quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009 acabou

Nossa, eu tinha tantas coisas pra escrever, tantas coisas pra falar, mas agora que o ano acabou de verdade, as palavras me fugiram. O ano voou, mais rápido que o ano passado. Eu queria ter feito um post de Natal, mas quando fui ver, já era ano novo. (Obs: espero que todos tenham tido um ótimo Natal!). Meu Natal foi tranquilo, revi uma tia muito querida lá do Piauí, que estava aqui em Sampa, vi primos por parte de pai, no almoço de Natal fiquei com minha mãe e meu irmão, porque Papis teve que trabalhar. Fiquei com meu Otto, o que foi muito importante pra mim. Ele foi o sucesso da ceia de Natal, praticamente um tira no jardim de infância, as crianças grudaram nele, o que fez as tias e primas soltarem suspiros (meu orgulho, tio Otto!). Isso gerou cobranças de quando vem nosso nenê, mas isso fica pra depois, né? Abafa o caso.

O ano passou muito rápido, lembro perfeitamente o ano novo do ano passado, na casa da minha sogra. Lembro da nossa viagem de um ano de casamento, comemorada em janeiro e de várias outras coisas que aconteceram no decorrer do ano. Em janeiro fiz uma entrevista na empresa que a Lia trabalhava, indicada por ela. Já vai fazer um ano que fiz essa entrevista e parece que foi ontem que eu acordava ceeeedo pra pegar dois ônibus pra ir até Pinheiros, todo santo dia. Parece que foi ontem que entrei na escola, mas não, já faz 5 meses de tia Guaciara. Parece que foi ontem tanta coisa... ainda bem que tiro muitas fotos pra poder ver e constatar que o tempo está voando. Há um tempo atrás revelei várias fotos do Thomas, desde os 4 anos dele. É impressionante como ele mudou, cresceu. Mais alto, com mais cara de mocinho, diferente daquele nenê de 4 anos, com a cara mais redondinha ainda, com jeitinho de criancinha. Ontem eu estava na Focus e o Otto também, tanto que ele direto confunde o nome da empresa atual dele com a Focus, a gente até ri disso, porque queríamos tanto correr daquele lugar e agora que estamos longe, lembramos de lá às vezes. Graças a Deus esse ano não me trouxe nada de ruim (demais), não perdi ninguém querido, não adoeci, terminei mais um curso, arrumei um novo emprego, não passei nenhuma grande dificuldade. Fiquei um pouco distante do Thomas, mas logo nos reencontramos e nos grudamos de novo, como sempre. Otto está bem, passou por uns altos e baixos, mas nada que não pudesse sobreviver. Juntos não morremos, e sim fortalecemos. Amadureci demais esse ano, fisicamente, psicologicamente. Mantive minhas grandes amizades, retomei contato com parte da família que eu tinha perdido. Hoje foi um dia especial, falei com uma prima muito querida por mim que eu não falava desde o falecimento da minha avó. Esse ano me matriculei na minha mais nova faculdade, o que é um desafio pra mim, mudança total de área, estou ansiosa. Parei de ligar pra algumas besteiras que falam pra mim, mas percebi que ainda preciso apertar com mais força aquela tecla conhecida por todos, porque certas coisas ainda me atingem, preciso relevar mais. Meu casamento não saiu, mais 2010 está aí pra eu sonhar mais um pouco e pensar e planejar e tentar fazer acontecer. Filhos? A cobrança está grande: as meninas aqui do prédio, alguns familiares, o olhar do meu pai, mas eu ainda não quero, até Otto está mais sossegado sobre esse assunto. Antes que alguém me aponte o dedo, EU SEI que o Thomas não é meu filho, mas ele é filho do meu marido e nos damos muito bem, além de nos amarmos muito, então ele é sim meu filho do coração, ele mesmo acha isso. Ah, e ele também quer um irmão, um menino, porque de acordo com ele meninas são muito chatas. Bom, se eu pesar tudo o que aconteceu em 2009 e tudo o que quero fazer em 2010, ficarei aqui até amanhã e agora tenho que sair, comemorar meu ano novo com meus amores. Desejo à todos um ano novo cheio de paz e felicidades e que todos possam passar esse momento ao lado das pessoas que amam, com muita energa positiva e alegria!

Não sou de mandar beijos por aqui, mas... beijos!

Hoje eu assisti

Avatar: resolvi assistir esse filme porque o Thomas estava falando que queria assistir há um tempão. No fim de semana que estreou calhou de ser o fim de semana dele com a gente, então fomos assistir. Compramos os ingressos antecipados, por causa das filas e fomos, num domingo. Eu ainda não tenho filhos, mas como o Thomas é um filho do meu coração, me aventurei no típico programa de índio dos pais, cinema de fds. Fazia anos que eu não ia ao cinema num fds, muito menos num domingo a tarde, fim de semana de estréia de um filme muito comentado, ainda mais em 3D, que é mais concorrido ainda. Chegamos ao cinema, filas pra tudo, pra comprar refrigerante, pipoca, pra entrar, mas faz parte. Os meninos entraram no cinema e eu fui pra fila da pipoca, que estava enoooorme, Deus do céu! Peguei as pipocas e fui me juntar com os meninos, todos de óculos 3D. O filme é bem fantasioso, mas muito legal, eu gostei bastante. E assistir em 3D valeu mais a pena ainda, os bichinhos que voavam na floresta passavam na nossa cara, dava a impressão que dava pra tocar! O Thomas adorou o filme, ficou quietinho o filme todo, assistindo e adorou também! Valeu cada fila que pegamos, rsrsrs. Ele adorou, e nós também adoramos, o filme é bem legal e mostra que não tem jeito, como a humanidade é mesquinha e materialista... o filme se passa em 2000 e alguma coisa, lá no futuro, nosso planeta já acabou em vários aspectos e a exploração espacial estava bem avançada. Eles acharam outro planeta que é fonte de um mineral que não existe na Terra, e que vale muito, por isso decidem explorá-lo. Como a população não é muito a favor disso, os humanos decidem criar avatares dos ET's que tem a mente controlada por um humano. Aí entra a parte melô da história, que é o amor entre uma ET e um humano, aí só assistindo pra ver. O filme tem bastante efeitos, é bem legal, gostei muito! A melhor parte foi uma parte do filme, um diálogo entre o casalzinho, mais ou menos assim:

Mocinha: agora você já acabou seu treinamento, já é um de nós, precisa escolher uma mulher.
Mocinho: uma mulher?
Mocinha: sim, uma mulher. Fulana é uma ótima cantora. (fazendo um doce)
Mocinho: mas eu não quero Fulana.
Mocinha: Ciclana é uma ótima caçadora.
Mocinho: mas eu não quero Ciclana. Eu já escolhi a mulher que eu quero.

THOMAS (em alto e bom som): JÁÁÁÁ???

O cinema inteiro: risos geral!

Definitivamente, isso valeu tudo, kkkkkkk!

Te amamos, Thomas!


Caras e bocas no cinema!


Eu e Thomas, com nossos óculos 3D

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - Lua

Ah, essa história é especial. A Lua é uma bichinha linda e querida, mais gente do que cachorro, que viveu comigo por uns bons anos e agora mora com meus pais. Ela foi a primeira cachorrinha que apareceu na minha vida depois da Princesa. Quando a Princesa morreu, ficou um buraco muito grande em casa, então decidimos ficar sem cachorros, mas quem resistiu à Lua?



Quando eu tinha uns 16 anos, eu assisti um clipe do Groove Armada, Superstylin', onde aparecia um daschund (o famoso salsicha ou cachorrinho da Cofap). Fiquei apaixonada e comentei um dia com a minha amiga Dani que o dia que eu tivesse um cachorro de novo, seria um salsicha, igual o do clipe, pretinho e que se chamaria Lua. Aí ela me disse que a Jade, a cadelinha da prima dela, uma salsicha, estava grávida e que os donos dela não sabiam o que fazer com os filhotes, já que queria dar para pessoas próximas e de confiança. Eu disse na hora que queria um. O tempo passou, os filhotes nasceram, 7 por sinal. Desmamaram, cresceram, ficaram lindos, pretinhos, gordinhos, fofos. Um dia eu estava em casa quando a Dani chega com uma bolinha preta na mão, encolhida, fofa... era a minha Lua, escolhida pela Dani, a coisa mais linda e dengosa. Levei pra casa e mostrei pra minha mãe, que claro, ficou doida comigo, dizendo que eu sabia que ela não queria mais cachorros, que não era pra ter pegado cachorro nenhum, que era pra levar a Lua embora. Pensei um pouco e decidi deixar a Lua no colo da minha mãe enquando ia conversar com a Dani (pra ver se a fofura da Lua amolecia minha mãe). Quando eu voltei, a Lua estava toda encolhida no colo da minha mãe, confortável, em casa e minha mãe já disse que eu era uma fia da pu, por ter deixado o cachorro no colo dela pra ela se apegar. Ela disse que era pra gente esperar meu pai chegar pra ver o que ele decidia. Claro que quando meu pai chegou ele disse a frase de sempre: "Deeeixa o bicho aí!". Ele já disse isso até pra minha pata Roberta que ganhei da minha vó, imagina pra uma cachorrinha tão fofa como a Lua? A Lua ficou pra nunca mais sair e virou a daminha da casa. Apesar de eu ter ganhado a Lua, ela escolheu minha mãe como dona, porque cachorros escolhem o seu dono. Ela se apegou em mim, mas se apegou dobrado nos meus pais. Meu pai, machão valentão chama a Lua de filha, minha mãe compra roupas e ração da boa, enfim, a Lua é uma princesa. Convivi diariamente com a Lua por uns 5 anos e apesar de mordidas e rosnadas, sempre nos demos muito bem. Ela estranha um pouco o Gugu, morde de vez em quando, mas ela está só se vingando dos tempos que ele dava cambalhota com ela, tenho certeza. Ela é bravinha, esquentadinha, tem o gênio da minha mãe, digamos, misturado com o pai biológico dela, o Charlie. Esbelta, pretinha, com o pelo brilhante, unhas compridas, rabo maluco, já passou por poucas e boas. Já foi atropelada, mordida pelo Max, tomou trocentas injeções por causa das dermatites dela. A raça dela tem tendência a ter problemas de pele, então ela vive no veterinário. Dorme com meus pais, mas odeia dormir com meu irmão. Gosta de passear na praia, mas odeia passear nas ruas de São Paulo, principalmente depois que ela foi atropelada. ODEIA tomar vacina, injeções. Odeia tanto que ela já entende as palavras veterinário e banho e quando as ouve já se enfia embaixo da mesa, só saindo na base da mordida ou se enfia no esconderijo dela, um buraco no guarda-roupa da minha mãe. Ela adora virar de barriga pra cima pra ganhar carinho e morre de ciúme do meu pai. Quando ele me abraça, ela dá um jeito de se enfiar no meio, é muito engraçado, bichinha geniosa... extremamente carinhosa, adora ficar chegada na gente, pertinho. Gosta de um homem que é uma beleza, nunca vi bicha mais safada. Adora comer comida de gente, mas ai de você dar um pão puro pra ela. Ela não come, tem que ter queijo ou manteiga (a bicha é fresca que só). Uma lady, sabe andar de carro, se cobrir sozinha no frio, gosta de ficar na janela e na varanda vendo a vida lá embaixo e adora usar roupas. Roupas são um episódio à parte. Ela adora usar roupinhas, tem várias. Quando casei, minha mãe ficou mais grude com a Lua ainda. Ela tem vestidos da Hello Kitty, roupa de inverno com capuz, vestido com lacinho, fica uma fofa. Agora o cara do Pet Shot deu pra colocar gargantilhas rosas nela, fica uma boneca. Hoje Luri tem 7 anos, em fevereiro faz 8. Está mais velhinha, com uns pelos grisalhos, mas tão ou mais carinhosa do que era antes. Cada dia mais apegada na gente, temos todo um ritual para não deixá-la sozinha, sempre tem alguém em casa pra ficar com ela e quando viajamos, nos revezamos, ela nunca fica em hotel. Ela faz parte da família e não gosto nem de pensar no dia em que ela nos deixar... esse é o mal de ter cachorros. Eles viram filhos, irmãos. Parece exagero, mas só quem teve cachorro sabe como é, a lealdade, a amizade e o carinho que eles tem por nós. Só que eles duram pouco, uns 15 anos... eles vem, deixam a marca deles pra sempre e se vão, rápido demais... mas vamos parar de pensar em coisas ruins, porque a Lu tem mais uns bons 7 anos no mínimo com a gente.





Te amo, malukete linda!


Lua e eu




Lua vendo o que se passa na rua, coisa que ela adora. Estava com uma alergia, por isso estava com umas falhinhas no pelo

Piercings e tatuagens

Sei lá se já estou meio velha pra essas coisas, mas eu adoro piercings e tatuagens. Tatuagem eu acho um charme, quando bem feita e piercings viram um acessório bonito quando a jóia é delicada e combina com a pessoa. Até piercing na sobrancelha, que é meio maloqueiro, fica bonito quando a menina tem um rosto delicado ou o cara tem um certo estilo. Até um alargador, quando combina com a pessoa, fica bonito. Eu tenho meus piercings e uma tattoo. Por mim, eu já seria um gibi ambulante, mas sou cagona demais pra isso, tenho medo das broncas da minha mãe até hoje. Também vivo dura de grana, isso complica pra fazer uma tatuagem num lugar bom. Como tatuagem é pra sempre, tem qu investir mesmo e fazer num bom lugar, porque senão o resultado pode não ser o esperado e aí segura. Num aniversário meu eu fiz a minha tatuagem, 3 borboletas no pé direito. Eu escolhi o desenho, sugeri cores, escolhi as posições das borboletas, foi bem legal, ficou do jeitinho que eu queria, não me arrependo. Pensei que ia morrer de dor, já tinham me avisado que tatuagem no pé é um parto, mas nem foi tudo isso, quando o tatuador começou o contorno, eu estava tensa, e aí vi que a dor nem era tudo isso, foi tão sossegado. Na hora de pintar a última borboleta, senti um pouco de dor, o lugar era mais sensível e eu já estava há um tempinho tatuando, a pele estava sensível. Adorei o resultado e queria muito fazer outra, mas fico só na vontade por enquanto. Piercings eu tenho 3 atualmente, mas já tive 4. Tinha um na orelha, o primeiro que fiz. Levei uma mega bronca da minha mãe, porque fiz escondido e ainda por cima na farmácia. Fiquei uns anos com esse piercing, mas tirei. Doeu pra fazer, doeu pra manter, não cicatrizava nunca, o lugar não é muito bom pra ter piercing, acordava de madrugada com dor na orelha, fui louca de fazer e não faria de novo (eu acho). Depois veio o nariz, a novela mexicana. Sempre quis ter um piercing no nariz, mas meus pais jamais deixariam eu fazer um. Até que quando eu tinha uns 17 anos resolvi fazer e chegar em casa com o novo adereço. Minha mãe surtou, gritou demaaais, dizendo que ia lá fechar o estúdio que fez aquilo no meu nariz, que eu era menor de idade e blá, blá, blá, rsrsrs. Tadinha, entendo a preocupação ela, mas ficou tudo bem, cicatrizou legal. Depois de um tempo, não me lembro porque, acabei tirando. Aí fui lá e furei de novo, segunda vez. Estava na Dedic, saí do trampo e fui direto fazer meu piercing. Doeu um pouco mais que na primeira vez, mas ficou lindo, fiquei tão feliz que logo saí do estúdio e fui comemorar tomando uma cerveja. Com isso vi que todo o cuidado que tive no primeiro piercing foi exagero. Sei que depois de um tempo o piercing enroscou na toalha de banho e saiu, e o furo fechou... mas eu não desistia! Furei de novo, dessa vez na galeria, sozinha, depois do trabalho. Ficou lindo de novo e dessa vez fiquei um tempão com o piercing, até o dia em que saí com o Otto, pela primeira vez. Voltei pra casa feliz da vida e fui dormir, depois de um passeio legal. Capotei e acordei sem piercing. O furo fechou e depois descobri que tirei o piercing dormindo, encontrei a jóia embaixo da cama. Fiquei uns 2 anos sem piercing no nariz, até que esse ano, no meu aniversário, fiz de novo. Pensei que minha mãe ia me matar, mas ela achou lindo, vai entender, nada a ver com a reação da primeira vez. Umbigo, esse demorou pra eu fazer. Quando eu tinha uns 14 era a moda da moda. Eu não queria fazer, achava minha barriga feia, complexos de adolescência... aí, há uns anos atrás eu fui numa feira de tatuagens. Ouvir aquele barulho da maquininha de tattoo, o povo fazendo piercings começou a me deixar louca, queria fazer alguma coisa também. Ia fazer um piercing no nariz, mas como minha mãe tinha brigado tanto quando fiz, decidi fazer um no umbigo. Escolhi um stand simpático, escolhi a jóia e fui. Deitei na maca, a mulher começou a limpar meu umbigo com éter, álcool, sei lá, sei que aquele cheiro me deixou mal e minha pressão começou a cair, cair... ela disse que ia marcar o lugar do furo, quando ela pediu pra eu ver o que eu achava, já estava com o piercing colocado, não senti dor nenhuma. Mas eu estava branca, pálida, sem cor na boca, o povo se desesperou, achou que eu ia desmaiar. E eu tava numa boa, me sentindo tão bem, aquela brisinha gostosa, huahuah! Não me arrependo, o resultado ficou lindo, aliás, não me arrependo de nenhum dos piercings que tenho, gosto de todos. O terceiro é segredo, não é todo mundo que sabe que tenho, né? =P


PS: escrevi esse texto há uns dias q tinha salvo nos rascunhos. Agora tenho mais uma tattoo! Quem diria que em poucos dias eu ia decidir tudo isso tão rápido, né?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Hoje eu assisti

Lua Nova: o segundo filme da série Crepúsculo. Fui assistir com Otto por causa da propaganda que os amigos fizeram. Na verdade, a propaganda toda me fez assistir Crepúsculo e gostar dessa medra... gostei do filme, apesar de ter achado Crepúsculo muito melhor, com mais história. Lua Nova continua o primeiro filme e acaba sem pé nem cabeça, a gente até fica esperando sentado pra ter certeza se o filme acabou mesmo. É, com o alarde todo de sucesso que a série está fazendo, eles podem (ou pensam que podem) se dar o luxo de acabar o filme do jeito que quiserem, afinal ainda vai ter uns dois filmes que eu saiba pra explicar o que ficou pendente. A parte boa foi passear com Otto, com essa vida corrida que a gente leva acaba não dando tempo de passear como a gente gostaria e às vezes quando temos o tal tempo, não temos denero, lei de Murphy (ou seria Murfie?). O legal do segundo filme é que o tal lobisomem aparece. O segundo filme também fica com a impressão manjada que a Bella está doida pra ser mordida. Ela fica o filme todo com aquela cara de "morde eu", fora que achei ela bem rampeirinha pro meu gosto... se decide, carais, com qual vai ficar? E os tonto atrás dela que só... vai entender? Sei que não achei Lua Nova um filmão, sabe, mas vale assistir por causa da série, né? Bom, espero que até o próximo filme eu tenha lido os livros...

Hoje eu assisti

Crepúsculo: o filminho da moda. Era essa a opinião que eu tinha, não tinha interesse em ler o livro, muito menos em ver o filme. Sei lá porque criei um preconceito com essa série... me recusava a saber mais sobre e achava meio besta quem gosta muitoooo da saga (apesar que eu ainda acho meio besta quem gosta muitoooo). Eu não entendia o porque de tanto sucesso, até que me disseram tanto que o livro era bom, mas bom, que decidi ler o livro antes de ver o filme, pra não perder a graça. Acontece que Lua Nova, o segundo filme da série, está nos cinemas e disseram que valia a pena assistir na telona por causa dos efeitos, por causa disso não esperei pra ler o livro. Como Otto San está de férias, estamos mais tempo juntos em casa, a noite está ficando mais sossegado porque o serviço também está, decidi alugar. Assistimos e gostamos, muito. É bem coisa de adolescente, mas é legal, gostei mesmo. Essa história meio manjada de vampiros misturados a humanos caiu bem, o filme tem história, efeitos, aventura, gostei. E o Edward, mesmo sendo mais branco que o Otto, é muito lindinho, como dizem por aí...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - Princesa

Há muitos anos atrás eu tive uma cadela. Ela se chamava princesa, era linda. Era uma poodle toy champanhe, mas ela era tão rosinha por baixo dos pelos que parecia ser rosa mesmo, uma boneca. Eu sempre quis ter um cachorro, mas meus pais nunca deixaram. Até entendo, porque dá um trabalho imenso ter cachorro, mas eu não desistia. Sempre pedi um irmão (menino) e um cachorro. Meu irmão veio, mas nada de ganhar o cachorro... quando meu irmão começou a falar e a entender as coisas, logo pedi pra ele me ajudar a pedir um cachorro. Enchemos tanto o saco da minha mãe que ela cedeu. Pesquisamos no jornal e achamos um cara que estava vendendo duas poodle toy filhotes, eu queria uma cachorrinha mesmo, então fomos lá ver. Não sei se era longe, mas com meus 12 anos que eu acho que tinha, pareceu ser bem longe mesmo. Chegamos lá, lembro que era uma casa com quintal. O homem nos levou pra conhecer os cachorros, eram duas cachorrinhas pequeninas e lindas. Quando me aproximei, a Princesa logo pulou, desajeitada por ser filhota ainda, e veio na minha direção. Ela era rosa, gordinha, peluda, linda! Não resisti, foi amor a primeira vista. O homem deu banho nela, secou, deixou bem perfumada e me entregou. Me apaixonei na hora, já vim com ela no colo, cuidando que nem um filhinho mesmo. Em casa ela deu os trabalhos de sempre: queria roer tudo, fazia sujeira pela casa, adorava fazer xixi no tapete do quarto da minha mãe. Mas ela era tão meiga e linda que até meus pais se apaixonaram por ela e tudo passava. Inteligente demais, logo aprendeu a não mexer nas coisas e a fazer sujeira nos lugares certos. Muito leal a mim, me obedecia sempre, nunca tive que bater nela, graças a Deus. Quando passeava com ela, não usava coleira, ela me obedecia sempre, me seguia. Se passasse um gato, ela passava por cima dos instintos dela e seguia comigo. Se meu pai vinha no meu quarto e falava um pouco mais alto, ela já rosnava. Dormia comigo, um chamego só. Todas as minhas amigas adoravam a Princesa, ela era um sucesso no prédio que eu moro. Infelizmente ficamos juntas por pouco tempo. Quando ela tinha uns 6 meses fomos fazer uma visita na casa da minha avó. Como ela tinha tosado careca, a primeira tosa, quis levá-la pra minha vó ver. Como minha avó era senhorinha, levamos ela pra fazer compras no mercado e a deixamos sozinha na casa dela. Acho que ela estranhou, ficou irritada, não sei, sei que ela inventou de brincar justamente com um fio de um rádio da minha avó e levou um choque, acho que morreu na hora. Quando chegamos, eu que achei a Princesa, chorei muito, até minha mãe chorou, porque todos se apegaram muito a ela. Fiquei muito mal, meu tio levou a Princesa embora, me disse que ia levá-la a um cemitério de animais (coisa que duvido que ele tenha feito, mas acreditei na época, criança, né). Minha avó ficou um trapo, me dizendo que daria outro cachorro pra mim, se sentindo culpada, tadinha... ninguém teve culpa, quando as coisas tem que acontecer, acontecem. Fui pra casa arrasada, contei pras minhas amigas do prédio, todas choraram. Fiquei com febre, triste. Mas apesar dessa tristeza toda, as lembranças ótimas da Princesa ficaram, e com o tempo fui melhorando. Claro que sinto saudades dela até hoje, porque ela foi especial, minha primeira cadelinha. Nunca mais esqueci dela, da meiguisse dela, do companheirismo e da cor rosa que ela tinha... foi meu primeiro amor canino.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - James

Nossa, o James! Esse gato foi muito doido, criar ele foi muito legal, ficou saudade! Apesar dele ser bem doidão, eu gostava muito dele. Há muitos anos atrás, nem me lembro quando, eu estava no prédio com o pessoal. Aí um menino que morava aqui no prédio desceu com um filhote de gato, disse que achou jogado na escadaria do bloco 3. O gato mais parecia um rato ou um morceguinho, pequeno que só, orelhudo, olhos praticamente fechados, gritando muito, aquele miadinho fino. Ele era tão bebê que ainda tinha o cordão umbilical preso na barriga, secando. Morri de pena, ninguém queria ficar com ele e eu, com meu instinto cachorreira/gateira de sempre, percebi que se ele ficasse pelo prédio ia morrer. Levei pra casa, claro. Ele era tão pequeno que minha mãe nem brigou (muito), fui direto pro quarto arrumar um canto pra ele dormir. Peguei uma caixa de sapato, forrei com um pano, coloquei um bichinho de pelúcia pequeno e coloquei ele do meu lado da cama, embaixo do cobertor, morria de medo que ele morresse de frio. Como sempre pegava um gato de vez em quando pra cuidar, eu tinha aquelas mamadeirinhas chuquinhas em casa. Esquentei leite e coloquei na mamadeira, era um barato dar de mamar pra ele, ele era tão fofo quanto um nenê de verdade. Acordava de madrugada com os berros dele, de fome. Virei a mãe dele de verdade, acordava várias vezes pra dar mamadeira pra ele, corria da escola pra casa pra cuidar dele. Com isso ele cresceu, ficou forte e enorme, um gatão lindo mesmo. Rajado, era escuro, meio preto com cinza, lindo mesmo. Virou um gatão grande e gordo, atentado, pra não dizer maluco. Arranhava todo mundo, corria feito louco e tinha um xodó por um xale branco que ele tinha... namorava com esse xale o dia inteiro, era um tarado. Com o James tive a confirmação que gato não é bicho de apartamento, principalmente os machos que não são castrados. Eles são aventureiros, caçadores por natureza, não podem nem merecem ficar trancados num apartamento. Com isso, resolvemos deixá-lo na casa da minha vó, que morava numa casona espaçosa, com quintal. Foi muito difícil deixá-lo lá, ele não queria sair do carro de jeito nenhum. Eu não me lembro bem a sensação, mas minha mãe diz que foi horrível, que a sensação era de que a gente estava se desfazendo dele, não pensando no bem dele, sabe, que parecia que ele era muito apegado na gente... mas isso foi temporário, porque minha vó sempre dava notícias dele e dizia que ele era o garanhão da rua, que ele trazia várias namoradas pra casa dela, uma inclusive chegou a ir pra casa dela dar cria, um barato esse meu don Juan. Acho que não cheguei a ter fotos dele, mas lembro perfeitamente daquele zoiudo gigante, que pulava e namorava o xale, que arranhava todo mundo, menos eu. Esse era meu James, deixou muita saudade...

O tarado e a calcinha

Pra começar, explico: meu apelido para alguns amigos é Forest Gump, porque eu sempre tenho uma história mais louca que a outra pra contar. Mas não tenho culpa, as histórias loucas que me seguem (ou eu ando demais). Sempre acontece algum bafafá onde eu moro, trabalho, estudo ou com algum parente. Sei que a mais recente, que aconteceu mês passado foi a do tarado de calcinha. Pra entender: há uns meses algumas mães andam reclamando de um cara que fica rondando a escola e mexendo com as crianças. Falamos com a direção da escola, que contatou a ronda, que disse não poder fazer nada se não houvesse flagrante. Achei o fim da picada a "solução" tomada, mas pior ainda o cara que ficava mexendo com as crianças. Uma das mães veio conversar comigo e disse que o cara ficava abaixando a calça e que estava usando uma calcinha vermelha. Tem doido pra tudo, né? Sei que os dias passaram e nada, o cara parecia ter sumido. Aí um dia eu estava voltando do almoço e vi o tal tarado da calcinha, embaixo da passarela, de calça de moletom. Toda vez que passava uma criança indo pra escola, ele abaixava a calça e estava de calcinha branca, eu mereço... pena que tive que ver isso, porque foi zuado. Cheguei na escola e já tinham várias mães reclamando do tal tarado, chamaram a polícia e tudo. Nisso o cara sumiu e a polícia foi embora também. Uma mãe mais revoltada lá da escola não desistiu, ficou andando pelos quarteirões perto da escola procurando o tal tarado até achar. E não foi que ela achou? Ele entrou numa oficina mecânica pra tentar vender uma ferramenta que ele diz ter achado, ela foi atrás, avisou os mecânicos que ele era o tarado que estavam procurando e... os caras se juntaram e deram um pau bem dado nele. Saíram correndo atrás dele e batendo, o cara atravessou a Radial Leste no meio dos carros, fugindo dos caras. Acho que ele devia ter pensado que era melhor morrer atropelado do que levando porrada dos mecânicos armários... no fim a polícia chegou e pegou o cara, todo estropiado, e levou pro hospital, pra depois levar pra delegacia. Onde eu entro nisso? Estava eu trabalhando quando a mãe que foi atrás do tarado aparece e me chama, dizendo que a polícia estava atrás de mim, porque eu fui uma das testemunhas que vi ele abaixando a calça e mostrando a calcinha, que ela viu que eu vi e deu meu nome na delegacia. Dei uma olhada e lá estava a viatura, me esperando. Parecia até que eu era a tarada da calcinha. Só me restou ir pra delegacia também, fazer o que. Aí foi, ei, ei, ei, todo mundo pra DP e tal, chegando lá demos nosso depoimento, o cara chegou todo quebrado (deu até dó, admito, mas porque ele tinha que mexer com a molecada?). O resultado do pau: dois braços quebrados, muitos hematomas e machucados. Sei que fiquei simples 6 horas na delegacia para o cara ser solto! Ele já tinha ficha, umas três passagens, uma por atentado violento ao pudor e foi solto... aí você pensa, justiça não existe mesmo, o negócio é rezar para nada acontecer com alguém que a gente ame muito, porque a justiça não vai funcionar. Tudo bem que meu depoimento não ajudou muita coisa, na verdade nem sei porque me chamaram pra depor, mas o depoimento da mãe foi bem substancioso, com detalhes, mas de nada adiantou, o cara foi solto. Pela ficha vimos que ele é mineiro e morador de um albergue. Semanas atrás a mesma mãe viu o cara pelas ruas do Glicério, livre, leve e solto. Pensaram que iam encaixar o cara na lei anti-pedofilia, mas não foi o que aconteceu. O que restou mesmo foi pedir atenção redobrada das mães e que, se possível, elas acompanhassem os filhos até a escola, ou pagassem alguém pra levar, ou colocassem na perua escolar, ou pedissem pra vizinha trazer, porque ficou o medo de um dia ele voltar para as redondezas da escola e pegar alguma criança... seria uma tragédia anunciada, mas que a gente não pode fazer nada, as crianças tem pais, mães, avós ou tutores respónsáveis. Essa é a parte ruim de trabalhar com crianças, principalmente quando você mexe com uma população com algum nível de carência, você quer pegar no colo e criar, comprar roupas, cuidar, dar carinho... o que eu posso fazer é dar atenção, conversar, mas mesmo assim é bem difícil. Rezo muito por eles, sempre, porque a gente se apega, não tem jeito.

Thomas

Hoje nosso banguelinho chegou em casa com um sorriso diferente: caíram 2 dentes dele! Quer dizer, tiveram que arrancar dois dentes dele, porque já estavam nascendo os definitivos embaixo. Agora é tarde da noite, ele já está lá no quarto dormindo, gostoso... o dia foi bom, agradável, pena que não pude aproveitar mais tempo com ele, passei o dia todo fora fazendo prova. Mas o pouco que a gente ficou já valeu, jogamos muito video game, Uno, Lig 4... ele adora esses jogos e o mais legal é que ele está crescendo e entendendo mais, até ganhou várias vezes da gente no Uno. Cada fim de semana que ele passa com a gente é uma novidade: uma palavra nova que ele fala, uma coisa diferente, uma gracinha, uma gíria, algo novo que ele aprendeu na escola. Cada dia mais esperto, mais bonito, mais parecido com o pai, inclusive no jeito, nas expressões. Ele é definitivamente filho do Washington, até as viagens deles são iguais, desligam do mundo quando estão jogando video game ou assistindo algo do interesse deles. Ele é carinhoso, mas não pegajoso. Não é chorão, mas é um pouco mimado. Adora animais. Não gosta muito de futebol, assim como o pai, mas aí não posso dizer que quando ele crescer não vai virar um louco que ama jogar futebol. Adora piscina, mas só se for pra nadar cachorrinho. Tem medo de altura, mas mesmo assim é aventureiro. Gosta de suco de uva. Não gosta de legumes. Tem nojo de carne crua, mas adora um bifinho frito. Ama assistir desenhos e ver o pai jogar video game, é o maior torcedor, mas faz complô comigo contra o pai no Uno, rs. Ele é um barato e eu o amo demais. Queria escrever mais dele aqui, mas tenho receio. Queria me dar melhor com a mãe dele, mas isso não depende só de mim. Independente do que eu quero, ou até mesmo o pai ou mãe dele querem, o que eu espero mesmo é que ele seja feliz, muito feliz, e que não ligue pras coisas ruins que acontecem na vida dele, que ele cresça e conquiste tudo o que desejar, que seja tudo o que quiser. Que ele saiba que o pai dele casou com outra mulher, mas que essa mulher o ama e o quer bem. Que ele saiba também que sempre estarei olhando por ele, mesmo que nos bastidores, por trás do show. E que estarei numa torcida imensa para que todos os sonhos dele se realizem, que ele sonhe muito, porque sonhar é fundamental...

Te amo, Thomas, muito...



Foto depois de muito pirulito de uva


O banguelinha

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hoje eu assisti

Distrito 9: indicação da minha cunhada, um dos melhores filmes que assisti nos últimos tempos. Andei tão atarefada e louca de uns meses pra cá que nem percebi se esse filme chegou a passar no cinema, mas deve ter sim. Resumidamente: um disco voador enorme paira sobre a cidade de Joanesburgo e lá fica, não desce nem vai embora. Depois de uns dias, os humanos invadem a nave e encontram vários ETs morrendo de fome. Os ETs são resgatados e na cidade é criado um local para abrigá-los, uma área cercada chamada Distrito 9. O distrito cresce e se torna uma grande favela, só que cheia de ETs. Parece a maior brisa, mas muita coisa desenrola a partir daí e você não consegue desligar antes de terminar o filme. Pra ter uma noção, acho que o filme tem bem umas duas horas de duração, que nem vi passar. A parte ruim é perceber que o ser humano é mesmo um merda egoísta e isso não vai mudar... Mas o filme vale a pena, indico!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - Henrique

Quem me conhece um pouco sabe que sou louca por bichos. Louca, literalmente. De acordo com nosso amigo Aurélio, pai dos burros, louco significa: alguém que perdeu a razão, demente, insensato, apaixonado, alienado, arrebatado. Em relação à animais eu sou quase tudo isso aí mesmo. Eu adoro, curto mesmo, gosto de cuidar, de brincar e não posso ver um sofrendo, abandonado, sendo judiado que eu fico um trapo, mal mesmo. Eu tenho essa sintonia com animais desde pequena, sempre gostei. Já levei trocentos arranhões de gatos que viviam aqui no prédio, mordidas de leve de cachorros e mesmo assim nunca tive medo deles. Tenho mais medo de abelha e barata do que qualquer outra coisa. Quando eu era pequena meu prédio tinha muitos gatos e poucos filhos da puta envenenadores de gatos. Então os gatos iam de lá pra cá, caçando ratos, se esfregando na gente e claro, cruzando. Vira e mexe tinha filhotes pelo prédio, de tempos em tempos aparecia uma gatona linda buchuda pra gente cuidar e elas sempre confiavam na gente, era incrível, até em parto de gato ajudamos, eu e minhas amigas, na época Dani, Margarete e Lizana, gateiras como eu. Como gato é um bicho sutil, dava pra cuidar numa boa, eles são independentes, noturnos e silenciosos, por isso tenho poucas histórias de cuidar de cachorro na minha infância, uma porque minha mãe nunca me deixou ter cachorros, outra porque cachorros são carentes e espalhafatosos (e lindos, claro) e não tem como criá-los sem todo mundo saber que você tem um. Nisso minha infância passou muito marcada pelos gatos, que adoro até hoje. Acho o fim quando uma pessoa diz que não gosta de gato. Por que não gostar? O que ele fez pra não ser querido ou admirado? É um bicho inteligente, bonito, esperto, na dele. Eu gosto de gato e cachorro da mesma maneira, no momento tenho um cachorro e só não tenho um gato porque não ia dar muito certo com esse Max temperamental e ciumento que eu tenho em casa. Ajudei, junto com as minhas amigas, a cuidar de muito gatinho aqui do prédio. Uma vez lembro que uma gata deu cria e eu fiquei com pena de deixá-los lá embaixo, no prédio. Desci com a minha lancheira da escola (aquelas caixas de plástico, a minha era da Mônica, lembram?) e enfiei toda a ninhada de gatos lá dentro. Fui pra casa, corri pro meu quarto e lá fiquei o dia todo com os gatinhos, um mais fofo que o outro. Acontece que uma hora eles tem fome e começam a gritar. E acontece que outra hora eles cagam sem parar e minha mãe acabou descobrindo o que eu fiz e me deu uma bronca daquelas, mas valeu a pena, rs. Quando eu era pequena, aqui no prédio a Mônica, uma gata rajada de cinza e preto, deu cria. Deu três filhotes: um rajado igual a ela e dois malhados de preto e branco. Eu enchi tanto o saco da minha mãe que a convenci a ficar um macho malhado, que tinha um triângulo branco na cabeça. Terrível, o batizei de Henrique, sei lá porque. Ele era terrível de verdade, corria pelo apartamento a madrugada toda, quebrando tudo o que encontrava no caminho, entrava embaixo da cama pra fazer xixi, me arranhava muito. Mas eu nem ligava, adorava aquele mini capeta. Ele ia no quarto da minha mãe às vezes e subia nas costas do meu pai para afiar as unhas, meu pai adorava isso. Uma vez ele entrou no meu quarto também e arranhou minha boca, gato doido... ele ficou com a gente um tempo, não lembro o quanto exatamente, mas minha mãe ficou grávida e o médico recomendou que doássemos o Henrique. A sorte foi que minha tia avó Teresa criava muitos gatos numa casa bem grande e resolver ficar com ele pra mim, que logo se adaptou e arrumou uma namorada, viveu feliz por lá e eu sempre podia ir lá visitá-lo. Morar numa casa pra ele foi um sonho, ele era tão doido dentro desse apartamento tão pequeno... gato em apartamento deve ser mesmo castrado, pra acalmar, porque é uma judiação manter um animal com instinto de caça tão aguçado preso em casa. Hoje fica a lembrança do Henrique, meu primeiro gato dentro de casa, bagunceiro que só, mas que deixou saudades. Tenho pouquíssimas fotos dele, um escaneio e coloco aqui.

Hoje eu assisti

2012: um filme que eu pensei que ia entrar pra coleção "não vi no cinema porque não deu tempo/fiquei com preguiça/tava dura". Tive que resolver uns pepinos perto do shopping, já tava por lá mesmo, resolvi assistir. Pois bem, tanta expectativa, empolgação e eu achei o filme uma bosta! Meu irmão já tinha assistido e dito que o filme era uma medra, que talvez valesse pelos efeitos especiais, mas insisti e fui. No começo estava um pouco massante, mas mesmo assim, bom, com história. Quando o mundo começa a acabar, o filme desanda. É uma manobra mais louca que a outra que o povo faz com carro e avião, o protagonista sempre escapa de tudo, das coisas mais impossíveis. Chegou uma hora no filme que eu e Otto começamos a zuar muito o filme, foi mais forte que nós. Enfim, não curti o filme, mas valeu o passeio. E percebi que 2012 não é um filme para para pessoas ranzinzas assistirem.