domingo, 28 de março de 2010

A pizzaria

Ou a Central de Telemarketing, se preferir. Minha casa é um terror, o telefone não pára um minuto, toca, toca e toca. Se fosse só eu que achasse isso, tudo bem, mas até uma visita que passe umas horas a mais aqui em casa percebe o quanto esse diabo de telefone toca. Estou cansada, com sono, me acostumando a acordar cedinho de novo. Minhas aulas começaram firme e estou indo certihno e por isso morro de sono). Dia desses cheguei do trabalho exausta, foi um dia difícil tanto fisicamente quanto psicologicamente. A impressão que dá é que meu cérebro não está funcionando 100%, muito esquisito. Tiro o fim da tarde pra dormir, pra chegar em algum estado na aula. Só que, o telefone, como sempre, não deixa. Das 4 e pouco até a hora da aula, o telefone toca aproximadamente 8 vezes, sendo quatro pessoas diferentes ligando aqui. Quando eu estava começando a fechar o olho mesmo, o telefone toca, aquela campainha no último volume, algo que, sem sono, já beira o insuportável. Uma hora é minha mãe, outra, minha sogra, outra o banco, outra a C&A, outra meu irmão, outra Otto. Quando não durmo e estou fazendo um trabalho ou vendo TV eu nem ligo, atendo na boa e ainda bato papo, mas quando quero dormir... e não tiro o tel da tomada porque às vezes pode ser alguma coisa importante. Como tenho que marcar com o Gugu a hora que vamos pra aula, de que jeito e tudo mais, ele precisa mesmo me ligar pra combinarmos e tal. Não tem jeito, aqui é quase uma pizzaria.

Música tudo a ver: Lady Gaga feat. Beyoncé - Telephone

quarta-feira, 24 de março de 2010

Frase do dia

No fim de semana eu li uma frase que explica uma coisa que eu sempre falo: "Amigo meu não tem defeito, inimigo se não tiver, eu coloco."

segunda-feira, 22 de março de 2010

Caso Isabella Nardoni

Hoje começou um dos julgamentos mais esperados dos últimos tempos, o do casal Nardoni. Agora o negócio é acompanhar sites e programas sensacionalistas para ter notícias do andamento do caso. Eu não tenho ponto de vista formado quanto este caso, não sei se me custa acreditar que um pai faria tal agressão com a própria filha ou uma mulher que também é mãe fazer isso com uma criança quase do tamanho dos filhos dela. Não sei se é porque sou madrasta também e não me imagino encostando no Thomas. Além dele não ser meu filho, eu não bato nem no Max, Otto é a prova viva disso. Pra mim custa acreditar que alguém abusa de uma criança, bate, agride, molesta, mata. Eu tenho um fiozinho de esperança de que eles não fizeram isso com a pequena. Eu sinto muito pela mãe dela, porque encontrando um culpado, prendendo alguém, até matando, qualquer punição, nada disso vai trazer a filha dela de volta e isso é o mais doído dessa história toda. Um culpado deve ser encontrado, a justiça deve ser feita. Um fundinho em mim pensa na inocência desse casal, mas é mais por esperança do que por realidade, os fatos são muito reais e pior, cruéis. Um lugarzinho bem escondido da minha cabeça tenta encontrar uma saída para um ato tão cruel, sei lá, como aconteceu com uma menina ano passado, se não me engano. A mãe de uma menina de 3 ou 4 anos colocou a criança pra dormir e desceu pra encontrar um namorado, buscar uma pizza, fazer algo rapidamente. A menina acordou e ficou desesperada quando se viu sozinha em casa. Ela foi pra janela, que tinha rede de proteção, fez um buraco cortando a rede com algum objeto da casa e se enfiou na abertura, gritando pela mãe. Nisso, ela escorregou e caiu, morrendo. Deve ter sido uma dor horrível para a mãe, que vai carregar essa culpa para sempre, mas foi um acidente, ninguém matou, ninguém pensou em ferir a menina, não foi um crime e sim uma tragédia.

Eu sou madrasta há 7 anos. Fui boadrasta do Victor por 4 anos. Ele é uma criança maravilhosa que me ensinou muito, me amadureceu de uma forma maravilhosa. Ele tem uma mãe linda e inteligente, que soube lidar com o ciúme de mãe (porque deve dar ciúme, eu admito que teria) e no fim não apenas se entendeu comigo como virou uma grande amiga, uma confidente. Faz mais de 2 anos que me separei do pai do Vi e falo toda semana com a mãe dele. A família materna do Vi é especial, adoro a mãe, a vó e claro, amo muito o pequeno, que hoje tem 10 anos. Se você perguntar para ele se eu já encostei nele, pode ter certeza que a resposta será não, assim como não tenho um A para falar mal dele, ele é um menino maravilhoso. Desde de 2007 sou boadrasta do Thomas, filho do Otto. Ele é uma criança meiga, carinhosa, inteligente, tenho um amor muito grande por ele. Não me dou nada bem com a mãe dele, mas picuinha à parte, juro que tentei. Nos falamos uma única vez na vida e ela me tratou super mal. Ela me detesta, dizem as más línguas que ela tem muito ciúme do filho, outras línguas mais más ainda dizem que ela ainda gosta do Otto. Independente do motivo dela me tratar tão mal e não gostar de mim, não deixo isso afetar meu relacionamento com o Thomas. Sei que ele não é meu filho e ele sabe muito bem que não sou a mãe dele e isso é o que importa. Somos grandes amigos e além disso nem quero ser mãe dele porque com isso só faço as coisas legais com ele, olha como é bom! A gente só passeia, eu não tenho que dar bronca nele, brincamos juntos, viajamos. Como nos vemos quinzenalmente, quando ele chega estou verde de saudade e com um pique daqueles, só nos resta tempo pra brincar, ver filmes, passear com o Max, jogar bola. Nessa viajada master que eu dei no assunto, não entra na minha cabeça que uma mulher agrediria uma criança por causa do ciúme da mãe. Eu já tive invejinha da mãe do meu enteado por ela ter dado um filho tão lindo e bonzinho como o Thomas pro Otto, mas isso passou porque o Thomas é meu pequeno amor (além de ser a CARA do Otto) e também porque Otto me pede um neném desde que a gente começou a namorar, antes de morarmos juntos. Ele viaja pensando no nosso filhote e já incluímos o Thomas em todos os planos, como ficará a mobília do quarto dos meninos, os passeios, pensando no irmão coruja que o Thomas vai ser. Apesar de todas as merdas que a mãe dele fala pra ele, que a gente não gosta dele, que ela me odeia, que meu filho não será irmão dele, entre outras pérolas eu procuro não me abalar. No começo, com meus 21 anos, tudo me doía. Depois eu vi que ela queria isso, que eu me chateasse, então desencanei. Hoje (e há muito tempo) sou muito feliz com o Otto e com a família que temos. Como o Thomas diz, ele é filho do Otto e o Max é meu filho, né? Ou melhor, semana passada fui comprar ovos de Páscoa com Otto e uma senhora perguntou se ele tinha filhos e ele respondeu que tinha dois: o Thomas e o Max. Nossa família é assim, eu, Otto, Thomas e Max, por enquanto. Temos planos, somos felizes, nos entendemos assim. Os finais de semana sem o Thomas ficam a saudade, os que ele vem ficar com a gente é uma alegria sem igual, ele já vem perguntando do Max já no carro. Em casa tem várias fotos do pequeno espalhadas, pra ajudar a matar a saudade.

Com isso tudo, pensando no amor que tenho pelo Thomas, que tenho que Victor, na vontade que tenho de ser mãe, mesmo que mais pra frente, fica difícil entrar na minha cabeça que uma madrasta que tinha fotos abraçadas com a enteada e que na noite da morte da menina aparece num vídeo de um supermercado de mãos dadas com um dos filhos e a menina, deixando um dos próprios filhos sem mão para dar. Quer dizer, ela parecia gostar mesmo da menina, porque fingir por anos é impossível, por mais pentelha que mãe da menina tenha sido (não que ela tenha sido) seria estranho ela estourar assim do nada. O avô paterno pagava a pensão da menina, se o pai não quisesse ver a filha, era só não pegar, simples. Duvido que a mãe fazia muita questão do pai ter contato com a filha sendo que ela tinha uma família unida e disposta a cuidar da menina quando a mãe precisasse. Se a madrasta não gostasse da menina era só encher o ouvido do cara de pentelhações que ele largava mão de ver a menina. Eu como madrasta de segunda viagem conheço, tem fds que o pai está cansado e fica com preguiça de pegar a criança e a gente dá aquele incentivo que falta, "vamos lá, amor, pegar o pequeno para passear!". Se a mãe da menina incomodava a madrasta de alguma forma, é simples, hoje em dia se o ex casal não consegue se dar bem nem amarrado, os assuntos da criança podem ser totalmente tratados entre advogados, conheço casos assim, apesar de não achar o ideal. Quando uma mulher se envolve com um homem que já é pai, tem que estar ciente que a mãe da criança vem meio no pacote também, não tem jeito. A chave pra isso é sempre o pai, ele tem que ser o mediador, se impor para a ex, a atual e a criança, colocando cada um no seu lugar. A ex é pra tratar de assuntos exclusivos da criança. Se possível, ele deve incluir a madrasta na divisão de opiniões e também, mais difícil, ajudar a ex e a atual a terem uma relação pacífica em prol da criança, os pequenos adoram quando elas se dão bem. Já aconteceu do Thomas virar pra mim e dizer, minha mãe disse que te odeia! E eu dizer para ele, mas eu gosto dela, sabia? E ele arregalar os olhos, surpreso e feliz e dizer, sério? A madrasta também tem que se por no seu lugar, respeitando o espaço de pai e mãe, não dá pra substituir essas figuras. E a criança, o mais importante, deve estar coberta de carinho e conversas, mas sem mimos e ensinando que se deve respeitar a madrasta, independente do que a mãe acha dela. E ponto.

Eu espero, de verdade, do fundo do meu coração, que esse casal não tenha feito o que a promotoria diz com a Isabella. Eu espero que um maluco entre correndo na audiência dizendo, eu que fiz isso. Não entra na minha cabeça que um pai pode fazer um mal tão grande para uma filha, assim como uma Suzane da vida manda matar os pais, assim como um neto mata o avô por estar muito doido de cocaína...

Uma segunda caprichada

Hoje a semana começou com tudo e não foi só pra mim. Em plena segunda, primeiro dia oficial da semana, tinha professora com cara de acabada, funcionário cansado, então não está sendo uma segunda caprichada só pra mim. O cansaço ainda não bateu em mim, apesar de que eu adoraria tirar uma soneca bem gostosa agora, mesmo sem estar com sono...

Estou com as baterias caregadas, mas sou uma preguiçosa nata, amante da noite. Ontem cheguei em casa só o bagaço da laranja, mas fui dormir feliz e abraçada com meu Otto às duas da manhã, sem crise. Acordei às 6 e fui trabalhar, achando que seria um dia normal. No fim, o dia está sendo normal, mas um pouco mais puxado. Muitas crianças brigaram hoje, segunda é um dia de sequelas. Tem criança que dorme o fim de semana inteiro por não ter onde brincar ou por não saírem de casa, chegam na escola ligados na tomada, querendo gastar energia. Tem criança que a gente sabe que o pai é violento e leva altos croques durante o fim de semana e chega em casa socando todos os amiguinhos e infelizmente não temos muito o que fazer, porque o conselho tutelar de São Paulo não passa de uma farsa em sua maioria. Hoje teve briga pra apartar, queimadura pra cuidar, joelho ralado pra curar, broncas para dar, foi um show. Meio-dia parecia 4 da tarde hoje. Além disso as professoras precisaram muito de ajuda hoje, eu subi e desci as escadas da escola hoje muitas e muitas vezes, pelo menos é bom pras pernas, né, tem que pensar assim. Além disso temos muitos alunos novos e transferências, o que gera muitas fichas e prontuários novos, arrumação de arquivos, tirando a reforma da secretaria e a arrumação de cada coisa em seu lugar. Depois do almoço fiz lição de inglês da faculdade e li um capítulo do livro de História. Fiz hora extra, porque a Camila não foi trabalhar hoje. O ponto alto do dia foi descobrir que o bebê que a Camila está esperando é uma menininha! Ficamos muito felizes, afinal foram 4 meses de expectativa. Eu perdi, claro, tinha CERTEZA que era um menininho chegando por aí, mas o que importa é que o bebê está lá, com o coração batendo bem forte. Ela ficou pelo hospital repousando porque o médico achou que ela estava muito magrinha, mas logo ela sai e volta pra escola pra gente encher a nova bebezinha do pedaço de presentes, estamos todas tão corujas... só quero ver quando essa leonina da brava nascer, será o xodó da secretaria!

Hoje a noite tenho aula, pra completar esse dia cheio, Inglês e Ética. Não tenho do que reclamar, estou estudando porque quero, ninguém mandou e se eu continuar do Estado, nem precisaria estudar mais. Mas quem me conhece um pouco sabe que tenho sérios problemas e adoro lotar meu dia de coisas ou eu não seria a Guaciara. A parte boa de segundas assim é que geralmente o baque é tão forte que os outros dias são mais sossegados, por mais loucos que sejam estamos anestesiados. E semanas que começam como hoje terminam rápido se eu bem conheço. E eu tô contando os dias para essa semana acabar e o fim de semana chegar logo, estou MORRENDO de saudade de Thomas, faz quase um mês que não o vejo e esse fim de semana é nosso, quero curtir demais com ele e o Otto, passear, tirar muita foto, ver desenho, pintar, fazer coisas que ele gosta. Comprei tinta spray pra cabelo azul, que ele adora, vamos fazer uma bagunça boa!

Passa semaninha, passa!

domingo, 21 de março de 2010

Fim de semana pra revigorar a alma

Esse fim de semana foi bom, muito bom. Estou cansada? Demais. Mas valeu a pena. Todo mês eu faço um passeio com a minha mãe, geralmente uma viagem curta. Normalmente vamos passar o dia na baixada, damos uma geral no apê da Long, vamos pra Santos comer num lugar diferente e voltamos. Esse fds variamos: fomos para o Rio, só nós duas e foi bom, bom mesmo. Ficamos juntas, passeamos pra caramba, conversamos até, congelamos juntas no ônibus, mas ainda bem que fui com a minha mãe, ela lembrou de trazer um cobertorzinho pra gente. Visitamos o Cristo, o Pão de Açúcar, tudo muito lindo, o Rio de Janeiro continua muito lindo mesmo... fomos pra Petrópolis também, visitamos o Museu Imperial, a Igreja da cidade, a fábrica de chocolate da cidade, um encanto. O legal é que o fds foi enxuto, mas corrido, aproveitamos demais sem parar um minuto. Sábado um calorão, tudo a ver com o Rio. Domingo, frio e garoa, tudo a ver com Petrópolis, que lembra Campos do Jordão. Tirei muitas fotos, que pretendo revelar em breve pra não esquecer nunca dessa viagem. Obrigada, mãe, foi muito bom estar com você esse fim de semana!






Jardim do Museu Imperial em Petrópolis

sexta-feira, 12 de março de 2010

Registrando

Eu adoro o calor, eu adoro o calor, eu adoro o calor! Antes derreter do que congelar! Antes dormir de ventilador ligado do que cheio de cobertas! Antes banho gelado e refrescante do que banho pelando que resseca toda a pele! Antes sorvete do que sopa! Antes shorts e blusinha do que calça e moletom e sobretudo e cachecol! Quem fica doente no calor? No máximo a gente pega uma virose, se tomar água ou comer alimento contaminado. Agora no frio? A gente fica com rinite atacada, com dor de garganta, com gripe suína. Tudo bem que no calor aumentam os casos de dengue, mas se o povo cuidasse mais da higiene e tomasse conta dos pneus e garrafas embaixo de chuva, os casos diminuiriam muito mais. Eu adoro o calor, vivaaaa!

Sumida

Eu andei sumida, meio desaparecida por aqui. Estou numa correria frenética no momento que me remete aos tempos de colégio, em que fazia o ensino médio de manhã, ia pra casa, comia, tomava banho, ia pra informática e depois corria pra Casa Verde, ter aulas de hotelaria no Einstein. De quebra, aos fds, ia para festas, dormir na casa das amigas, para casa da vó, enfim, tudo menos dormir. A diferença para agora é que a minha responsabilidade durante o dia não é mais fazer o ensino médio e poder faltar quando o sono está muito grande. Agora eu tenho que trabalhar, e muito. Também não moro mais com a mamãe, com roupinha lavada, comida feita e pão no queijo levado na cama pelo papai (meus xodós!). Agora tenho minha casa, meu marido, meu cachorro, tudo tão meu que depende muito de mim e eu claro, dependo deles também. De um eu dependo do amor e do outro do amor e do companheirismo. Claro, se não fosse Otto san, minha vida seria no mínimo duas vezes mais caótica. Eu amo me comprometer, me enfiar em responsabilidades, em cursos, em coisas que exijam muito de mim. Adoro me lascar, viver cansada. Com isso, não paro quieta e sempre tenho histórias pra contar, pessoas novas pra conhecer, coisas novas para aprender e aí vai. Eu estou muito orgulhosa de mim, cansada, mas orgulhosa. E sei que quem me ama e me apóia também está orgulhoso. Trabalho pra caramba, estudo em duas faculdades, (quase) limpo minha casa. Aos fds, passeio com Otto, às vezes vejo o Thomas, as amigas, sempre vejo meus pais. Cansa? Muito, mas ficar parada nunca foi comigo, sou ligada na tomada. Sei que dormir é importante, mas no geral acho um desperdício de tempo. De tempos em tempos contorno o prejuízo dormindo até uma da tarde num domingo tranquilo, tipo uma vez por mês. O Max me ajuda não mijando a casa inteira. Otto me ajuda limpando a casa. Os dois me ajudam me amando muito, me motivando a crescer mais, sempre. Minhas amigas me motivam, porque sempre me elogiam nas minhas decisões. Meus pais adoram me cobrar, mas sei que é o jeito deles de se orgulhar e me ver sempre melhorando. Meu irmão é um barato, anima meus dias. Agora estudamos juntos, o vejo muito mais, além de um ajudar muito o outro com conversar, compania e pra quebrar aquela insegurança de lugar novo, sem conhecer ninguém. A vida tá uma correria, mas quer saber? Pra mim tá uma delícia!

Música que dá um up na hora de limpar a casa: Lauren Wolf - I Walk The Line