segunda-feira, 31 de maio de 2010

Saudades do Thomas

Hoje pensei o dia todinho no Thomas, inteiro mesmo. Trabalhei pensando nele, até foto dele levei para o serviço, saudade grande demais. Pode parecer exagero, afinal de contas ele não é meu filho, você pode pensar. Acontece que quando o amor aparece, já elvis. Estou ansiosa pelo fim de semana, com muita saudade, muitos planos na cabeça, vejamos se teremos dinheiro e tempo para fazer tudo. Por mim eu falaria com ele um tempão no telefone, pena que a mãe dele não deixa... nesse ponto, ai que saudade da Audy!



Te amoooo, amorzinho meu!

Cafuné bom

Hoje, Selma mainha ficou uns quinze minutos fazendo cafuné no meu cabelo. Cafuné gostoso, bem de mãe mesmo, sabe? Na hora lembrei de uma babá que eu tive quando era pequena, a dona Neusa, aquela gaúcha fazia uma cafuné no cabelo daqueles difíceis de se manter acordada... não sei o que vai ser de mim quando Selminha sair da escola, já estou morrendo de saudade...

sábado, 29 de maio de 2010

Rotina que cega

A rotina é um mal necessário. A gente precisa trabalhar, estudar, fazer coisas diariamente que tornam a vida repetitiva, mas sem isso a gente não consegue viver de forma organizada. Seria bom se a gente pudesse viver um dia maluco de cada vez, cheio de novidades, mas aí o mundo seria uma bagunça, ninguém teria um emprego fixo, casa, nada. O problema é que a gente acaba ficando meio cego com essa rotina toda e não repara em coisas simples e quando repara, dá um desânimo de pensar em como a gente corre e como o tempo passa rápido. Eu trabalho todo dia, faço faculdade, minha vida é bem corrida. Moro no mesmo bairro há muitos anos, quase minha vida toda, conheço tudo por aqui, as pessoas, os lugares. Hoje eu trabalhei, mas como é sábado, estava mais tranquila, sem correr tanto. Voltando do serviço, andando devagar, comecei a reparar em várias coisas que durante a semana não consigo reparar, e nem é porque não quero, é porque acabo fazendo tantas coisas ao mesmo tempo que não consigo. Vou para o trabalho pensando no que vou almoçar, volto para o almoço pensando na faculdade, volto para casa pensando no que vou fazer para jantar e assim vai, o cérebro nunca descansa. Hoje o dia estava lindo, ensolarado, o que ajudou a andar numa boa, olhado para todos os lados e pensando em nada. Se estivesse chovendo provavelmente eu estaria enfiada embaixo de um guarda-chuva e não repararia em nada, de novo. No caminho de volta para casa, reparei numa joaninha laranja voando, linda, indo em direção ao trânsito que estava se formando. Depois, vi uma menininha andando de tico-tico, de roupinha lilás e branca, cabelo preso de maria chiquinha, uma gracinha. Reparei em um prédio antigo e bonito, que sempre esteve lá e eu, com mais de 20 anos de bairro, nunca reparei. Me envergonhei muito de pensar em quantas coisas eu já perdi andando que nem louca pela rua, quantos detalhes, quantas coisas bonitas devem ter passado e eu nem percebi. O predinho era uma gracinha, com uma varandinha para a rua, cor de salmão, arquitetura antiga. Moro no Brás, um bairro central cheio de história, colônia italiana. Combinei comigo que em breve darei uma volta pelo bairro, com calma, para reparar nas coisas bonitas que restaram da história do bairro, que apesar de toda a história que tem, vive com muita pobreza, cortiços, sujeira, empresas espalhadas no meio das residências. Se você andar com um pouco mais de calma, vai encontrar uma daquelas nonas italianas sentadas nas portas dos sobradinhos antigos que tem até as datas em que foram construídos no alto da fachada. Na minha rua mesmo, entre prédios, cortiços, botecos, você encontra perdido vários predinhos antigos que, quando reformados, ficam uma gracinha. Prometi relaxar um pouco daqui para frente para reparar mais nos lugares que eu já conheço, para não me cegar mais ainda pela rotina e pela correria.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Criando cachorros

Cachorro é um animal muito doido, só tendo um para entender. Eles são muito espertos, entendem tudo o que a gente fala, reagem a nossa voz, broncas. São carinhosos, carentes, amorosos, dependentes de nós. Sentem (muito) ciúme, ficam bravos, fazem birra quando não são atendidos. Eu tive três experiências com cachorros na vida: a Princesa, a Lua e o Max. Sempre quis ter cachorro, mas minha mãe nunca foi muito fã, ela sabia que ia dar trabalho e ia acabar sobrando muita coisa para ela.
Quando a Princesa chegou eu era criança de tudo. Tenho ótimas lembranças dela, ela era uma super companheira. Já gostava de cachorros antes dela, mas depois confirmei que eu era mesmo apaixonada por eles. Depois de alguns anos veio a Lua, presente da familia da Dani. Como cachorros sentem tudo quase como a gente, ela escolheu minha mãe como "dona". Ela gosta de todos da casa, até do Gugu, mas minha mãe é a preferida dela, elas tem tudo a ver. Já o Max é meu vagabundo, largado, combina comigo porque é relax e birrento. Na verdade ele consegue ser muito mais birrento do que eu. Com a idade ele melhorou muito, mas vira e mexe ele apronta uma daquelas, tipo comer um saco de pão (que ele pega não sei como, vou ter que colocar uma câmera aqui em casa), comer uma barra de chocolate ou ovo de páscoa, fazer xixi na cama... cachorro apronta muito por natureza, o Max consegue ser pior que o normal. O veterinário disse que ele tem o gênio do Marley, será um eterno filhote, que gosta de correr, brincar, comer de tudo, lamber. Mês que vem meu Pumba vai fazer 6 anos e continua um filhote gordo, não muda.
Criar cachorro dá trabalho de verdade, mas é recompensador. Cachorros são amorosos e adoram demonstrar o amor que sentem e em troca querem o carinho dos donos. Eu já tive gatos e os amo tanto quanto cachorros, mas não tem jeito, é mais fácil criar um gato do que um cachorro. O gato é independente e orgulhoso, gosta de um carinho, claro, mas se vira bem sozinho, gosta de ter os momentos na dele. Cachorros são grudentos. O Max consegue se superar, onde eu vou ele vai atrás. Se vou tomar banho, ele senta no chão do banheiro e me espera. Se vou lavar a louça, ele deita na porta da cozinha e fica lá, esperando. Quando saio para o trabalho, ele vai na janela e chora. Quando volto, os vizinhos (que também tem cachorros e entendem) dizem que ele chora a tarde. Quando Otto está para chegar do serviço, Max se coloca na janela e começa a chorar, pular. Dá 5 minutos e Otto está abrindo a porta, é fato. Cachorros são tão carismáticos que até Otto, que não era o super fã de cachorros, se apegou muito ao Max. Maxito o cativou com seu jeito molecão e carinhoso, tanto que Otto o chama de filho. Uma vez fomos à uma loja e Otto fez amizade com uma senhorinha, que perguntou se ele tinha filhos. Ele disse que sim, dois, Thomas e Max, na lata.
Apesar de todo esse amor (Max está aqui do meu lado, em pé, enquanto eu digito) que o cachorro te dá e que você recompensa, tem os momentos de "vou te matar". Max já comeu pote de manteiga, fez xixi na estante, quebrou copo, entre outras muitas artes. Ele pula nas visitas e lambe sem parar. Visita que não gosta de cachorro é até bem vinda em casa, mas não tranco meu cachorro por causa de ninguém, já logo aviso, tenho cachorro, ele é super manso, mas pula e lambe, você se importa? Uma vez, uma amiga de faculdade veio em casa e ela tem pavor de cachorro, e eu não sabia. Para almoçarmos, tranquei Max no meu quarto. Ele simplesmente comeu o batente da porta, na tentativa de abri-la. Max também tem medo de fogos de artifício, por isso evito deixá-lo sozinho por muito tempo. No último ano novo cheguei em casa e ele tinha ralado a porta do quarto do Thomas, medo dos fogos, conheço meu pelote.
Mesmo com as trabalheiras, meu Max compensa demais, ele adora crianças, se dá super bem com o Thomas, esquenta eu e Otto nas noites frias, adora ir pra praia (apesar de passar mal na estrada, tadinho...). Minha cunhada Lia diz que sou doida de criar um cachorro sem ter filhos (porque todos os filhos pedem um cachorro um dia, mesmo sem querer). Explico para ela que cachorros são cativantes, quando o Loiro torrar o saco dela querendo um cachorro e ela tiver que ceder (e não vai se arrepender), tenho certeza que ela será a pessoa que mais vai gostar do cachorrinho em casa.
Apesar disso, sempre tem um hijo de la pu que quer palpitar na minha vida e isso é froids. Certo dia, duas certas pessoas vieram me dizer que, o dia em que eu tiver filhos, terei que dar meu Max. Quando ouvi isso, fiquei muito ofendida, sei lá se é porque gosto muito de cachorro, se é porque amo o Max ou se porque eu não tenho filhos ainda. Sério, soou para mim como um crime, tipo, que absurdo me desfazer do Max! Ele virou membro da família, vai ao médico, toma vacinas, come direitinho (tirando os roubos de comida dele). Argumentei, discuti, tentei convencer as ditas de que cachorro é um ser muito leal, boa compania e que existe uma coisa chamada posse responsável, ou seja, nada de adotar e desfazer do cachorro como uma roupa velha que você passa para frente. Eu tentava convencer de que não teria que dar fim no cachorro, elas tentavam me convencer que eu teria que dar sim, sendo que nem grávida estou e nem cogito me desfazer do Max quando engravidar. Me diziam que o bebê ficaria com asma e rinite. Tenho rinite há anos e o Max não melhora nem piora o quadro. Depois de esquentar a cabeça, deixei o assunto para lá, pois lembrei de três coisas:
- Fato 1: as duas gracinhas não tem cachorro em casa;
- Fato 2: uma delas odeia cachorro;
- Fato 3: a outra se "desfez" do filho por um tempo, se desfazer de um cachorro para ela deve ser mole, mole.

Enfim, percebe-se que não dá para mexer muito comigo quando o assunto é o Max.
Vai fazer 6 anos que tenho meu Max e cada dia me surpreendo com algo que ele faz, aprende de novo e tenho certeza que vou continuar me surpreendendo. E claro, amando o Max cada vez mais. Espero de verdade que ele dure muitos anos, porque mesmo que ele viva muito, não será suficiente para mim...


Te amo, meu Vagabundo (sabem, o do desenho?)

E para matar a saudade: A Dama e o Vagabundo (como me lembra minha infância!)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dirigir

Eu adoro, amo de paixão dirigir. Sempre sonhei em dirigir na minha vida, tanto que quando eu via alguém com mais de 18 anos e sem carta eu me questionava como alguém com idade legal para dirigir, não dirigia. Depois que eu fui entender que cada um tem um gosto, uns odeiam dirigir, outros tem medo, outros preguiça de aprender mesmo. Não sou pilota, mas posso garantir que nunca sofri um acidente (tirando a vez que a Cris bateu o carro e eu mordi minha língua, mas ela que bateu) e nunca levei multa (por sorte). Quando eu tinha 14 anos eu já sonhava em dirigir, viajava nas idéias com minhas amigas com a possibilidade de fazer 18 anos um dia (como era looonge isso na época), aprender a dirigir, pegar um carro e ir pra praia surfar. Na época eu não dirigia, muito menos surfava, mas o sonho era grande. Com 17 comecei a me aventurar ao volante, dar voltinhas braçudas no quarteirão, levar os amigos bebuns para casa. Com 18 uma das primeiras coisas que fiz foi correr pra auto escola para me matricular. Como na época eu estudava e trabalhava, demorei mais do que gostaria para tirar minha habilitação, mas com 18 mesmo saiu a tão sonhada carta, o que me gerou certa frustração. Fiz a prova prática, fiquei muito nervosa, liguei o pára-brisa na saida do carro, o avaliador do Detran deu risada. Passei, aliviada e depois de uns dias busquei minha carta. Evitei muito dirigir no primeiro ano para não ter minha carta cassada por algum motivo besta, mesmo porque eu era um braço total ao volante. Depois, achando que ia abafar dirigindo, caí do cavalo: meu pai me proibiu de dirigir, tinha medo que eu batesse o carro. Quando fiquei sem trabalhar e não tinha ninguém pra levar o Gugu na escola, futebol e cia, restou confiarem a Kadetteira a mim. Foi aí que a nossa história de amor começou, meu primeiro carro, o Kadett, nunca vou esquecer dele... comecei a levar o Gugu pra cima e pra baixo de carro e meus pais foram pegando confiança em mim. Comecei a ir trabalhar com o Kadett depois, sair a noite, mesmo que raramente, passear. Peguei o jeito do carro, mesmo com aquela direção duuura que dói, foi meu primeiro amor motorizado. No começo do meu namoro com Otto san, a Kadetteira teve um papel muito importante, com ele saímos em nosso primeiro encontro, fomos ao cinema de última hora, o deixei na casa da mãe dele. Vira e mexe íamos para barzinhos na Madelena e em Moema, sempre em compania do Kadett, às vezes com a Elba, quando ele que me buscava. Nosso namoro teve uma boa ajudinha com a Kadetteira, porque eu podia ir quase todos os dias na casa da mãe dele, nem que fosse para dar um beijinho que fosse. O amor foi tanto que logo fomos morar juntos e meu "castigo" veio junto, meu pai me tirou o carro... foi muito ruim, mas a gente tem que fazer escolhas, né? A parte muito ruim é que meu pai vendeu a Kadetteira pro meu primo e ele bateu e deu perda total no carro, quando recebi a notícias quase chorei... nem gosto de lembrar. Hoje em dia amo dirigir, mesmo que a frequêcia tenha diminuído por vários fatores. Depois que casei, dirigi menos, Otto sempre domina o volante. Quando a preguiça bate, eu dirijo. Não sei, apesar de odiar o trânsito, acho que poderia trabalhar tranquilamente com algo que envolvesse dirigir, só precisaria aperfeiçoar a arte de estacionar, meu ponto fraco. Minha paixão por dirigir não para por aí, um dia ainda tiro todas as modalidades de habilitação, vocês vão ver!

Song: Rihanna - Shut Up And Drive

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Frase do dia

Vi uma frase hoje que eu preciso aprender a usar: você não pode planejar o futuro pensando no passado. Resta colocar mais em prática.

Song: Madeleine Peyroux - Dance Me To The End Of Love

Maquiagem

Maquiagem é uma coisa complicada para mim. Eu não sou muito chegada em me maquiar e muitas vezes penso que estou perdendo tempo, porque quando eu for mais velha, as maquiagens não terão o mesmo efeito que tem hoje em dia. Não sou nada de me maquiar pelo simples fato que tenho preguiça de passar a maquiagem e pior, de tirar depois. Aí penso nas rugas que vão me dar e desanimo mais ainda. Mas uma coisa é fato: quando resolvo me maquiar, fico lindinha que só! Há uns meses fui num casamento de um primo do Otto e a Lia me maquiou. Ela é super jeitosa para essas coisas e aproveitou para valorizar meus pontos fortes, como meus cílios a la Carmem Miranda. Como não sou muito fã de reboque, não passei nem base, mas não é que ela fez a coisa funcionar e eu fiquei super natural, mas mais bonita? Andei pensando e pesquisando sobre maquiagens. Dizem que o ideal é passar corretivo nas imperfeições e olheiras, depois passar base e, pra finalizar, pó compacto. Tipo, é quase uma obra, imagino minha cara rebocada com massa corrida depois de todas essas camadas que me dão calafios só de imaginar. Minha mãe fica doida comigo porque somos opostas: ela é toda vaidosa, se veste muito bem, sempre está impecável, maquiada, cheirosa, cabelos lindos e sempre diferentes, ora escuros, ora com luzes. Já eu sou mais ou menos assim: lavo o cabelo e saio com ele molhado, se acordo e não lavo o cabelo, nem perco tempo penteando (minha mãe diz que se eu tivesse cabelo duro estaria perdida), não passo maquiagem, não ligo muito pra roupas. Só adoro um perfume, acho que herdei isso do meu pai, raramente saio de casa sem uma borrifada de leve no pescoço. Mesmo assim, mami me diz que acha bobeira eu tingir o cabelo (coisa que nem cogito) porque ainda não tenho cabelos brancos (eu disse ainda, porque sinto que logo terei alguns para chamar de meus) e que maquiagem é uma coisa que não devo abusar para não dar rugas. Mesmo assim, comecei de verdade meu kit de maquiagem. Comprei um corretivo, depois uma base. Adorei, mas admito que ainda não usei, não encontrei ocasião. Como em breve terei o casório da Lili para ir, acho que vou estrear por lá meu kit reboque, pena que ainda não comprei o tal pó, bichinho caro! Por enquando estou treinando em casa e choquei: o negócio funciona mesmo! Que diferença que dá, some tudo de ruim que tem no rosto, cicatriz, manchinhas, olheiras. Por esse lado eu amei, o duro, como eu disse, é tirar isso tudo depois. Eu normalmente só passo lápis, blush, rímel e bem de vez em quando, sombra e já tenho um trabalho from hell pra tirar depois. Apesar de tudo, acredito que logo estarei bem adaptada às minhas massinhas corridas, porque eu destestava de morte blush e hoje em dia tenho logo dois. Não uso todo dia, mas em qualquer situação que quero dar um up, passo blush, dá uma diferença, parece que tomei um solzinho saudável, adoro! O negócio é continuar pesquisando pós compactos por aí ou me conformar logo que o trem é caro e comprar um. Casamento de Lili que me aguarde!

Song: Shakira feat. Alejandro Sanz - La Tortura

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Odeio o frio - parte 357

Só para constar, mais uma vez, eu odeio o frio. São Paulo é uma cidade com o clima de gente louca, que tem uma população que vive com doenças respiratórias (rinite, sinusite, bronquite, asma), nariz congestionado, olhos lacrimejantes. É poluição, chuva, frio, calor, granizo, tudo no mesmo dia. Eu, claro, estou meio doente, fanha, odeio estar assim. Para ajudar, é péssimo fazer qualquer coisa nesse frio, lavar louça, entrar ou sair do banho, escovar os dentes. A minha revolta toda envolve estar meio doente com uma coisa que aconteceu hoje de manhã que me deixou resmungando que nem o Muttley, o cachorro do Dick Vigarista. Acordei, sofrendo de frio, levantei, me troquei, pus meia, calça, blusa, cacharrel, jaqueta, cachecol (para daqui a pouco já ter que tirar tudo por causa do sol do meio dia, isso já me irrita). Fui escovar os dentes, outro ritual: arregaça a manga, puxa o cabelo da Rapunzel para trás, puxa o cachecol junto. O que acontece? Cai dentro da pia o cabelo, o cachecol e as mangas da jaqueta, claro! Me ensopo nesse frio, fico mais ranzinza que o normal pela manhã, saio bufando de casa sem pentear o cabelo. Ainda bem que passada meia hora, já no serviço, eu acordei definitivamente (sim, eu vou trabalhar sonâmbula todo dia) e agora estou dando risada de tudo isso que aconteceu. Espero que eu tenha um bom dia, assim como vocês!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Passeando com o Max

Ontem tive uma idéia de jerico típica de paulistano, que é chegado em coisas 24 horas (mercados, farmácias, academias e agora, pet shops). Talvez eu ainda ame coisas 24 horas por não ter filhos, apesar de ter me surpreendido ontem. Saindo da aula resolvi passar no Pet Center Marginal para ver se o meu Max podia tomar um banho. Confirmei que o salão de estética de lá é 24 horas e toca pegar o Max em casa pra ficar bonitão. Abaixei o banco do passageiro, que virou uma caminha e lá foi meu co-piloto deitadão e de língua de fora, me olhando dirigir. Chegamos, fila de espera enorme, fila de cadastro idem. Aproveitei a fila para pesar meu pequeno Pumba: 16,5kg! Dei o número de cadastro, a moça logo perguntou "é o Max ou a Lua?", falei do Méc e peguei nossa senha. Subindo para o andar do salão, fila ENORME de espera master. Meia noite, várias pessoas sentadas com pugs, boxers, gatos persas. Tinha uma mulher com um carrinho com quatro lhasas. Tinha homem, idoso, jovem, mulher com filhos, tinha de tudo. Aproveitei para passear com meu bolinha e experimentar produtos novos. Experimentei todas as escovas de cachorro que tinham, mas confirmei que o Max não precisa se pentear, o pelo dele não para quieto mesmo. Experimentei roupas, bonés, brinquedos. Tentei comprar uma coxa de frango, mas não adiantou, ele nem ligou pra coxinha que fazia barulho quando apertava, me olhava com aquela cara de aff. Comprei um shampoo pra ele, esperando criar coragem de dar banho no pequeno rino dentro de um box de 1x1m. Shampoo com óleos, anti-pulgas e queratina, muito chique, bem. Andamos mais, pena que os filhotes de cachorro e os animais exóticos já estavam guardados, era muito tarde e eles precisavam dormir. Me segurei para não comprar mil molhinhos, latinhas e cia, porque Max tem problema de estômago e não pode ficar comendo essas coisas. Uma vez quase matei meu gordo, dando latinha Pedigree todo dia pra ele. Além de gastar uma nota com veterinário, ele teve que tomar remédios por vários dias, tadinho do meu Max... mas mesmo assim compramos um sacão de biscoitos Dog Chow e ganhamos um pote para biscoitos lindo! Compramos ossinho palito, biscoito marrobone e uma frescurite nova que não resisti: biscoito de frutas e aveia, que tem cheiro de barrinha de cereal. Max, vira-lata chique que é, adorou, claro. Come um por noite, antes de dormir, depois de passear. O Max é o reizinho da casa. Dizem que isso vai acabar o dia que eu tiver um filho. Como ter um filho está beeeem longe nos meus planos, principalmente depois de ter voltado a estudar, a gente vai mimando o moda foquinha. Duro é ter tanto amor nessas noites de frio, como ele se mexe e anda pela casa, incomodado... até cancelei a tosa dele pra ele não passar tanto frio. E o banho no Pet Center? Ficou pra depois, a fila de espera, depois de uma hora esperando, era de duas horas. Paulistano é figura mesmo...


O bebê multicolor da mamãe!

Sobre Virgem

Ummmmmmmm...
Faz de conta que você tem uma empresa e acha que o seu sócio está te roubando e você precisa ter certeza e para isto, você terá que mexer em todo o complexo livro caixa, numa busca pelos últimos três anos de lucros da empresa. Que chato, não?

Não para um virginiano.

Minúcias, detalhes, cálculos complicados, deixe tudo para ele.
O virginiano é muito organizado, e não só no sentido de casa impecável e limpa, mas sim na organização mental.

A capacidade de concentração destas pessoas é impressionante e se você resolver mentir para eles, espero que seja bom, porque eles vão somando detalhes, expressões de rosto e friamente vão dizer na sua cara:
Você mentiu! E vão explicar o porquê.

Dá ódio. Não se esquecem de nada, anotam tudo, conseguem ser pontuais e obedecer a rotina de uma maneira perfeita.
Espiem só a agenda de um virginiano típico:

07:15-o despertador toca e o virginiano reza, não se esquecendo de agradecer o aumento que ganhou e os 3 kgs que conseguiu perder.

07:20-O virgianiano vai para o banheiro e faz xixi, em seguida cocô, usa 7 vezes o papel higiênico (mesmo sabendo que tomará banho em seguida), e aperta duas vezes a descarga, pois tem pavor de resíduos.

07:25-o virginiano entra no chuveiro e molha bem os cabelos e depois de bem molhado, ele passa o xampu, esfregando bem e enquanto o xampu age, ele escova os dentes com a escova elétrica. Enxágua os cabelos e a boca, e repete as duas operações (cabelos e dentes) por mais um minutos e novamente enxágua.
Não passa condicionador porque só usa dia sim, dia não. E hoje é o dia do não.

Em seguida esfrega com a esponja vegetal as partes mais ásperas do corpo(cotovelos, calcanhares, joelhos) e depois com o sabonete antibacteriano ele lava axilas, solas dos pés, e partes pudentas.
Depois lava o restante do corpo com o sabonete liquido hidratante e enxágua tudo com a água fria porque tonifica os músculos.
Sem medo de ser feliz, lava o rosto com o sabonete para peles mistas.
Depois...
E por aí vai...

Sexualmente eles usam o lado b, então fazem o sexo com muito beijo molhado, saliva, palavrões, tapas, ou seja o chamado 'sexo sujo', porque é ali que eles se soltam.
Não se esqueçam que todo mundo tem um lado b, mas o do virginiano é quase c.

As mulheres são excelentes esposas e namoradas mas são exigentes demais, detalhistas, do tipo que se o coitado deixar a toalha molhada em cima da cama ela surta.

São excelente executivas, secretárias, médicas e cobradoras de ônibus.
E quando discutem a relação é péssimo, porque fazem um apanhado dos últimos 5 anos, sem perder nenhum episódio de briga e ofensas, repetindo até frases e insultos.

Mas o virginiamo em geral é bem asseado.
Se você estiver na cama com algum deles e tiver com mau hálito, chulé ou um cheiro forte debaixo do braço... ele fala na sua cara e te manda para o banho.

E Se você quer um sexo filme pornô, pegue alguém deste signo. O que é excitante, pois eles tem uma aparência distinta e tímida, mas... ui!
Claro, mas com muita higiene.
E tem todos os remédios do mundo. São hipocondríacos.
São capazes de tomar Imosec antes da feijoada.

Pessoas famosas de Virgem:
A Sandy não é deste signo, viu gente?
Cameron Diaz, Greta Garbo, Hugh Grant, Sean Connery, Amy Winehouse, Marina Lima, Toni Ramos, Claudia Schiffer, Agatha Christie.

Grifes internacionais que 'combinam com este signo':
Yves Saint Laurent, Givenchi, Armani(pelo bom gosto e qualidade), Balenciaga(pela arquitetura impecável da roupa), Burberry, Celine, e as obras de arte que são os sapatos do Jimmy Choo.

Nacionais: Huis Clos (a roupa dela é clássica e distinta), Izabela Capeto(pelos bordados e detalhes), Vivara, Daslu (tanto homem quanto mulher), Sergio K, Ricardo Almeida, Marie Toscano, os vestidos de noiva do Junior e ternos que só aquele alfaiate do seu pai sabe construir.


Se é verdade ou não, dá boa fama aos virginianos =P

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Você sabe o que é uma celesta?

Pois eu não sabia até hoje cedo. Eu peguei na biblioteca da escola um livro sobre a vida de Tchaikovsky e me surpreendi descobrindo que uma música que eu já cansei de ouvir em desenhos é feita com uma celesta. Agora que minha amiga Selma virou bibliotecária aqui na escola, descobrimos verdadeiras raridades, livros antigos, interessantes, muita coisa mesmo que estava escondida e empoeirando. O livrinho que eu li é infantil e rapidinho você termina. Como amo música, mas não tenho a menor aptidão para tocar algum instrumento, não sei se vou gravar muita coisa que li... mas lendo o livro, vi que o Tchaikovsky realmente ficou famoso quando compôs O Quebra-Nozes, na época em que contrabandeou uma celesta em Paris. Um homem se consagra por causa de um instrumento que eu nem sabia que existia, tive que correr pro Google pra descobrir, claro! Aí aproveitei e peguei no youtube uma demonstração de música com celesta, pra quem também não conhece.

Fada Açucurada - Tchaikovsky

=)