sexta-feira, 3 de junho de 2011

Bola de basquete

Só pra constar, é como estou me sentindo hoje, carregando uma bola de basquete na barriga, redonda!

Mulher pensa em tudo

Pensa na estria que ainda vai ter, no filho que ainda nem existe, na plástica que um dia vai fazer, em tudo. Eu, pelo menos, pensei em tudo isso aí de cima. Penso nos cremes que poderei passar se me der estrias, se farei mesmo plástica no peito depois que o Arthur desmamar, porque, caso eu venha a ter outro filhote, posso ficar com a amamentação comprometida.

Sei lá se é coisa de mulher, se é coisa de virginiana ou se é coisa minha mesmo. Se é exagero ou paranóia. Só sei que eu penso nisso sim, mas sem me pegar muito no assunto, eu simplemente penso nas possibilidades.

O que me anima um pouco é que mamãe pensa como eu, então ou somos normais ou malucas juntas.

Em casa, penso nas contas, nas vacinas e ração dos cachorros, nas arrumações que gostaria de fazer (mas a preguiça compliiica), no quartinho do Arthur. Ainda bem que tenho um super companheiro para dividir essas milhares de tarefas! Sempre fui ansiosa e agora com um bebê eu surtaria se tivesse que lidar com tudo sozinha. Mesmo assim, enquanto eu puder, continuarei pensando sobre tudo =)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Curva glicêmica

Você já fez esse exame? É chato, chato, chato. Dói, incomoda, dá tontura, um saco. Tive que fazer esse exame porque minha glicemia deu alterada em um outro exame, aí tive que tirar a prova. Marquei e fui lá, cedinho de tudo, com a minha amada mama. Chegamos lá, a sala estava cheia de grávidas imensas como eu, que comeram o que queriam e mais um pouco e estavam com suspeita de diabetes e logo levei uma picada no dedo para fazer a glicemia de jejum, que deu ótima. Aí a enfermeira começou a caçar uma mardita veia no meu braço, missão beirando o impossível, com uma agulha super grossa... e depois de me picar, estourar veia (como quase sempre acontece) e eu quase ter um troço e minha mãe quase cair dura (literalmente) ao meu lado e ter que deitar e ser socorrida pelos outros enfermeiros (hahaha, tadica, a intenção de me acompanhar foi a melhor), a enfermeira encontrou a veia certa e deixou um negócio (cateter?) preso na veia para não perdê-la, já que teria que tirar sangue várias vezes.

Na sequência tomei um copo de um suco super concentrado de limão, tipo um Tang cheeeeio de açúcar e de hora em hora, durante umas 4 horas ficaram colhendo sangue para fazer o tal exame, a curva glicêmica.

No fim deu tudo certo, saí do exame zureta de fome! E o resultado? NEGATIVO! Não tive diabetes gestacional, o que é excelente! A maioria das mulheres que tem diabetes gestacional desenvolvem diabetes depois dos 40 anos ;)

domingo, 15 de maio de 2011

Frase do dia

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Mário Quintana

Um segundo que muda tudo

Estava conversando sobre isso com meu irmão anteontem e com as meninas ontem. Como um segundo, literalmente, muda tudo. Muda aquele momento, muda o resto da sua vida, te pune, te culpa, te livra, te premia, tudo pode acontecer, mudar. Temos que pensar tanto, mas tanto antes de fazer as coisas, de tomar certas atitudes... a vida é boa e cruel, na medida certa, a intensidade só varia de acordo com a pessoa e situação. Espero estar usando da melhor forma meus segundos. Espero ser feliz com minhas escolhas e com meu karma. Espero que tudo que tenha acontecido comigo até hoje, de bom e de ruim, tenha sido para me ensinar a ser melhor, a tirar do meu caminho pessoas que não eram boas pra mim, a me defender, a ajudar mais os outros, a ser menos ingênua. Penso que nada é por acaso, absolutamente nada, tudo tem um porque. Maktub, estava escrito, não é mesmo?

Ouvindo Chasing Cars, do Snow Patrol

Começo de culpa

Não vejo a hora do Arthur nascer, de verdade. Curiosidade de ver seu rostinho, sentir seu cheiro, conhecer seu choro. Também morro de saudade da vida boemia, é tudo ao mesmo tempo. Há umas semanas fizemos o ultrasom 4D e vi que meu filhote terá bochechonas lindas, meu nariz e minha boca, o que me mata de orgulho. É gostoso ficar grávida, mas dá um trabalho... dói as costas, os peitos incham, a barriga não pára de crescer (e pesar), os pés viram batatas. Então nada mais justo do menino ser minha cara, não é mesmo? Quero muito que ele nasça e ao mesmo tempo tenho aquele sentimento egoísta de querer guardá-lo dentro de mim para todo o sempre. Trabalho com ele na barriga, vou pra faculdade, pro barzinho, pra festa, pra tudo. Meu bebê está aquecido, alimentado, sendo mimado o tempo todo no mínimo por mim, seguro. Ninguém pode machucá-lo, desfazer dele, nada. Às vezes me acho muito louca, porque quero meu pequeno só pra mim, mas ele tem um mundão inteiro pra conhecer, pessoas, lugares, uma vida imensa pela frente.

Pode parecer loucura, mas me culpo um pouco por colocá-lo num mundo tão louco, violento, com tanta informação, tantas pessoas boas e más... quero protegê-lo, colocá-lo dentro de mim de novo e cuidar para que nada de ruim lhe aconteça. Ultimamente ando rezando muito para Deus, para os santos, para que protejam e deem uma vida de alegrias e segurança pro meu filho. Eu tenho que entender que se minha mãe tivesse me prendido como quero prender o Arthur, eu seria muito, mas muito infeliz. Nasci para conhecer lugares diferentes, ter milhares de amigos de vários lugares, para aprender várias línguas e quero que meu filho faça tudo isso, se essa for a vontade dele, que ele explore tudo (de bom) que esse mundão tem a oferecer.

Fico muito agradecida por poder contar com amigas tão boas e presentes e uma família amorosa e companheira. Meu filho me tornou uma irmã melhor e uma filha mais atenciosa, compreensiva e carinhosa. Me tornei uma pessoa melhor e sou eternamente grata ao Arthur. Me tornei melhor até pra mim mesma, selecionando melhor o que ouvir, com quem andar, antes eu tolerava cada coisa... mas deixa isso pra lá.

Ao mesmo tempo em que penso em ficar 25 horas por dia com meu filhote, tenho saudade antecipada de uma vida social que vai ficar pra trás, mas que sei que logo vou recuperar, porque tenho com quem contar. Penso com pesar e tento achar soluções para essa situação, onde posso e não posso levar meu filho. Sentirei falta do cinema, do teatro, que estavam se tornando frequentes de uns tempos pra cá. Ouço músicas agitadas e sinto saudade do meu corpo magrelo, penso se voltarei a ser como antes. Me culpo de pensar assim, mas mesmo mãe coruja-babona-bestona ainda sou mulher, né? Estou fazendo planos para suprir essas encanações e tomando algumas atitudes desde já, cuidando melhor do cabelo, das unhas, das roupas (com a ajuda da minha personal stylist, dona Rita, vulgo minha mãe). Combinei com meu irmão que ele vai me ajudar a emagrecer os muitos quilos que já ganhei desde o começo da gravidez. Também estou fazendo uma lista de filmes que vou alugar para assistir na licença maternindade. A TV já está instalada de frente para minha cama, para não ter desculpa. Estou escolhendo parques, museus, roteiros de viagem que caibam um bebê, reparando se podem passar carrinhos, se os banheiros tem trocadores, comprando muitos gorrinhos, sapatinhos, roupas quentinhas para nossas aventuras. Comprei slings, para carregá-lo pra cima e pra baixo, carrinhos para poder passear com o pequeno, brinquedos, móbiles de carrinho para distraí-lo, tudo para termos ótimas lembranças do comecinho da vida do meu Arthur e para suprir a inquietação de uma mãe meio amalucada, mas muito, muito apaixonada por sua obra-prima...

Ouvindo Fidelity, da Regina Spektor (que não tem muito a ver com o post, mas vá lá)

Pesadelos

Ultimamente ando tendo muitos pesadelos, quase toda noite. É um mais doido que o outro, alguns chegam a ser engraçados quando conto pra alguém, porque soam ridículos. Dia desses, sonhei que mandaram me matar. Chegavam dois caras, um conhecido meu por sinal, que jogavam um coquetel molotov (só esse nome já é engraçado pra mim, meu irmão diz que ando jogando muito GTA...) no meu carro e eu dava ré (como se eu fosse muito habilidosa) e o coquetel pegava em outro carro, que explodia na hora e matava todos que estavam dentro. Outro dia sonhei que pegava o metrô em horário de pico, lotaaaado, com meus pais e descia na estação Corinthians-Itaquera para cobrar o aluguel de um inquilino da casa de Itaquera e lá eu passava uma raiva bem grande por causa de pessoas mal-educadas. Por enquanto não estou sonhando com partos trágicos e cia e espero não sonhar, porque já estou um tanto ansiosa e nervosa com a chegada do Arthur, pensando nas agulhas, soros e anestesias (isso porque nem penso muito no parto em si...). Qual será o pesadelo (ou a comédia) dessa noite?

Ouvindo Lutar Pelo Que É Meu, do Charlie Brown Jr

sábado, 14 de maio de 2011

Frase do dia

"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa."

Frase de Platão que explica tudo o que aprendo na aula de lazer. Descobri (ou confirmei) que sou super competitiva esse semestre, brincando. Espero que isso seja bom!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Assustado

Hoje fui à feira com o Rondie buscar pastel pro pessoal do serviço, ritual sagrado. Como sempre, comprei minha garrafinha de caldo de cana, adoro. Desde o começo da gravidez, tomo caldo de cana toda sexta, senão passo mal de vontade, de preferência de abacaxi com limão. Só de pensar no caldo de cana, Arthur se mexe pacas. Os donos da barraca são gentis, um casal bem bacana, que acompanha minha gravidez desde o comecinho. Enquanto espero meu caldo ficar pronto, eles me dão um copo de chorinho, dizem que é pro Arthur.

O tempo passa e Arthur se desenvolve mais e mais. Está maior, mais esperto e respondendo aos sons e luzes aqui de fora. Estávamos esperando nossa vez quando ligaram a máquina de caldo de cana, que faz um barulhão. Na hora, Arthur deu um pulo, como nunca tinha dado antes. Na escola, quando alguém bate no portão de ferro, ele pula. Esperto que só, chuta quando procuro o pézinho dele. Meu xodó já é um gênio (coruuuuja...).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ser mãe

"Caminhava com a minha filha de 4 anos, quando ela apanhou qualquer coisa do chão e ia por na boca.
Expliquei a ela para nunca fazer isso.
- Mas por quê? - perguntou ela.
Respondi que se estava no chão estava sujo, cheio de micróbios que causam doenças.
Nesse momento, minha filha olhou-me com admiração e perguntou:
- Mamãe, como você sabe tudo isso? Você é tão inteligente!
Rapidamente refleti, e respondi-lhe:
- Todas as mamães sabem estas coisas. Quando alguém quer ser mamãe, tem que fazer um grande teste e tem que saber todas estas coisas, senão, não pode ser mamãe.

Caminhamos em silêncio cerca de 2, 3 minutos. Vi que ela pensava ainda sobre o assunto e de repente disse:
- Ah, já entendi. Se vc não passasse no teste, você era o papai!
- Exatamente! - respondi com um enorme sorriso..."

Autor desconhecido

Bolinha

Cheguei à fase da gravidez em que a mulher vira uma bolinha de tão inchada. Tudo bem, ontem comi yakisoba, que tem muito sal e ajuda a inchar mesmo. Hoje acordei inchada pra caramba, todo mundo no serviço reparou. Pra colocar o sapato foi um sacrifício, e olha que era uma das minhas sapatilhas folgadas. Anéis? Os que entravam no dedo do meio, só entram no anelar. E só. Nada mais de anéis pra mim... Criei uma bunda que não tinha, assim como as pernas. Meu rosto está mais redondo, bem cara de grávida mesmo. Meu nariz, graças a Deus, ainda não inchou, mas sinto que é questão de tempo.

Estava conversando com a minha mãe anteontem, como a gravidez muda o corpo da mulher! Muda muito, mesmo. Mesmo assim, de verdade, ainda me acho bonita, é uma beleza diferente e que vou sentir saudade. Ainda bem que fiz meu book =)

Frase do dia

"O amor não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço."

Mario Quintana

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pode ou não pode?

Por isso que mães são meio loucas, a doideira já começa na gravidez...

Grávida tem que comer de tudo, mas não muito, nada de comer por dois (mesmo que você sinta fome por três). Você gera outro ser, que começa minúsculo e vira um tourinho de uns três quilos e aí vem um ou outro dizer que você não para de comer, que vai virar uma bola desse jeito. Já cansei de ouvir que até os nove meses eu iria explodir. Estamos entrando no sétimo e ainda tem um bom espacinho por aqui.

Grávida tem que tomar bastante leite e seus derivados, mas nada de queijo amarelo! Temos que aumentar o consumo de leite para um litro por dia, mas não podemos comer uma sobremesa a base de leite depois de um almoço, porque o cálcio anula o ferro ingerido. Ah, temos que tomar suplemento de ferro todos os dias. Para ajudar na absorção do ferro, é bom ingerir bastante vitamina C, encontrada em frutas como laranja, abacaxi... opa! Grávidas não devem comer frutas ácidas, para diminuir a azia!

Grávida não pode passar vontade, mas não pode comer muito doce, cuidado com o diabetes gestacional... também não é bom comer muito, mas cada vez mais temos que comer proteínas, vitaminas, minerais para nutrir o bebê.

Azia é outro episódio. Não pode comer um monte de coisas, várias restrições, mesmo com tantos alimentos que temos que incluir na dieta. Vai entender? Tento comer de tudo um pouco e tudo o que tenho vontade, mesmo levando umas bronquinhas e ouvindo uns comentários idiotas (melhor do que ser surda, vai?).

O que importa é que, quando eu como, o Arthur fica bem feliz, porque não pára de mexer =)

domingo, 24 de abril de 2011

Mini máquina de lavar

Foi o Arthur hoje, enquanto eu assistia Rio. Queria poder descrever, desenhar, sei lá. Ele mexeu de um jeito louco, como se estivesse dançando ou muuuuito irritado. Ele já ouve os sons fora da barriga, pelo menos as vibrações. Como o desenho era todo baseado no Carnaval, com samba, samba, samba, pensei: ou ele ama ou odeia samba. Em alguns meses descobriremos...

Chegamos a mil?

É isso mesmo? Oh my, muitas pessoas (ou poucas pessoas que viram a mesma coisa muitas vezes) passaram por aqui e leram minhas asneiras... que medo!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Irmão mais velho

Enquanto escrevo, Max está deitado perto de mim, na cama, morrendo de calor. Está na frente do ventilador, visivelmente incomodado. Observar o Max é uma terapia, as caras e bocas que ele faz. Agora meu irmão foi deitar com ele, pra ficar na frente do ventilador também e o Max não gostou muito, genioso...

Apesar da gravidez, meu amor pelo Max não mudou nada, por sinal estamos mais apegados. Ele foi um grande companheiro para mim a gravidez toda, ainda está sendo. Ele deita no contorno da minha barriga desde o começo e nunca pisou no Arthur, parece que sabe que ele está aqui em mim desde sempre. As pessoas dizem que eu vou ignorar o Max com o nascimento do bebê. Alguns dizem que devo doá-lo (e eu fico put* quando ouço isso). Estou procurando um bom adestrador pra ele, pra ele ficar um pouco mais educado por causa do Arthur, mas nem cogito doar meu Max. Ele é como um irmão mais velho do Arthur, um filho pra mim.

Me preocupo muito com o Max. Ele tem sempre as vacinas em dia, toma além das necessárias, como gripe e giárdia. Passeia bastante, tem umas roupas pro frio, está sempre tosado. Além do mais ele é carinhoso, fiel e tem um olhar... ah, o olhar do Max é imbatível, uma mistura de piedade com charme, um legítimo vagabundo malandro, como no desenho da Dama e o Vagabundo (tudo bem que meu bola está bem mais gordo que o Vagabundo, rs).

Quem tem cachorro sabe do que estou falando, que o danado vira um membro da família, importantíssimo, diga-se de passagem. Na casa dos meus pais tem a Lua, que é dona da casa praticamente. Depois que saí da casa dos meus pais, até vestido da Hello Kitty a danada tem. E quem nunca teve, ainda vai se apaixonar por um...

Agora eu vou lá, dar uns apertos no meu gordo, que se esparramou no chão e dominou a frente do ventilador.

Ouvindo Santeria, do Sublime.

Reforma

Reformar a casa é um sonho de muitas pessoas. Tem gente que se enfia em dívidas imensas, empréstimos, tudo para conseguir aumentar um cômodo na casa ou reformar o puxadinho. Eu, que não me ligo nada em decoração, reforma e cia, nem pensava muito nisso. Falava "ah, um dia eu reformo a casa". Com a chegada do bebê, a reforma se tornou quase uma necessidade. Meus pais me ajudaram muito nesse processo, me pressionaram também, digamos, rs.

A ajuda deles foi fundamental. Me ajudaram a escolher piso, cores de tinta, marcas, arrumar pedreiro, a pagar pelas coisas. Foram verdadeiros anjos pra mim e pro Arthur. No fim o clichê aparece de novo, ou melhor, os clichês: que no fim tudo dá certo, mesmo quando parece impossível das coisas se consertarem. E que você pode girar, bater a cabeça, mas no fim nossos pais sempre estão lá, dispostos a nos ajudar, a nos desafogar.

Tudo foi decidido em questão de dias e a correria começou. Procura por um bom pedreiro, orçamento de materiais de construção, buscar as compras, escolher cores, pisos. No fim deu tudo certo. Ainda estou me recuperando do processo da reforma, porque apesar do resultado ser ótimo, o processo é um saco, cansativo demais. Minha casa cheira tinta ao ponto de eu me sentir drogada lá dentro. Meu nariz está entupido e eu, irritada, mais chata do que já sou. Muitos dias acompanhando a obra, sem entender bulhufas. A casa está linda, o quarto do bebê está se ajeitando, que era o que eu mais queria. Graças ao apoio das vovós, meu filhote terá um quarto lindo de viver, já estou imaginando. O resultado está sendo gratificante, mas ainda falta comprar puxadores, uma nova persiana, talvez uma persiana pro meu quarto, uma nova tampa para a privada, enfim, ainda não acabou a reforma. Amanhã o pedreiro vai instalar os novos lustres, que graças ao bom gosto da mamis, ficarão lindos na sala!

No quarto do Arthur ainda vai rolar muita água. Falta chegar o berço e a cômoda dele. Ainda vamos comprar a poltrona de amamentação, a mesinha, o tapete, a cortina, o abajur... ontem fui mexer no quarto dele e quase morri. O moleque tem uma porta de armário só de fraldas. Quatro gavetas com roupas de cama e roupas, muitas roupas pra ele. E claro, muitos sapatos, afinal ele é meu filho. Tem um andador, dois carrinhos (um na minha mãe, graças a Deus), um berço portátil. E meu quarto? Um armário e uma cama, na maior humildade, rs. Doei metade dos meus sapatos e pretendo doar metade das minhas roupas, tenho muitas. Vou aproveitar o gancho da reforma pra isso. O que eu tenho é mais do que suficiente, agora minha razão de viver tem um nome curto e forte: Arthur =D

Por ele, até uma reforma chatíssima vale a pena!

Feliz Páscoa à todos!

Ouvindo If I Had Eyes, do Jack Johnson

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Eu suspeito

Por enquanto é só uma suspeita, mas acho que terei o 6º Jackson. Acho que Arthur terá uma cabeleira farta, assim como eu. Quando mais ele cresce, mais tenho azia! E olha que eu achava que azia só existia em comercial de eno...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que Arthur?

Pouco antes de eu engravidar, escrevi um post sobre o nome do meu filho, que se chamaria Derik. Adoro esse nome, mas ele tinha uma história toda e tal, que tem a ver com o Derek Shepherd do Grey's, aquele bonitão calhorda, sabem? Tudo bem que depois que descobri o Mark Sloan, o "bonitão" do Shepherd nem era mais tão bonitão assim...

Enfim, mesmo amando esse nome, não o escolhi para o meu pequeno Arthur. Por quê? Simples, eu tive um sonho. E sonhos são muito importantes na família Rhein Pereira. Quando descobri que estava grávida, muitas pessoas tinham certeza que era menina. Eu sentia que era menino, mas ficava convencida com as amigas de que era uma menina a caminho. Escolhi o nome Ana Beatriz. Uma noite, sonhei com a voz de minha avó materna, dizendo que não, que se meu bebê fosse menina, deveria chamar Maria Luiza. Nome escolhido, mas eu ainda achava que era menino...

Certa noite, logo que completei 3 meses de gravidez, tive um sonho revelador. Sonhei que ia à casa de uma amiga querida, a Lia Drumond, que na época do sonho ainda estava grávida do Aquiles. Sonhava que ia até a casa dela pegar uma fralda emprestada, pois as fraldas do ARTHUR tinham acabado. Ela estava no quarto do Américo, trocando o Aquiles, que era cabeludo e moreno (titia morreria de fome como mãe Diná, Aquiles é lorinho assim como Américo...) e eu deitava um bebê branquinho, com coxas gordinhas e via o peruzinho dele, mas não via seu rosto. Contei o sonho pra Lia no dia seguinte, ela e outras pessoas me disseram que era comum não vermos o rosto dos nossos filhos em sonhos, para amarmos o que vier. Deve ser verdade, ainda não vi o rostinho do meu Arthur nos sonhos. Já sonhei que ele era loirinho de cabelo ralo e também que nascia com uma peruca preta, assim como eu nasci.

Também contei pra ela, assim como para algumas amigas próximas, que tinha certeza que meu filho era menino e que se chamaria Arthur. No fim de janeiro, fiz um ultrasom com o intuito de descobrir o sexo, mesmo sabendo que meu bebê era um pingoleiro, um meninão. Um dia antes, no serviço, TODAS as mulheres disseram que meu Arthur era menina. Nem retruquei muito, sexto sentido de mãe é cruel e infalível. Avisei que elas estavam erradas e que meu filhote era um molecão mesmo.

Dia 22 de janeiro fui cedinho ao laboratório, acompanhada da Dani e do Bru. Assim que o médico colocou aquele gel frio na minha barriga e, com o aparelho, as primeiras imagens surgiram, eu gritei "é menino!". E o médico perguntou como eu sabia. Eu disse que simplesmente sabia. Uns minutos depois eu vi, ele tinha peru! E gritei de novo "é menino!". E o médico disse "dessa vez você acertou, menino!".

Fiquei muito, muito feliz. Se um dia eu tiver uma filha, mordo minha língua, mas nasci para ser mãe de menino. Sou agitada, sem frescura. Tenho irmão, sobrinho, tive dois enteados. Gosto de jogos de quadra, de desenhos, de parque de diversões. Conheço bem o mundo dos meninos e me daria muito bem como mãe de um. O pai ficou feliz, a Dani muito emocionada. Ganhei o dia, mãe de um menino! Era meu Arthur, já avisei na hora do ultrasom. O pai não teve nem coragem de reclamar, todos gostaram do nome (ah bom!).

Hoje em dia a espera e ansiedade são grandes. Todos querem conhecer meu pequeno. Todos já o chamam pelo nome, conversam com ele, paparicam. Estamos todos ansiosos, a família, os amigos. Menos de 3 meses, como passou rápido! Não vejo a hora de poder dar um beijo e um cheiro no meu filho, minha razão de viver (ok, sou uma coruja legítima).

O peru do Arthur

domingo, 17 de abril de 2011

Growing up - I

Já falei antes, pessoalmente ou em outros posts, que crescer é bom, mas que é froids. Que dói. Que é difícil. Vivendo e aprendendo, já diziam nossos pais. O resultado é maravilhoso, mas a trajetória é complicada, trabalhosa pacas.

Estou com 25 anos. Há quase 4 saí da barra da saia da minha mãe. Foi difícil, ainda é às vezes. Sempre que posso estou ao lado dela, na casa dela. Mesmo assim, aprendi muito saindo da casa dos meus pais. Não sabia cozinhar, limpar a casa (ainda não sei direito), administrar contas, mas aprendi a sobreviver. No começo, cuidando de mim e (tentando cuidar) do meu ex. Depois de 3 anos, tive que aprender um novo desafio: cuidar de mim, sozinha. Claro que tenho meus pais, minha família, mas foi a primeira vez na vida em que morei sozinha, me virei. O mais difícil foi me virar sozinha e triste, administrando uma separação dolorosa.

Hoje consigo falar melhor sobre o assunto. Bem que me disseram que o dia em que eu virasse mãe, minha vida mudaria, assim como minhas prioridades e pensamentos. Só penso no meu filho, no bem estar dele, na vida que ele terá fora de mim. Hoje lembro com menos dor, menos raiva da minha separação e vejo o quanto aprendi com tudo isso. Vi também que dava muito murro em ponta de faca, sofria com maus-tratos da mãe do meu enteado e da minha ex-sogra.

Lembro que meu primeiro dia pós-separação foi surreal, parecia um sonho. Dois dias depois, chorei o dia todo e a noite saí com a Juliz. Conheci um dos sócios do Pharmácia, o "Divorciado". Vendo minha fossa de separação, me contou toda a história dele: o namoro, o casamento, as recaídas, a superação e vi que existia uma vida bem legal depois do divórcio. A Ju me animava com uma teoria, dizendo que, quando eu chegasse aos 30, poderia dizer às pessoas que era divorciada. Isso significa que alguém já me quis na vida, que eu não era uma estranha que ninguém se interessou (e eu rio muito dessa teoria louca dela).

Com um novo incentivo, muito apoio das amigas, da família, procurei me virar. Terceiro dia de separação, triste. Quarto dia, choro. Quinto dia, chega! A vida seguiu, devagar e sempre, com momentos de dor, outros de alegria, mas sem muitas esperanças. Quase duas semanas se passaram. Conheci o Bruno, ficamos amigos na hora. Achei que nunca mais refaria minha vida. Fomos nós e meus amigos para um bar. As meninas me arrumaram, me deixaram linda, mas nossos caminhos se cruzaram como amigos, não era nossa hora. Fim de semana seguinte chegou, Bruno veio de novo à São Paulo. Saímos, como bons amigos, para mais um bar. Fim de semana seguinte, Bruno mudava para Sampa, para o 34-2, minha casa.

Explico: como meu amigo e rolo da minha amiga, ele mudou para São Paulo para fazer pós. Como foi tudo de última hora (ele decidiu na quinta que mudaria para cá e precisava se mudar no domingo) e eu estava precisando muito de um roommate, tudo bateu.

Foram 26 dias morando sozinha e olha, foi difícil. Não ganhava bem, não sabia me virar muito bem sozinha, assim como não gostava de estar só eu e Max em casa, tinha medo, não me sentia segura. Quando o Bruno chegou, as coisas começaram a melhorar. Eu dava risada, pensando no que os vizinhos iam pensar. Imaginava as velhas fofoqueiras do condomínio fofocando entre si "você viu a Guaciara? Traiu o marido e já enfiou o amante em casa para morar com ela!!!". Nunca ouvi esse assunto, mas são quase 22 anos de Brás, conheço bem a vizinhança. Não tenho tempo para saber das fofocas do prédio, mas tenho certeza que algo do tipo surgiu nas bocas alheias, não podemos esquecer que língua não tem osso...

Nunca me importei com o que os outros iam pensar e fui vivendo. Às vezes o Bruno me buscava na faculdade, conversávamos bastante, jantávamos juntos, era bom. Fui me recuperando mais rápido do que imaginava, a dor passou. O medo de estar sozinha também foi embora. Dividíamos a limpeza da casa, quem cozinhava, os passeios com o Max, o pagamento das contas. Então eu vi que era uma nova fase da minha vida, uma experiência a mais: de casada passei a morar sozinha e depois a dividir apartamento com um amigo.

Um tempo depois, acabamos ficando juntos. "Casei" de novo. Ele nunca morou com ninguém, tirando a família. Mesmo nos dando muitíssimo bem, nos divertindo muito juntos, o medo da novidade e a pressão nos atrapalhou demais. Na mesma época, uma amiga querida veio dividir apartamento com a gente, a Gi, recém-separada também. Brincávamos que nossa casa era a República dos Cornos (três chifrudos morando juntos, fazer o quê!). Mesmo nós três nos dando extremamente bem, eu e Bruno já não estávamos tão bem assim e optamos por nos separar, acho que estávamos muito assustados, era muita informação, muitas mágoas para trabalharmos.

Mais uma fase chegou. Fiquei meio doida, sabe? De nenê do papai virei esposa. De esposa, virei a traída. De traída magoada, virei uma solteira que se virava sozinha. Aí, virei uma solteira acompanhada e virei uma casada de novo. Pra fechar, virei uma solteira maluca. Ufa! Eu disse que era muita informação. Tentei trabalhar da melhor forma tudo isso, mas eu precisava mesmo era de um tempo pra mim e me dei esse tempo.

No começo de novembro uma surpresa surreal: descobri que estava grávida! Chorei, fiquei desesperada. Como podia estar tudo tão louco e de cabeça pra baixo? Em três meses minha vida tinha virado do avesso e tudo era muito inacreditável pra mim. Contei com as amigas no começo, mas era duro. Pensava em como minha família ia reagir, se ficariam tristes. Pensava em como ia sustentar meu filho, educá-lo, se seria uma boa mãe. Chorava muito, de medo mesmo. No primeiro dia me assustei, mas logo eu já amava meu filho, menos de um dia depois de saber da gravidez. Foi aí que eu criei forças para amadurecer de uma vez por todas e seguir com a minha vida, afinal eu tinha a maior razão do mundo para melhorar como pessoa, como profissional e para me tornar fundamental na vida de um pequeno.

continua...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Amor pra recomeçar

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Sempre existe um amor pra recomeçar, não importa a forma e o jeito que ele apareça =D

quarta-feira, 13 de abril de 2011

The best thing about me is you!

28 semanas, filhão! Mas essa foto é de umas semaninhas atrás =)



Amo você, meu pequeno jogador de futebol!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Marcadores

Depois de engravidar, uso uns marcadores tão estranhos pros meus posts...

Azia

Taí uma coisa que eu achava que só existia em comercial pra vender Eno e Estomazil. Arthur será bem cabeludo pelo jeito, porque a cada dia que passa, minha azia piora... vou lá tomar meu Eno, falando nisso.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vontade de escrever...

Só não sei o que! Aproveitar pra descansar antes da aula, melhor coisa que eu faço. Só queria registrar que hoje eu vi um lindo arco-íris,c oisa rara em São Paulo, que não pude registrar porque meu celular não tem câmera =(. Mas valeu a pena, fez valer o dia nessa cidade cinza do cazzo.

PS: Arthur chuta mais forte a cada dia que passa, estou tão ansiosa! Agora começou a se espreguiçar, fazer calombinhos na minha barriga... que curiosidade pra pegar meu cabeludinho no colo (tenho certeza que ele será cabeludo!).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mundo cão

Ontem todos nós ficamos impressionados com a tragédia que aquele maluco causou atirando em várias crianças dentro de uma escola, depois de fingir que ia ministrar uma palestra como ex-aluno. Pelos jornais, vi que o cara tinha preferência em matar meninas, como se fosse um tipo de punição, bem típico de gente maluca. Morte é uma coisa pesada, densa, triste. Quando envolve criança, esse peso aumenta bastante. Dentro de uma escola então, pior ainda. Escola é um lugar em que sentimos que nossos filhos, irmãos, sobrinhos estão protegidos de todo o mal, quase tão seguros como se estivessem embaixo da nossa saia. É quase um lugar imaculado. É como se fosse proibido acontecer essa combinação "crianças morrerem dentro de uma escola".

Tudo bem que, recentemente, tivemos o caso daquele garotinho que morreu dentro de uma escola adventista, morto por um coleguinha que levou uma arma para a sala de aula. O caso está sendo esclarecido e foi chocante também. Mas o que o agrava esse caso do atirador do Realengo é a covardia. Ele tinha 23 anos. As mortes não foram acidentais, foram premeditadas. Morreram 11 jovens entre 12 e 15 anos.

Eu, que trabalho em escola há um tempinho, fiquei mais chocada ainda, até assustada posso dizer. O que houve na escola não foi uma falha. Quando estamos na secretaria trabalhando e alguém aparece no guichê pedindo para apresentar algo para a diretora, geralmente somos orientados a receber a pessoa, que entra na escola e tem acesso à direção. Se um maluco desse resolver aproveitar a entrada dele pra sair atirando em todo mundo, o que nos restará fazer?

Na escola em que trabalho, a freguesia não é das melhores. A região é tomada por invasões, casas populares, próxima a bairros mais pobres e com alto índice de roubos, tráfico e usuários de drogas. Mesmo assim, uma situação como a que houve ontem no Rio é surreal, praticamente impossível de acontecer (assim como a tragédia do Rio era impossível de acontecer, em minha cabeça pelo menos...). Fica aquele medo instalado, aquela sensação de impotência.

Ontem eu estava trabalhando com as meninas, quando uma colega disse que um cara tinha entrado numa escola e atirado em um monte de crianças. Pra mim essa frase foi tão sem nexo que eu nem tive reação de surpresa, era como se fosse brincadeira. Minha reação foi parecida quando eu soube do atentado de 11 de setembro, dei risada e não acreditei, até ver nos jornais e ficar chocada com toda aquela desgraça.

Entramos na internet e vimos que, infelizmente, era mesmo verdade que um maluco entrou atirando numa escola e matou várias crianças... pode parecer cruel, sem virtude, mas ainda bem que ele se matou, uma economia de tempo com processos, cadeia, alimentando e mantendo um cara doido desse, porque, vamos combinar, esse cara era esquisofrênico (no mínimo) e não teria mais cura para viver em sociedade de forma saudável.

Infelizmente a mídia está aproveitando essa confusão toda para entrevistar crianças já traumatizadas, para terem o furo de reportagem. Isso me enoja, nem assisti jornais hoje para evitar o sensacionalismo. O cara quis dar uma de atirador maluco americano e isso é um prato cheio para a urubuzada da mídia...

Fiquei feliz que o policial tentou impedir o massacre dando um tipo na perna do atirador, que logo em seguida se suicidou. Se a sociedade, a polícia e o governo derem muita moleza, não mostrarem punição alguma, mais e mais malucos farão o que o tal Wellington fez, destruindo várias pessoas, famílias, vidas, cabeças de crianças que carregarão o trauma de ver os amigos morrerem com tanta frieza.

Tava bom do mundo acabar. Em que mundo estou enfiando meu filhote...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais uma do Arthur

Hoje eu fui bater o sinal da escola, coisa que não faço há muitos meses. Quando apertei a campainha e o "pééééimmmm" começou, o pobre do meu filhote deu um pulo, tadinho... não bato mais sinal!

Formigas = mudança?

Dia desses parei pra pensar numa frase que a Dani disse pra mim: que formiga dentro de casa é sinal de mudança. Ela disse que quando uma amiga nossa, a Margarete, ia mudar do prédio, apareceram muitas formigas na casa dela. Agora que ela está de mudança, apareceram formigas na casa dela. E agora, apareceram formigas na minha casa também. Pra mim isso tem outro nome: sujeira. Tudo bem achar que tem sujeira em casa, mas na casa da Dani? É uma das casas mais limpas que eu já vi, e olha que lá tem a Lilika e a Tekila, duas viras bem grandinhas.

Daqui a algumas semanas a Dani vai embora. Vou morrer de saudade da minha vizinha de cima, quase 22 anos de conversas pela janela, brincadeiras, brigas, descobertas, tantas coisas. Agora ela será a madrinha do meu primeiro filho, já que a Dan é uma das irmãs que eu não tive. Bom, se eu for falar da Dani, ficarei aqui até amanhã, então voltemos para as formigas.

Quando apareceram as formigas, fiquei desesperada, porque acho formiga um bicho nojento, apesar da falsa meiguisse delas. Formiga é um bicho simpático até, mesmo que sua picada doa pra caramba e que ela coma tudo o que sobrou: lixo, comida, migalhas, outros insetos... formiga é tão simpática que tem até uns dois desenhinhos sobre a vida das formigas. Você não vê um desenho meigo sobre a vida das baratas, certo? Apesar de que fizeram Ratatouille, que mostra a vida meiga que os ratos levam nos esgotos de Paris...

Propus para minha colega de casa uma dedetização, que costumava ser feita todo ano no mês de fevereiro, mas não rolou. Depois, surgiu um papo de mudança, de verdade, e desencanei de dedetizar o apartamento. Aí veio o segundo desespero: deixar meu apartamentinho no Centro para mudar para so far far away de tudo que tenho como familiar. Longe do Brás, da casa da minha mãe, dos meus amigos. Pensei no bem do Arthur e não só no meu e cheguei à conclusão que ir para tão longe não seria o melhor pra gente. Me sentiria sozinha, não teria minha mãe pra me ajudar com os primeiros dias, com o umbiguinho dele, então desisti. E aí eu bati o pé também. E no fim tudo se acertou.

Hoje percebi que formiga é mesmo sinal de mudança. Mesmo eu não mudando para longe, como eu pensei que aconteceria, mudanças imensas estão acontecendo diariamente em minha vida. O Arthur cresce mais e mais a cada dia que passa, meu corpo muda, o barrigão aumenta, minha casa está em processo de mudança também, a vida de todos muito próximos a mim está mudando. Dinda Dani está de mudança, o que me parte o coração e me deixa super feliz ao mesmo tempo, pois ela está mudando para melhor, progredindo e é muito gostoso ver quem a gente ama se dando bem, sendo feliz. Meus pais mudaram, viraram avós, daqueles bem corujas. Minhas amigas ficaram mais próximas, Arthur é o primeiro bebê da galera, né?

E no fim, como muitas pessoas mais velhas me avisaram, tudo está se encaixando, nada parecido ao desespero de 5 meses atrás. As mudanças estão acontecendo sim, algumas assustadoras, não tão boas, outras mágicas, lindas e boas. É a vida tomando forma em forma de uma criança linda, chamada Arthur =)

Sobre o Arthur

Vendo pela centésima vez o último ultrasom do meu pequeno, reparei que ele apóia a mão direita no rosto, assim como no penúltimo ultrasom, assim como eu faço até hoje =)

terça-feira, 5 de abril de 2011

He likes to move it, move it!

É bom escrever de vez em quando, porque o tempo passa tão rápido que a gente acaba esquecendo dos pequenos detalhes, dos momentos. Ontem Arthur chutou tanto, mas tanto que eu me surpreendi. Na verdade eu me surpreendo a cada dia que passa, a cada graminha que ele engorda. Parece que a cada dia que passa os chutes ficam mais fortes e vigorosos. Com a força dos chutes, minha costelinha direita está sofrendo. Arthur se apóia nessa costela, creio que com o pé, mas pode ser o cotovelo também, pelo ultrasom vi que ele tem o braço comprido como o meu. Quando ele se apóia, me falta ar. Eu dou risada, converso com ele, massageio e ele "solta" minha costela. Ele se mexe tanto que às vezes dou risada sozinha, no meio da aula, assistindo TV. Arthur é genioso, só podia ser meu filho mesmo. Se eu cruzo os braços e apóio a mão na barriga, ele chuta, como se estivesse reclamando. Se como algo doce, ele samba que só. Se como muito, ele chuta o estômago, deve ficar incomodado com o aperto. Se a dinda Dani começa a contar uma história com aquele jeitão italiano dela, gritando, ele se mexe, como se reconhecesse a voz. Quando o Max se encosta na curva da barriga, acho que pra sentir o coração do Arthur, ele chuta também, deve ser a conversa deles. Aliás, depois que engravidei, Max nunca mais pisou na minha barriga, acho que ele sente que tem outro serzinho muito amado por mim crescendo aqui. Max fica meio enciumado quando começo a dobrar as roupinhas do Arthur, mas aí dou um macacão pra ele cheirar e ele deita na cama dele, abraçado no osso, com aquele ar de "agora sim, tô participando".

O tempo está voando e cada dia mais Arthur chuta, se sacode aqui dentro, torna meus dias mais bonitos, mais emocionantes. E finalmente eu confirmei uma coisa: eu nasci pra ser mãe. Acho que, mesmo que eu negasse, eu sempre quis um filho, sempre quis gerar, carregar, amar uma criança, tudo ao mesmo tempo. Agradeço a Deus por poder passar por isso, um filho é um presente na vida de uma mulher!

Amo você, meu filho, obrigada por me escolher como sua mãe!

E será que você vai gostar de Jack Johnson? A gente ouve tanto o álbum In Between Dreams... agora estou ouvindo Better Together, sempre bom, filhote.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Só pra constar II

Seis dias depois, finalmente meu braço parou de doer. Ainda bem que outra vacina anti-tetânica, só daqui 10 anos...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pro meu Arthur

Três coisas que aprendi sobre meu filho nos últimos dias:

- ele soluça;
- ele apóia todo dia alguma parte do corpinho dele na minha costela direita, me deixando meio sem ar;
- ele chupa o dedo.

6 meses, Arthur, falta pouco!

terça-feira, 29 de março de 2011

Meu "Artheiro"

Hoje meu filho acordou inspirado: chutando, passeando de um lado pro outro da barriga, se ajeitando na casinha dele. O tempo está passando muito rápido e logo terei o Arthur nos braços. Junto com essa certeza, tenho a impressão que vou sentir tanta saudade dessa sensação... de acordar com chutinhos de bom dia, de sentir os movimentos dele depois de comer um doce...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Só pra constar

Vacina anti-tetânica dói demais da conta...

quarta-feira, 23 de março de 2011

A língua é o chicote da bunda...

E isso, só isso já me deixa feliz. Me deixa mais tranquila, por saber que a maioria das pessoas que tem a língua maior que a boca se lascam por soltarem ao vento palavras que se voltam contra elas mesmas. Língua é uma merda de órgão, não tem osso, né, então falar não cansa.

Estou cansada de gente hipócrita, intrometida, indelicada, que faz comparações chulas me usando como parâmetro. Cansada de ver minha família atingida por comentários maldosos das pessoas. Quer falar, fala pra mim, mas não faça minha família sofrer ou passar constrangimentos. O que eu puder fazer para blindar meus amados das línguas ferinas e maldosas que estão soltas aos quilos por aí, eu farei. Cortarei relações, armarei barraco, farei o diabo. Para proteger meu filho, que ainda nem nasceu, eu mato, juro.

Percebo que quem mais fala, é quem menos deveria falar. Me dar 50 reais ou um pacote de fralda ninguém quer, né? Quem deveria me ajudar, não ajuda, então não fale nada. Quem nem me conhece então, não deveria nem pronunciar meu nome. Quem é sujo, não venha falar do mal lavado. E quem não tem filho e tá com dorzinha de cotovelo por causa do meu Arthur, ROA-SE e faça o seu, adote, roube enteado, atazane a vida da ex do marido fingindo que ama muuuuito o enteado... mas deixem minha família em paz!

Olhem para suas próprias vidas antes de falar das dos outros, juntem seus problemas numa pilha e pensem numa solução para cada um deles antes de julgar (sem eu ter pedido opinião de um cristão que seja) a minha vidinha simples e comum. E melhor: tentem ver o lado bom dos problemas, aprendam com os erros. Viver não é fácil, mas tentar resolver nossas próprias dificuldades torna a vida um pouco menos difícil.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pra você, meu Arthur

Hoje, filho, mamãe acordou te amando mais que nunca, não sei porque. Dizem que a gente ama os filhos mais e mais a cada dia que passa, que quanto mais velhos eles ficam, mais os amamos. Eu acho que deve ser verdade, porque depois que você surgiu, a vovó e o vovô demonstram que me amam mais do que nunca. O vovô diz que vai te ensinar a dizer que é do Norte (assim como fez comigo e com o tio Gugu, rs) e a vovó? Essa coruja... não para de te comprar presentes, mexer na barriga da mamãe pra te procurar, faz planos das roupas que você vai usar, de onde vai estudar, sonha alto comigo.

Esse fim de semana você fez questão de deixar bem claro que veio pra ficar: me chutou demais da conta. A parte boa é que a azia da mamãe melhorou, mas em compensação você me chuta incansavelmente. Sábado você chutou minha costela direita por três horas seguidas, eu ria muito de sentir seus pulinhos. Você deve estar um moção, porque te sinto na altura do estômago muitas vezes. Agora mesmo você está chutando pra caramba, mas dessa vez perto do umbigo, uma tremedeira só! E eu fico toda boba e feliz, é um sossego pra mim quando você chuta, é um aviso de que está aqui, crescendo forte para logo estar em meus braços...

Não vejo a hora de te ter no colo, sentir seu cheirinho de orelha, beijar seu pézinho, te fazer massagem em cada dobrinha. Confesso ter um medinho de cuidar do seu umbigo, mas pra isso mamãe vai fazer curso e contar com a ajuda da vovó quando você chegar. Sei que vai passar rápido, estou tão ansiosa que já estou comprando roupas bem quentinhas pensando nas manhãs frias que terei que te levar pra escola (e já fico toda mole com aperto no coração...).

Minha vida virou você. Tudo é você: minhas futuras viagens, passeios, casa, tudo é pensando em você antes. Comprar coisas pra mim? Pra que? Ainda bem que tenho a vovó pra cuidar de mim, me arrumar. Ela me deu muitas roupas e uma bota linda, disse que não posso passar frio e nem ficar doente, por causa de você.

Você, que há quase um mês atrás tinha meio quilo, já é tão, mas tão amado! E eu, meu filho, te amo de um jeito que não cabe em mim, converso com você, te faço carinho (é só passar creme na barriga que você responde com um chutão!), falo de você... cada chute é uma alegria. Quando faço ultrasom então... ganho o dia, ou melhor, os dias, porque fico te vendo várias e várias vezes. Te ver, mesmo que em preto e branco, é tão bom... eu entendo tudo, meu filho, vejo suas perninhas, bracinhos, seu narizinho e queixinho lindos... você sempre está com a mãozinha direita encostada no rosto, como se estivesse se apoiando, é tão lindinho! Além de uma alegria, cada ultrasom é um sossego, porque você sempre é elogiado, sempre dizem que você é um meninão grande e saudável.

Essa semana tem ultrasom e eu estou contando os minutos pra te ver de novo, você deve ter crescido tanto, estou tão curiosa! Ah, meu filho... que alegria te ter comigo, em minha vida, em mim! Sentir e ver você crescer é uma plenitude pra mim, é muito, mas muito melhor do que eu imaginava. Obrigada por fazer parte da minha vida, Arthur, obrigada mesmo, não sei como vivi sem seus chutinhos gostosos até hoje!

Amo você, filho!

domingo, 13 de março de 2011

La Barrios

Hoje é dia de escrever sobre a Bruna Barrios e isso vai ser fácil, duro é lembrar tanta coisa que a gente fez em um ano só.

Por onde começar? Bom, como conheci a Bruna: entramos juntas na Federal, oras. Mas não foi fácil assim. A Bruna foi uma das últimas pessoas que falei na minha sala, ela sentava meio longe de mim e eu achava que ela tinha uma cara de fresca... ela mal falava comigo e quando a gente tinha que se falar, era só o necessário. Ela andava com o pessoal dela, eu com o meu. Me dava bem com a sala inteira, só achava ela e um cara da sala metidos, vai entender. Tenho mania de não simpatizar de cara com meus melhores amigos, deve ser isso.

Tudo caminhou assim até que aconteceu a viagem pro Petar, em que ficamos no mesmo quarto, nem me lembro o porquê. Tudo o que a gente não se falou, toda a empatia que não tinha acontecido até então, aconteceu. Grudamos. Conversamos até altas horas. Bebemos até. Jogamos truco. Afinidades aparecendo, gênios batendo. Quando a viagem acabou, éramos amigas, assim, do nada. Como na época ela era menor e eu casada, a gente não saía, nossa amizade era restrita à Federal. O primeiro semestre acabou, vieram as férias. Fui pro Piauí, nos falamos pouco, não nos vimos. Em julho ela fez 18 anos, eu me separei. Agosto chegou, junto com as aulas, começou o segundo semestre, o X2, módulo mais difícil da faculdade.

Quando voltei pra Federal, tinha muito o que contar e explicar. Juntei a Bruna e o Val (outro grande amigo nosso) e contei sobre a separação. Se faltava algum laço para nos juntar de vez, foi esse. Na época eu fiquei sem entender e eles me ajudavam com hipóteses, clareavam minhas ideias, me consolavam lá no Bigas, bar da faculdade. Começamos a fazer todos os trabalhos juntos. Nisso, eu e a Bru começamos a sair muito juntas, mas muito mesmo. Cada passo que eu dava (e dou) contava pra ela e ela idem. Depois que ela comprou o TIM com ligações ilimitadas, lascou, nos falávamos 100 vezes por dia.

Depois do luto da separação, fomos (re)apresentadas à noite de São Paulo. Eu voltei a sair, ela começou a sair de verdade. Nessa fomos a barzinhos legais, baladas furadas, festas open bar, picos descolados. Noites essas que terminavam na minha casa, com uma boa manhã de sono e Engov, sempre com o lema bêbado "a amizade prevalece". Tirando as aulas na faculdade, que são um episódio à parte, essas noites malucas tiveram história, empurrei pra ela um carioca maluco que, dias depois tomei pra mim, tapeamos seguranças para ela entrar em balada sem RG, bebemos muitos Cosmopolitans e Apple Martinis... não tinha balada ruim e sim balada sem bebida.

Hoje em dia a nossa amizade é mais firme do que nunca. Em apenas um ano, Bru cresceu pra caramba, mais mulher a cada dia que passa. Trabalhadora, inteligente pacas, não pega DP por nota. Tem um corpão lindo, mas cisma que tá gorda, tenho que bater nela por isso. Adora aprender, faz inglês, tem uma facilidade absurda nas aulas de espanhol da faku, faz aulas de piano. Acompanhou passos importantes da minha vida, foi a primeira a saber que eu estava grávida do Arthur e a primeira (junto com o Val) a dizer que era um menino a caminho. É uma amiga importante pra mim, que eu amo, me preocupo e vou guardar pra sempre todos os momentos loucos e histórias que passamos e ainda vamos passar juntas!

Amo você, dona Barrios. Ah, e o Arthur também!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Viagem ao Piauí 2010

Comecei esse post no dia 14 de julho de 2010 e nunca mais terminei. Apaguei o pouco que estava escrito, não achei pertinente continuar de onde parei, mesmo porque tanta coisa aconteceu. Essa viagem foi boa, muito boa e minha vida mudou tanto depois que voltei dela. Acredito que nem fui atrás de terminar de escrever esse post justamente pelas mudanças repentinas que ocorreram, acho que nem lembrei de blog, nem tinha pique pra escrever.

Agora que a vida toma outra forma e tudo se encaixa em doses homeopáticas (mas se encaixa mesmo assim), resolvi caçar posts incompletos e achei esse aqui. Quando bati o olho lembrei o que sempre disse, que deixei o que conhecia por vida no Piauí em 9 de julho pra buscar em outra vida. Tudo ficou tão maluco depois. Hoje vejo que há "males" que vem para bem.

A viagem de 2010 foi muito boa e ainda bem que eu aproveitei bastante, porque muito provavelmente eu não vá pra terrinha esse ano, só ano que vem, e muito bem acompanhada. Esse ano fui só com meu irmão e meu pai, suficiente para me deixar louca (ainda bem que era só uma viagem). Mesmo assim, foi bom, conheci cidades e pessoas novas, revi pessoas e lugares queridos.

Peguei o avião com o Gu em GRU, meu pai já estava em Teresina nos esperando. Fizemos uma escala no Rio de Janeiro (lugar lindo, diga-se de passagem).


Avião em escala no aeroporto do Rio de Janeiro

Chegamos em Teresina e a primeira coisa que me familiarizou com lá foi o calor. Desci do avião e logo veio aquele bafo quente característico de lá. Meu pai nos esperava com meu primo, mal dormimos, chegamos de madrugada. Logo cedo pegamos um ônibus para uma cidade nova pra mim, Amarante. Emburrei de início, não queria ir pra lá, não sabia nada sobre o lugar. Depois me arrependi, é um dos lugares mais aconchegantes do Piauí, pretendo voltar lá um dia. Conhecemos o Pequeno, irmão do Juracir (amigo de infância do meu pai), que nos levou para vários lugares, entre eles uma praia de rio e um alambique de cachaça, ótimos passeios! Almoçamos um peixe maravilhoso chamado surubim.


Praia de rio de Amarante


Nosso guia Pequeno e a (ótima) cachaça Lira

No fim do dia fomos para o interior de Amarante, ficar na casa de uns parentes do Juracir. Foi bom, muita calmaria, bom pra descansar. Próximo a casa em que ficamos tinha uma fábrica artesanal de farinha de mandioca. Ganhei um saco enorme para dividir com os amigos e família em Sampa.


Nosso quarto no interior de Amarante

No dia seguinte fomos para outra cidade chamada Floriano. Dessa eu não gostei tanto porque ela não tem o charme das cidades pequenas e nem a praticidade da cidade grande, ela fica no meio termo. Isso me desesperava porque não tinha nada diferente para eu me aventurar e explorar, mas também não tinha um shopping por perto para passear... fora que comida boa como em Amarante era difícil de encontrar. Valeu para conhecer, mas não pretendo voltar lá.

Antes de irmos para Picos, passamos o dia em uma cidade chamada Guadalupe. Não tinha nada demais, apenas uma barragem, mas valeu pela alegria do meu pai. Ele trabalhou lá quando bem jovem e se emocionou em rever o lugar em que trabalhou e quando reencontrou um amigo daqueles tempos. Ele até chorou, o que me assustou um pouco na verdade, só tinha visto meu pai chorar quando minha avó paterna morreu.


Balneário de Guadalupe

Pegamos o ônibus e fomos para Picos. Meu pai sempre falou muito bem dessa cidade, mas não esperava muito de lá. No fim gostei muito de lá, dos bares, restaurantes, do mercado de rua, da comida, das primas que não via há anos. Conheci restaurantes muito bons, aprendi a andar pela cidade toda, passei noites conversando com minhas primas, atualizando nossas vidas e descobri que gostávamos muito de beber Coleguinha Jurubeba, uma bebida típica de lá, enjoativa, mas boa que só.


Restaurante 'O Rei do Cangaço', em Picos

A viagem seguiu e fomos para o Sambito, o melhor lugar para ficar quando vou para o Piauí.


A caminho do Sambito, céu lindo demais!

Chegamos ao Sambito e lá ficamos por uma semana mais ou menos. A parte ruim é a falta de comunicação, não existem telefones por lá, só alguns orelhões, que sempre estão quebrados. Minha sorte é que dessa vez meu primo comprou um celular rural, que seria um telefone fixo que depende de uma antena bem grande instalada no quintal para funcionar. Os parentes que mais gosto moram lá, os irmãos do meu pai, minhas primas. Lá tem bastante bichos e adoro cuidar deles. Em julho sempre tem cabritos novinhos que dependem de mamadeira, cuidar deles é uma terapia pra mim. Lá é bom pra dormir também, nadar em rio, meditar. Os dias passaram voando, logo meu pai voltou pra São Paulo e eu fiquei com o Gugu por lá mais uns dias, até partir para Picos novamente.


Terapia


Paisagem do Sambito, tempos de seca


Lupi e o pôr-do-sol


Pôr-do-sol no Sambito


Dado

No fim, voltamos para Picos para rever o pessoal. Eu achei que não tinha necessidade, mas o Gustavo bateu tanto o pé que cedi. No fim ele mesmo viu que não tinha necessidade de voltarmos lá... passamos em uma festa de aniversário da cidade de Pimenteiras antes de voltarmos para Teresina.

Aproveitei nossa última escala para curtir minhas primas de lá, que são uns amores. Passeamos, fomos ao shopping, fofocamos, como fazemos todo ano que vou pra lá. Fomos para o aeroporto de madrugada, rumo a Sampa. Fizemos uma escala em Fortaleza, já era dia e deu para ver bem aquela cidade linda de tudo, que vontade que deu de passear por lá outra vez... chegada em São Paulo exaustos, de manhã, depois de uma longa e boa viagem. O Piauí sempre deixa saudade, espero poder passar lá, nem que seja uns poucos dias, esse ano ainda.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Um dia bom

Hoje foi um dia bom, muito bom. Queria guardar isso para nunca mais esquecer o quanto foi especial, o quanto fiquei anestesiada, feliz, deslumbrada... como um milagre muda todo um dia, uma vida! Dia em que o sol nasceu mais brilhante, o céu mais azul, tudo ficou mais bonito. Isso se chama amor.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Um laço

Meu Deus, como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas, que se enrosca, mas não se embola! Vira, revira, circula e pronto: está dado o laço. É assim que é o abraço: CORAÇÃO COM CORAÇÃO, TUDO ISSO ...CERCADO DE MUITO BRAÇO. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido, em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando, devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço. Solta o presente, o cabelo, fica solto o vestido. E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então é assim o amor, a amizade, tudo que é sentimento? Como um pedaço de fita? Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços!
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço. Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

A autoria? Não sei. Mas peguei com um amigo palhaço muito querido, o Elvis, obrigada!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Max Maionese

Ele está aqui, servindo de apoio para os meus pés, parece que sabe que eu preciso disso mais do que nunca. E olha que eu nem pedi, ele simplesmente veio e se colocou embaixo dos meus pés. Essa é a segunda vez que isso acontece essa semana. Cachorro é um ser inteligente e grato que só. Ele me olha com cara de amor, muito amor. Meu pai, que acho que, junto com minha mãe, são as pessoas que mais me amam no mundo, diz que nada no mundo me ama mais que o Max. E tô pra concordar com ele.

Max tem 6 anos e meio de muita vida. Parece que ele chegou numa fase adulta descansada, está maduro. Continua brincalhão, mas vira e mexe ele tá lá, deitado, esparramado na lajota se refrescando nesse legítimo verão, suspirando gostoso. Está menos birrento, raramente faz xixi dentro de casa, espera até quando estou deitada, com preguiça. Parece que até isso ele entende, que estou de férias e que, por causa do meu bichinho, não consigo levantar tão fácil. E por isso não consigo levá-lo pra fazer xixi cedinho como sempre. Nisso ele aproveita e se estica comigo na cama, vindo de vez em quando me dar um cheiro na orelha, que me faz abrir o olho dando risada.

Ele também está aprimorando a técnica de andar de carro. Como estou de férias, vou pra cima e pra baixo com ele, faça chuva, faça sol, pra treinar e pra não deixá-lo sozinho. Ele parece entender o que eu digo (e deve mesmo entender). Ele não vomita no carro como fazia quando era mais novo e nem tenta se jogar da janela, pequeno aventureiro suicida. Agora ele fica no banco de trás todo pomposo, em pé, olhando as pessoas da janela. Vejo pelo espelho a cara dele toda estranha por causa do vento, ele com a bocona aberta, se divertindo. Quando falo pra ele sair da janela, ele desce na hora. Troco altas ideias com ele sobre o novo morador da casa, explico que ele não poderá comer o irmãozinho, espero que isso ele entenda, de verdade.

Agora Max vai quase que diariamente passar o dia comigo na minha mãe. Ele não faz xixi na casa dela, brinca com a Lua, dorme, faz a maior festa com meus pais. Isso começou no Natal, quando minha mãe deu a ideia de levá-lo comigo pra casa dela e nunca mais parou. Ele adora ir pra minha mãe e chegamos num avanço nunca visto: posso sair para dar minhas voltas que ele não dá um trabalho pra minha mãe!

A veterinária disse que ele vai durar muitos anos. Guardo essa frase com carinho na memória e a relembro todo dia. O Max é muito da família e não queria que ele fosse nunca. Espero, do fundo do coração, que ele dure muito, com saúde e que eu e minha família possamos fazê-lo muito feliz, assim como ele me faz.

Te amo, meu jurubiro!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Bem que os médicos falam...

Sempre ouvi dizer em hospitais que as mulheres são sempre mais fortes que os homens. Sempre dizem que os homens são dramáticos, fracos, que não são de nada. Pra mim, medrosa assumida, isso era impossível. Reparo, claro, que homem não gosta de médico. Meu pai foge de consultas de rotina, tem que ir pelo cabelo, meu irmão só vai em consulta de rotina no dermatologista, porque ele detesta as espinhas que teimam em pipocar no rosto dele. Nenhum namorado que eu tive ia em médico, só em caso de vida ou morte. Tive um, o Gustavo, que tem uma válvula no coração e o último exame que ele tinha feito referente a isso foi quando criança, quando a mãe dele ainda podia pegá-lo pela mão e levá-lo ao médico sem muitas reclamações. No fim das contas eu acho que homem, além de relaxado, é medroso pacas. Eles morrem de medo de hospital, de agulha, de médico, de tudo, só são muito machões pra admitir. Nos hospitais, médicos, enfermeiras e cia sempre dizem que mulher aguenta mais as coisas, que tem filhos, fazem exames chatos enquanto os homens reclamam quando tem que fazer um exame de próstata, depois dos 40 e olhe lá. E a mulherada que tem que fazer ultrasom transvaginal, papanicolau de 6 em 6 meses?

Hoje eu cheguei bem a essa conclusão. Fui ao hospital buscar uns exames do meu pai que estavam apodrecendo no laboratório. Exames esses que talvez o farão fazer uma cirurgia. Por que será que ele estava evitando ir buscar? Na ida, aproveitei para tentar, de novo, levar meu irmão para tomar vacina de Hepatite B. Acontece que chegando na porta, ele simplesmente disse que não ia tomar. E pronto. Perguntei o porque. Ele disse que não estava afim. Expliquei, de novo, que essa vacina evitaria uma doença muito ruim, que é sexualmente transmissível e blablabla e ele não quis e não me deu um motivo convincente. Claro, eu acho que ele ficou com medo. Ano passado aprontei uma com ele. Levei meu irmão para tomar vacina de febre amarela e ele teve que tomar a dos 15 anos. Doeu pacas. Ele deve ter lembrado disso e não quis tomar. Man, que cagão! Fiquei fula, sério. Eu sou a maior cagona, assumida e mesmo assim tenho todas as vacinas em dia, inclusive a de Hepatite B está marcada para daqui a 2 meses. Dói, fazer o que, mas prefiro do que a doença em si. Homem é tudo cagão mesmo...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O dia de cão do Max

Anteontem foi dia de vacinas, remédio de pulga e vermífugo do Max. Pra nossa sorte ele é um anjo nesse departamento, faz o maior sucesso entre os veterinários. Foi a primeira vez que ele passou com a Dra. Carla e eles se deram muito bem. Ela perguntou se ele precisava de focinheira e eu disse que não, ele é um gentleman, apesar de ser um legítimo vira-lata. Ele é mimado, eu sei, mas chorar, dar show, ele não dá. Tomou duas vacinas quietinho, até lambeu a cara da veterinária. Depois tomou vermífugo e remédio para pulgas. Na hora de pagar, meu pai deu uma das vacinas de presente, disse que o vô pagava. Para compensar, passei na Dog's Day, raspei minha carteira e comprei uns ossinhos pra ele. O resto do dia foi meio perdido pra ele, dormiu pra caramba, por causa das vacinas. Ontem ele já estava novo, ele parece um touro mesmo. No fim do mês ele volta para outra vacina e agora só em agosto, na campanha da vacina de raiva. Agora ele tá aqui do meu lado, tirando uma soneca. A veterinária disse que do jeito que vai, o Max vai durar uns 20 anos, saudável. Tomara, de verdade!


Te amo, meu amor!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Happy New Year!

A última vez que postei aqui faz muitos meses. Foi antes de toda uma revolução em minha vida acontecer, antes de tanta complicação surgir, tantas mágoas pipocarem, tanta coisa ter sido aprendida. Agora o ano virou, 2011 chegou e esse ano vai ser especial pra muita gente. Pra mim, nem se fala! Estou ansiosa, a cada dia que passa, a cada mudança que sinto e presencio... Quero escrever tanta coisa, contar detalhes, mas ainda não é a hora. Quando a hora chegar, vou me deliciar em memórias gostosas que o tempo já está fazendo questão de levar de mim, com a pressa que só os adultos percebem. Faz três meses que postei aqui pela última vez e faz três meses que minha vida virou do avesso. Agora que ela está voltando pro lugar, eu estou amando e consegui ficar feliz. Claro, tomei belos tombos, chorei, me decepcionei (e admito ainda estar decepcionada com algumas coisas). Mas aprendi e vivi, muito. Brinco que em julho de 2010 eu viajei pro Piauí pra visitar minha família e deixei minha vida lá. Eu tinha uma vida X no dia 9 de julho de 2010. No dia 27 de julho, tudo mudou e segue mudando loucamente até hoje, dia 5 de janeiro de 2011. A vida é louca mesmo. E eu ouvi uma frase esses dias no GNT que é verdade. Tem gente que existe e tem gente que vive. E quem vive é aquele que curte, que sofre, que chora, que aprende, que é feliz, dá cabeçada, tenta. Eu vivo e vivi 2010 adoidada. E agora vou viver 2011 adoidada e meia, vivendo coisas que nunca vivi e conhecendo coisas e pessoas novas (e muito especiais!).

O ano novo chegou. 2010 voou pra mim, de verdade. Se eu fizer um balanço, precisarei de outro post, mas rapidamente dá pra dizer que fiz meu primeiro aniversário no meu emprego, entrei na Federal, me separei, morei com pessoas diferentes, me aproximei da minha família, fiz novas amizades, viajei pra caramba. Descobri o Facebook, que me reapresentou amizades lindas de muito tempo atrás. Me apeguei mais ainda ao Max, ele é um mega companheiro... aprendi a não ser tão ingênua. E qual foi a melhor coisa de 2010? Sem dúvida, foi a... bom, deixa que depois eu conto, vai.

Essa virada eu passei em família, depois de anos passando o ano novo longe deles. Fomos pra Minas Gerais, numa viagem cheia de velhinhos. Eu e Gugu estávamos meio perdidos, mas só de ter um ao outro já ajudava bastante. Comi feito louca, tutu de feijão é uma tentação, assim como couve refogada e torresmo, hummmm... Monte Verde, uma das cidades que visitamos, é realmente maravilhosa, tinha me esquecido do quanto ela é linda e aconchegante. E em Borda da Mata (cidade que admito, nunca ouvi falar) tem bordados lindos, tapetes, colchas... queria ter trazido um pra cada pessoa que eu gosto, mas aí eu faliria. A virada foi com meus pais e um casal de senhores muito gente fina. Na hora da virada mesmo, me deixei abater rapidamente por uma tristeza boba, que logo passou. Vi que estava com meus pais e irmão, que me amam e que no fim das contas são meu porto seguro, como sempre me avisaram. No fim eles sempre estão lá. Ficamos em Pouso Alegre, comendo lentilha e uvas niagara, tomando um espumante amargo que doía (e olha que era uma marca boa). Aproveitei a viagem para começar a ler um livro ótimo da Ingrid Betancourt, sobre o tempo em que ela foi mantida refém das Farc na selva colombiana, estou adorando. No fim essa viagem foi muito boa para mim.

Meus planos pra 2011? Perdoar a quem tem me ofendido, ser feliz com minha família, o Max e amigos, continuar a Federal e no meu emprego, viajar bastante e ajudar ao próximo, isso me fez muito bem esses tempos.

E eu desejo a todos, como diz Shirlei, aos meus amigos e inimigos, um ótimo 2011!

Música: Chimarruts - Do Lado de Cá

Frase do dia

"Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que se mais ama.
Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer." (Bob Marley)

Só podia ser dele essa frase, genial...

Música: Bob Marley - Is This Love