrou o visor para o homem e, já com o dedo na tecla “ligar”, disse: Risca.

Faz de conta que você chegou em casa e sua filha de dezessete anos estava na sala com o namorado. Você teve que contar de novo a história daquele vestido e daquele cabelo e, como chovia, sua filha sondou se o rapaz poderia dormir ali. E, enquanto jogava no lixo aquela agendinha que você só usava no trabalho, você disse: Pode.

Quando se deitou para dormir, aquele anjo que costuma vir conversar com você antes do sono se empoleirou na cabeceira da sua cama. Elogiou o cabelo, o vestido, a decisão no trabalho, o presente de não-aniversário, o chega pra lá no dono da rua, a atitude com a filha. Só por curiosidade, perguntou que bicho havia mordido você. E você, se ajeitando no travesseiro e já desligando o abajur, disse: Nenhum.

No dia seguinte, vendo que eram dez da manhã e você ainda não havia se levantado, sua filha entrou no quarto, vocês conversaram e no final ela perguntou como é que vocês viveriam dali para frente. Com certa ironia, ela arriscou dizer que com as bolsas e os badulaques que você produzia e vendia nos finais de semana é que não seria. E você disse: Sim.

À tarde, você procurou o dono daquele galpão que você havia visto para alugar, perfeito para uma oficina, e fez uma oferta. O homem coçou a cabeça, pediu um pouquinho mais, e você disse: Fechado.

À noitinha, você foi até a casa dos seus avós, assim, de surpresa. E, de surpresa, você os beijou. E quando eles perguntaram o que era aquilo, você disse: Amor.

Faz de conta que foi assim. Faz de conta que foi desse jeito que você virou a mesa. Que resolveu não perder mais tempo, fazer o que gosta e ser do jeito que você, só você, acha que fica mais bonita. Faz de conta que você morreu. E que alguém lhe deu a oportunidade de voltar para um terceiro tempo.

Então. Agora vai lá e faz tudo de verdade.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Antes de convidar uma mulher pra sair

Texto de autora (excelente) desconhecida, que peguei emprestado no www.medeixadizer.blogspot.com

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. Durante muito tempo, fiquei achando que eu era uma estressada maluca que não sabia lidar com isso, mas conversando com diversas pessoas, cheguei à conclusão de que esse estresse é um denominador comum a quase todas as mulheres, ainda que em graus diferentes (ou será que sou eu que só ando com gente estressada?). O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres.

Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar. Pronto, acabou seu último minuto de paz. Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo 'Vamos jantar amanhã?'. Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: 'Claro, vamos sim'. Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia. Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer as unhas das mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés têm que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando 'Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?' Lei de Murphy. Sempre dá merda. Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de... Melhor mudar de assunto...

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: fazem hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça. E nessa se vai mais uma hora do seu dia. Dependendo do grau de importância que se dá ao Zé Ruela em questão, pode ser que a mulher queira comprar uma roupa especial para sair com ele. Mais horas do seu dia. Ou ainda uma lingerie especial, dependendo da ocasião. Pronto, mais horas do dia. Se você trabalha, provavelmente vai ter que fazer as unhas na hora do almoço e correr para comprar roupa no final do dia em um shopping. Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Tem mulher que depila até o cu! Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Parabéns, você conseguiu montar o alicerce básico para sair com alguém. Pode ir para a cama e tentar dormir, se conseguir. Eu não consigo, fico nervosa. Se prepare, o dia seguinte vai ser tumultuado. Ah sim, você vai dormir COM FOME. A dieta do queijo continua. Dia seguinte. É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão de dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar). Mas supondo que você seja uma pessoa normal, vai usar esse tempo para algo mais proveitoso.

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber. Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: 'Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens'. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem. E não adianta pedir indicação de roupa para eles, os malditos não dão sequer uma pista! Claro, para eles é muito simples, as Madames só precisam tomar uma chuveirada, vestir uma Camisa Pólo e uma calça e estão prontos, seja para o show de rock, seja para um fondue. Nesse pequeno cérebro do tamanho de um caroço de uva só existem três graduações de roupa: Bermuda + Chinelo, Jeans + Pólo, Calça Social + Camisa Social. Quando você pergunta se tem que ir arrumada é quase certo que Madame abra a boca e diga 'sei lá, normal, roupa normal'. Eles não sabem que isso não ajuda em nada. Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Para mim é uma coisa simples: shampoo + sabonete. Mas para muitas não é. Óleos, sabonetes aromáticos, esfoliação (horrível que seja com 's', né? deveria ser com 'x'), etc. E o cabelo? Bom, por sorte meu cabelo é bonzinho, não faz a menor diferença se eu lavar com um shampoo caro ou se lavar com Omo, fica a mesma coisa. Mas tem gente que tem que fazer uma lavagem especial, com cremes e etc. E depois ainda vem a chapinha, prancha e/ou secador.

Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel. Melhor nem contar tudo que eu faço em matéria de maquiagem, se não vocês vão me achar maluca, digo, mais maluca. Como dizia Napoleão Bonaparte, 'Mulheres tem duas grandes armas: lágrimas e maquiagem'. considerando que não faço uso da primeira, me permito abusar da segunda. Se você for uma pessoa normal, não perde nem vinte minutos passando maquiagem.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte... PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica um cu. Se for um desses dias em que seu corpo está um cu e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando 'EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA'. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas. Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável. Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você pensa 'Eu não vou dar para ele hoje mesmo, que se foda'. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Aí você começa a pensar 'E se mesmo sem dar para ele, ele pode acabar vendo a minha calcinha? Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele? Se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo!' Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir. Nessas horas a gente emburrece e acha que qualquer deslize que fizer vai espantar o sujeito de forma irreversível. Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Ex: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um 'Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar! Porque eu não dei o sapato? Porra... me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito cocô para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Enfim, eu sei que existem problemas mais sérios na vida, e o texto é em tom de brincadeira. Só quero que os homens saibam que é um momento tenso para nós e que ralamos bastante para que tudo dê certo. O ar de tranquilidade que passamos é pura cena. Sejam delicados e compareçam aos encontros que marcarem, ok? E se possível, marquem com antecedência, para a gente ter tempo de fazer nosso ritual preparatório com calma... Apesar do texto enorme, quero deixar claro que o que eu coloquei aqui é o mínimo do mínimo. Existem milhões de outras providências que mulheres tomam antes de encontros importantes: clarear pêlos (vulgo 'banho de lua'), fazer drenagem linfática, baby liss... enfim, uma infinidade de nomes que homem não tem a menor idéia do que se trata. Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas do tipo 'será que dou para ele? É o terceiro encontro, talvez eu deva dar...' começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito. Eu, como boa loser que sou, lido do pior jeito possível. Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? 'Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?'. Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida! Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido... Nunca ousariam remarcar nada. Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, MUITO GRAVE! A GENTE SE MOBILIZA DEMAIS POR CAUSA DELES! Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata 'MMM... ta cheirosa!' (tecla sap: 'Passou muito perfume, porra'). Ele nem sequer olha para a sua roupa. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, acho homem que repara muito meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, minha amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos do pé, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso 'É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero'. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa R$80,00
Lingerie R$50,00
Maquiagem R$50,00
Sapato R$80,00
Depilação R$50,00
Mão e pé R$20,00
Perfume R$80,00
Pílula anticoncepcional R$40,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$400 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que, homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

No restaurante

De Carlos Drummond de Andrade


- Quero lasanha.
Aquele anteprojeto de mulher - quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia - entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.
O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.
- Meu bem, venha cá.
- Quero lasanha.
- Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.
- Não, já escolhi. Lasanha.
Que parada - lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:
- Vou querer lasanha.
- Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta tanto de camarão.
- Gosto, mas quero lasanha.
- Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede uma fritada bem bacana de camarão. Tá?
- Quero lasanha, papai. Não quero camarão.
- Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente traça uma lasanha. Que tal?
- Você come camarão e eu como lasanha.
O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:
- Quero uma lasanha.
O pai corrigiu:
- Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.
A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:
- Moço, tem lasanha?
- Perfeitamente, senhorita.
O pai, no contra-ataque:
- O senhor já providenciou a fritada?
- Já sim, doutor.
- De camarões bem grandes?
- Daqueles legais, doutor.
- Bem, então me vê um chinite, e pra ela... O que é que você quer, meu anjo?
- Uma lasanha.
- Traz um suco de laranja pra ela.
Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senhorita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.
- Estava uma coisa, hein? - comentou o pai, com um sorriso bem alimentado. - Sábado que vem, a gente repete... combinado?
- Agora a lasanha, não é, papai?
- Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?
- Eu e você, tá?
- Meu amor, eu...
- Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.
O pai abaixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Frase do dia

"Cuida-te quando fazes chorar uma mulher, pois Deus conta as suas lágrimas. A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisoteada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual... debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada."

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sorte de hoje

Besteira, mas gostei dessa: Faça feliz quem está perto de você e os que estão longe se achegarão.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O cachorro e o tigre

Um cachorro, perdido na selva, vê um tigre correndo em sua direção. Pensa rápido. Vê uns ossos no chão e se põe a mordê-los. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo, o cachorro diz:- Ah, que delícia este tigre que acabo de comer! O tigre para bruscamente e foge apavorado do cachorro. No caminho vai pensando: "Que cachorro bravo! Por pouco não me come também!". Um macaco, que viu a cena, vai atrás do tigre para fazer média e conta como ele havia sido enganado. O tigre, furioso, diz:"- Cachorro maldito! Vai me pagar!" O cachorro vê que o tigre vem atrás dele de novo. Desta vez traz o macaco montado em suas costas. "Ah, macaco traidor! O que faço agora?", pensa o cachorrinho. Em vez de sair correndo, fica de costas, roendo os ossos, como se não estivesse vendo nada. Quando o tigre está a ponto de atacá-lo de novo, o cachorro diz: "Macaco preguiçoso! Faz meia hora que mandei me trazer outro tigre e ele ainda não voltou!".

Moral da história: EM MOMENTOS DE CRISE, SÓ A IMAGINAÇÃO É MAIS IMPORTANTE QUE O CONHECIMENTO.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Eu odeio o frio...

Já tenho um post com esse título, mas só pra constar: eu odeio frio! Eu odeio chuva! Quer dizer, eu até gosto de chuva e preciso dela, senão minha rinite vai pro saco, mas podia chover de madrugada e apenas de segunda à quinta, não? Dormir com uma chuvinha é tão bom... namorar de madrugada com o barulhinho da chuva ao fundo então! Melhor ainda!

Eu odeio o frio, só sei disso, está caindo o mundo em São Paulo agora, deu meu horário de ir embora e não tenho guarda-chuva, terei que ficar por aqui mais um pouco... o aquecimento global está acabando com tudo e o fim deve estar próximo, porque essa chuva com cara de janeiro em pleno inverno? E o calor essa semana? Digno de janeiro em Porto Seguro! Dava gastura até de sair na rua pra comprar um chocolate, que por sinal vinha todo derretido... mas prefiro mil vezes o calor!

No calor você pula da cama feliz, arranca as roupas e vai pro chuveiro, tomar banho morno com as janelas abertas. Você desfila de toalhinha cantando pela casa e até releva a voz irritante da Ana Maria Braga. Você fica feliz de ver os passarinhos cantando feito loucos, se anima de fazer um café da manhã gostoso, passear com o cachorro e até fazer coisas chatas como lavar louça e roupa antes de trabalhar. Agora? Está chovendo! E eu tenho que terminar de fazer comida, ajudar meu irmão a estudar inglês, sendo que só quero muito mesmo agora dormir... dormir gostoso, embaixo da coberta com o Max, esperando Otto chegar da faku...

E se esse frio foder meu feriado, minha viagem e meu niver de casamento, o bicho vai pegar, São Pedro!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Um mês de escola

Até onde me consta, a palavra 'mês', com a nova reforma ortográfica, não terá mais acento circunflexo. E eu vou me ferrar... sou viciada na "velha ortografia"... não entra na minha cabeça que 'mês' e 'pêra' não tem mais acento... mas isso é outra conversa.

Esse post tinha o título de "Primeiro dia no trampo". Depois passou para "Primeira semana no trampo". O tempo voou e estou há mais de um mês na escola e digo que muita coisa mudou no meu ponto de vista desde o primeiro dia... primeiro porque no primeiro dia não tinha alunos, segundo porque na primeira semana, com a tal gripe suína, mal tinha alunos na escola. E eu digo, os alunos fazem toda a diferença em trabalhar por lá...


Bom, agora eu trabalho numa escola, cheia de alunos da 1ª até a 4ª série, variando entre 6 e 11 anos. Tem crianças de todos os tipos, jeitos, cabelos, cores, manias, educações... por ser uma escola estadual, imaginei que lidaria com encrencas em miniatura, crianças sujas ou muito pobres. Pensamento preconceituoso o meu... na escola em que trabalho muitas crianças vem uniformizadas. Muitas tem a mochila da moda, seja da Hello Kitty ou do Naruto. As meninas vem de trancinhas, fivelas, sapatilhas. Os meninos, de tênis do Homem Aranha, relógios do Ben 10. Os pais? Muitos vem bem arrumados buscar os pimpolhos, outros tantos com carros bonitos. Os que não tem tempo de buscar, a perua escolar busca. Fiquei pasma com o meu pensamento tonto de quem estudou quase toda a vida em escola particular...

Antes de pensarem que estou puxando o saco do Serra e do PSDB, eu DETESTO ambos, ok? Os salários do Estado são péssimos. Digo por mim, pelos meus pais, pela minha sogra, que são servidores estaduais. Digo pela propaganda enganosa sobre a saúde e a educação, que depende muito mais dos funcionários do que a verba e incentivo que o governo dá. Digo também pelo superfaturamento de tudo, além dos incentivos FEDERAIS que chegam até a escola, como kit de livros infantis e materias. Depois de explicar que detesto do governo do estado de São Paulo, poderei elogiar minha escola sem parecer puxa saco de direita. A escola me surpreendeu completamente. Surpreendeu tanto que eu, que sempre valorizei os estudos, estou repensando algumas coisas... se eu tivesse um filho hoje que precisasse estudar da 1ª à 4ª série, eu o colocaria aqui no Gianfrancesco. Mas a partir da 5ª série eu não sei se manteria no Estado, pois não conheço as outras escolas... aqui eu conheço, convivo e trabalho. Os professores são bons e a direção pega no pé para eles não faltarem. Se alguém falta, na hora um professor eventual em cobrir a aula. O laboratório de informática está novinho, cheio de computadores com monitores LCD. A biblioteca é enorme e cheeeeia de livros, já li vários, hoje vou começar "As memórias de Emília". As crianças ganham quase todo o material escolar, comem merenda todo dia, que varia de macarrão, arroz, purê a mingau, nescau, vitamina de frutas. Se a escola organizar um passeio como teatro ou museu, o aluno não gasta nada: a escola banca o ônibus, o ingresso e manda kit lanche com toddynho, barra de cereal, bolacha recheada, bolinho Ana Maria e Club Social. Pra fechar, em junho ocorreu um multirão da visão aqui. A escola fretou um ônibus e convidou pais e filhos a irem à um exame oftalmológico. As crianças diagnosticadas com problemas de visão ganharam óculos pagos pela escola. Aí você pensa, incrédulo ou revoltado, 'mas que merda é essa, uma escola pública boa? Ou é mentira ou sou feito de trouxa!'. Não é mentira e talvez muitas pessoas sejam feitas de trouxa sim. Minha mãe chegou à uma conclusão: é para isso que vai o dinheiro dos nossos impostos, pagamos para as outras pessoas aproveitarem os (péssimos)
serviços públicos enquanto pagamos escola particular pra nossos filhos, convênio... E ela disse outra coisa: o certo seria se TODAS as escolas fossem igual ao Gianfrancesco. Claro que a escola não é 100%, falta uma boa quadra pros meninos, talvez mais funcionários, um apoio psicológico de qualidade pras crianças (pois muitos não tem pais, moram em invasões, tem familiares viciados em drogas), mas é uma escola muito boa comparada à lenda urbana das escolas estaduais. Talvez por ser uma escola antiga, de apenas 1ª à 4ª série e com uma diretora com muitos anos de casa que a qualidade seja melhor. Ou talvez seja uma exceção mesmo, não sei dizer.

Sei que estou adorando trabalhar com as crianças, estou aprendendo muito a cada dia que passa, cada um com seu jeitinho, uns carentes, outros engraçados, uns caras de pau, outros mal criados, mas todos com algo a acrescentar (nem que seja me mostrar que não, eu não tenho paciência com todos os tipos de crianças). Eu cheguei até a dar uma brisada em fazer pedagogia e dar aula, mas acho melhor rachar e passar em outro concurso, se quer saber.

Mudei da água pro vinho, de hotelaria pra educação e não é que estou gostando afinal? Se não der certo, terei mais uma experiência profissional pra acrescentar no curriculum, entre garçonete, demonstradora, recepcionista, free lancer de eventos, estagiária, cozinheira... quer mais?

Fica pro próximo post falar dos pequenos que eu convivo aqui. Tem o Vinícius, o Edson Marley (sim, é o nome dele), o José, as fofinhas da 4ª série, a Kathleen e a Mariana... eu tenho preferência pelos meninos, que caem, assopram o machucado e bora correr, mas tem umas menininhas que são meus xodózinhos... mas isso tudo fica pra depois!