quinta-feira, 31 de março de 2011

Só pra constar II

Seis dias depois, finalmente meu braço parou de doer. Ainda bem que outra vacina anti-tetânica, só daqui 10 anos...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pro meu Arthur

Três coisas que aprendi sobre meu filho nos últimos dias:

- ele soluça;
- ele apóia todo dia alguma parte do corpinho dele na minha costela direita, me deixando meio sem ar;
- ele chupa o dedo.

6 meses, Arthur, falta pouco!

terça-feira, 29 de março de 2011

Meu "Artheiro"

Hoje meu filho acordou inspirado: chutando, passeando de um lado pro outro da barriga, se ajeitando na casinha dele. O tempo está passando muito rápido e logo terei o Arthur nos braços. Junto com essa certeza, tenho a impressão que vou sentir tanta saudade dessa sensação... de acordar com chutinhos de bom dia, de sentir os movimentos dele depois de comer um doce...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Só pra constar

Vacina anti-tetânica dói demais da conta...

quarta-feira, 23 de março de 2011

A língua é o chicote da bunda...

E isso, só isso já me deixa feliz. Me deixa mais tranquila, por saber que a maioria das pessoas que tem a língua maior que a boca se lascam por soltarem ao vento palavras que se voltam contra elas mesmas. Língua é uma merda de órgão, não tem osso, né, então falar não cansa.

Estou cansada de gente hipócrita, intrometida, indelicada, que faz comparações chulas me usando como parâmetro. Cansada de ver minha família atingida por comentários maldosos das pessoas. Quer falar, fala pra mim, mas não faça minha família sofrer ou passar constrangimentos. O que eu puder fazer para blindar meus amados das línguas ferinas e maldosas que estão soltas aos quilos por aí, eu farei. Cortarei relações, armarei barraco, farei o diabo. Para proteger meu filho, que ainda nem nasceu, eu mato, juro.

Percebo que quem mais fala, é quem menos deveria falar. Me dar 50 reais ou um pacote de fralda ninguém quer, né? Quem deveria me ajudar, não ajuda, então não fale nada. Quem nem me conhece então, não deveria nem pronunciar meu nome. Quem é sujo, não venha falar do mal lavado. E quem não tem filho e tá com dorzinha de cotovelo por causa do meu Arthur, ROA-SE e faça o seu, adote, roube enteado, atazane a vida da ex do marido fingindo que ama muuuuito o enteado... mas deixem minha família em paz!

Olhem para suas próprias vidas antes de falar das dos outros, juntem seus problemas numa pilha e pensem numa solução para cada um deles antes de julgar (sem eu ter pedido opinião de um cristão que seja) a minha vidinha simples e comum. E melhor: tentem ver o lado bom dos problemas, aprendam com os erros. Viver não é fácil, mas tentar resolver nossas próprias dificuldades torna a vida um pouco menos difícil.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pra você, meu Arthur

Hoje, filho, mamãe acordou te amando mais que nunca, não sei porque. Dizem que a gente ama os filhos mais e mais a cada dia que passa, que quanto mais velhos eles ficam, mais os amamos. Eu acho que deve ser verdade, porque depois que você surgiu, a vovó e o vovô demonstram que me amam mais do que nunca. O vovô diz que vai te ensinar a dizer que é do Norte (assim como fez comigo e com o tio Gugu, rs) e a vovó? Essa coruja... não para de te comprar presentes, mexer na barriga da mamãe pra te procurar, faz planos das roupas que você vai usar, de onde vai estudar, sonha alto comigo.

Esse fim de semana você fez questão de deixar bem claro que veio pra ficar: me chutou demais da conta. A parte boa é que a azia da mamãe melhorou, mas em compensação você me chuta incansavelmente. Sábado você chutou minha costela direita por três horas seguidas, eu ria muito de sentir seus pulinhos. Você deve estar um moção, porque te sinto na altura do estômago muitas vezes. Agora mesmo você está chutando pra caramba, mas dessa vez perto do umbigo, uma tremedeira só! E eu fico toda boba e feliz, é um sossego pra mim quando você chuta, é um aviso de que está aqui, crescendo forte para logo estar em meus braços...

Não vejo a hora de te ter no colo, sentir seu cheirinho de orelha, beijar seu pézinho, te fazer massagem em cada dobrinha. Confesso ter um medinho de cuidar do seu umbigo, mas pra isso mamãe vai fazer curso e contar com a ajuda da vovó quando você chegar. Sei que vai passar rápido, estou tão ansiosa que já estou comprando roupas bem quentinhas pensando nas manhãs frias que terei que te levar pra escola (e já fico toda mole com aperto no coração...).

Minha vida virou você. Tudo é você: minhas futuras viagens, passeios, casa, tudo é pensando em você antes. Comprar coisas pra mim? Pra que? Ainda bem que tenho a vovó pra cuidar de mim, me arrumar. Ela me deu muitas roupas e uma bota linda, disse que não posso passar frio e nem ficar doente, por causa de você.

Você, que há quase um mês atrás tinha meio quilo, já é tão, mas tão amado! E eu, meu filho, te amo de um jeito que não cabe em mim, converso com você, te faço carinho (é só passar creme na barriga que você responde com um chutão!), falo de você... cada chute é uma alegria. Quando faço ultrasom então... ganho o dia, ou melhor, os dias, porque fico te vendo várias e várias vezes. Te ver, mesmo que em preto e branco, é tão bom... eu entendo tudo, meu filho, vejo suas perninhas, bracinhos, seu narizinho e queixinho lindos... você sempre está com a mãozinha direita encostada no rosto, como se estivesse se apoiando, é tão lindinho! Além de uma alegria, cada ultrasom é um sossego, porque você sempre é elogiado, sempre dizem que você é um meninão grande e saudável.

Essa semana tem ultrasom e eu estou contando os minutos pra te ver de novo, você deve ter crescido tanto, estou tão curiosa! Ah, meu filho... que alegria te ter comigo, em minha vida, em mim! Sentir e ver você crescer é uma plenitude pra mim, é muito, mas muito melhor do que eu imaginava. Obrigada por fazer parte da minha vida, Arthur, obrigada mesmo, não sei como vivi sem seus chutinhos gostosos até hoje!

Amo você, filho!

domingo, 13 de março de 2011

La Barrios

Hoje é dia de escrever sobre a Bruna Barrios e isso vai ser fácil, duro é lembrar tanta coisa que a gente fez em um ano só.

Por onde começar? Bom, como conheci a Bruna: entramos juntas na Federal, oras. Mas não foi fácil assim. A Bruna foi uma das últimas pessoas que falei na minha sala, ela sentava meio longe de mim e eu achava que ela tinha uma cara de fresca... ela mal falava comigo e quando a gente tinha que se falar, era só o necessário. Ela andava com o pessoal dela, eu com o meu. Me dava bem com a sala inteira, só achava ela e um cara da sala metidos, vai entender. Tenho mania de não simpatizar de cara com meus melhores amigos, deve ser isso.

Tudo caminhou assim até que aconteceu a viagem pro Petar, em que ficamos no mesmo quarto, nem me lembro o porquê. Tudo o que a gente não se falou, toda a empatia que não tinha acontecido até então, aconteceu. Grudamos. Conversamos até altas horas. Bebemos até. Jogamos truco. Afinidades aparecendo, gênios batendo. Quando a viagem acabou, éramos amigas, assim, do nada. Como na época ela era menor e eu casada, a gente não saía, nossa amizade era restrita à Federal. O primeiro semestre acabou, vieram as férias. Fui pro Piauí, nos falamos pouco, não nos vimos. Em julho ela fez 18 anos, eu me separei. Agosto chegou, junto com as aulas, começou o segundo semestre, o X2, módulo mais difícil da faculdade.

Quando voltei pra Federal, tinha muito o que contar e explicar. Juntei a Bruna e o Val (outro grande amigo nosso) e contei sobre a separação. Se faltava algum laço para nos juntar de vez, foi esse. Na época eu fiquei sem entender e eles me ajudavam com hipóteses, clareavam minhas ideias, me consolavam lá no Bigas, bar da faculdade. Começamos a fazer todos os trabalhos juntos. Nisso, eu e a Bru começamos a sair muito juntas, mas muito mesmo. Cada passo que eu dava (e dou) contava pra ela e ela idem. Depois que ela comprou o TIM com ligações ilimitadas, lascou, nos falávamos 100 vezes por dia.

Depois do luto da separação, fomos (re)apresentadas à noite de São Paulo. Eu voltei a sair, ela começou a sair de verdade. Nessa fomos a barzinhos legais, baladas furadas, festas open bar, picos descolados. Noites essas que terminavam na minha casa, com uma boa manhã de sono e Engov, sempre com o lema bêbado "a amizade prevalece". Tirando as aulas na faculdade, que são um episódio à parte, essas noites malucas tiveram história, empurrei pra ela um carioca maluco que, dias depois tomei pra mim, tapeamos seguranças para ela entrar em balada sem RG, bebemos muitos Cosmopolitans e Apple Martinis... não tinha balada ruim e sim balada sem bebida.

Hoje em dia a nossa amizade é mais firme do que nunca. Em apenas um ano, Bru cresceu pra caramba, mais mulher a cada dia que passa. Trabalhadora, inteligente pacas, não pega DP por nota. Tem um corpão lindo, mas cisma que tá gorda, tenho que bater nela por isso. Adora aprender, faz inglês, tem uma facilidade absurda nas aulas de espanhol da faku, faz aulas de piano. Acompanhou passos importantes da minha vida, foi a primeira a saber que eu estava grávida do Arthur e a primeira (junto com o Val) a dizer que era um menino a caminho. É uma amiga importante pra mim, que eu amo, me preocupo e vou guardar pra sempre todos os momentos loucos e histórias que passamos e ainda vamos passar juntas!

Amo você, dona Barrios. Ah, e o Arthur também!