quarta-feira, 27 de abril de 2011

Pode ou não pode?

Por isso que mães são meio loucas, a doideira já começa na gravidez...

Grávida tem que comer de tudo, mas não muito, nada de comer por dois (mesmo que você sinta fome por três). Você gera outro ser, que começa minúsculo e vira um tourinho de uns três quilos e aí vem um ou outro dizer que você não para de comer, que vai virar uma bola desse jeito. Já cansei de ouvir que até os nove meses eu iria explodir. Estamos entrando no sétimo e ainda tem um bom espacinho por aqui.

Grávida tem que tomar bastante leite e seus derivados, mas nada de queijo amarelo! Temos que aumentar o consumo de leite para um litro por dia, mas não podemos comer uma sobremesa a base de leite depois de um almoço, porque o cálcio anula o ferro ingerido. Ah, temos que tomar suplemento de ferro todos os dias. Para ajudar na absorção do ferro, é bom ingerir bastante vitamina C, encontrada em frutas como laranja, abacaxi... opa! Grávidas não devem comer frutas ácidas, para diminuir a azia!

Grávida não pode passar vontade, mas não pode comer muito doce, cuidado com o diabetes gestacional... também não é bom comer muito, mas cada vez mais temos que comer proteínas, vitaminas, minerais para nutrir o bebê.

Azia é outro episódio. Não pode comer um monte de coisas, várias restrições, mesmo com tantos alimentos que temos que incluir na dieta. Vai entender? Tento comer de tudo um pouco e tudo o que tenho vontade, mesmo levando umas bronquinhas e ouvindo uns comentários idiotas (melhor do que ser surda, vai?).

O que importa é que, quando eu como, o Arthur fica bem feliz, porque não pára de mexer =)

domingo, 24 de abril de 2011

Mini máquina de lavar

Foi o Arthur hoje, enquanto eu assistia Rio. Queria poder descrever, desenhar, sei lá. Ele mexeu de um jeito louco, como se estivesse dançando ou muuuuito irritado. Ele já ouve os sons fora da barriga, pelo menos as vibrações. Como o desenho era todo baseado no Carnaval, com samba, samba, samba, pensei: ou ele ama ou odeia samba. Em alguns meses descobriremos...

Chegamos a mil?

É isso mesmo? Oh my, muitas pessoas (ou poucas pessoas que viram a mesma coisa muitas vezes) passaram por aqui e leram minhas asneiras... que medo!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Irmão mais velho

Enquanto escrevo, Max está deitado perto de mim, na cama, morrendo de calor. Está na frente do ventilador, visivelmente incomodado. Observar o Max é uma terapia, as caras e bocas que ele faz. Agora meu irmão foi deitar com ele, pra ficar na frente do ventilador também e o Max não gostou muito, genioso...

Apesar da gravidez, meu amor pelo Max não mudou nada, por sinal estamos mais apegados. Ele foi um grande companheiro para mim a gravidez toda, ainda está sendo. Ele deita no contorno da minha barriga desde o começo e nunca pisou no Arthur, parece que sabe que ele está aqui em mim desde sempre. As pessoas dizem que eu vou ignorar o Max com o nascimento do bebê. Alguns dizem que devo doá-lo (e eu fico put* quando ouço isso). Estou procurando um bom adestrador pra ele, pra ele ficar um pouco mais educado por causa do Arthur, mas nem cogito doar meu Max. Ele é como um irmão mais velho do Arthur, um filho pra mim.

Me preocupo muito com o Max. Ele tem sempre as vacinas em dia, toma além das necessárias, como gripe e giárdia. Passeia bastante, tem umas roupas pro frio, está sempre tosado. Além do mais ele é carinhoso, fiel e tem um olhar... ah, o olhar do Max é imbatível, uma mistura de piedade com charme, um legítimo vagabundo malandro, como no desenho da Dama e o Vagabundo (tudo bem que meu bola está bem mais gordo que o Vagabundo, rs).

Quem tem cachorro sabe do que estou falando, que o danado vira um membro da família, importantíssimo, diga-se de passagem. Na casa dos meus pais tem a Lua, que é dona da casa praticamente. Depois que saí da casa dos meus pais, até vestido da Hello Kitty a danada tem. E quem nunca teve, ainda vai se apaixonar por um...

Agora eu vou lá, dar uns apertos no meu gordo, que se esparramou no chão e dominou a frente do ventilador.

Ouvindo Santeria, do Sublime.

Reforma

Reformar a casa é um sonho de muitas pessoas. Tem gente que se enfia em dívidas imensas, empréstimos, tudo para conseguir aumentar um cômodo na casa ou reformar o puxadinho. Eu, que não me ligo nada em decoração, reforma e cia, nem pensava muito nisso. Falava "ah, um dia eu reformo a casa". Com a chegada do bebê, a reforma se tornou quase uma necessidade. Meus pais me ajudaram muito nesse processo, me pressionaram também, digamos, rs.

A ajuda deles foi fundamental. Me ajudaram a escolher piso, cores de tinta, marcas, arrumar pedreiro, a pagar pelas coisas. Foram verdadeiros anjos pra mim e pro Arthur. No fim o clichê aparece de novo, ou melhor, os clichês: que no fim tudo dá certo, mesmo quando parece impossível das coisas se consertarem. E que você pode girar, bater a cabeça, mas no fim nossos pais sempre estão lá, dispostos a nos ajudar, a nos desafogar.

Tudo foi decidido em questão de dias e a correria começou. Procura por um bom pedreiro, orçamento de materiais de construção, buscar as compras, escolher cores, pisos. No fim deu tudo certo. Ainda estou me recuperando do processo da reforma, porque apesar do resultado ser ótimo, o processo é um saco, cansativo demais. Minha casa cheira tinta ao ponto de eu me sentir drogada lá dentro. Meu nariz está entupido e eu, irritada, mais chata do que já sou. Muitos dias acompanhando a obra, sem entender bulhufas. A casa está linda, o quarto do bebê está se ajeitando, que era o que eu mais queria. Graças ao apoio das vovós, meu filhote terá um quarto lindo de viver, já estou imaginando. O resultado está sendo gratificante, mas ainda falta comprar puxadores, uma nova persiana, talvez uma persiana pro meu quarto, uma nova tampa para a privada, enfim, ainda não acabou a reforma. Amanhã o pedreiro vai instalar os novos lustres, que graças ao bom gosto da mamis, ficarão lindos na sala!

No quarto do Arthur ainda vai rolar muita água. Falta chegar o berço e a cômoda dele. Ainda vamos comprar a poltrona de amamentação, a mesinha, o tapete, a cortina, o abajur... ontem fui mexer no quarto dele e quase morri. O moleque tem uma porta de armário só de fraldas. Quatro gavetas com roupas de cama e roupas, muitas roupas pra ele. E claro, muitos sapatos, afinal ele é meu filho. Tem um andador, dois carrinhos (um na minha mãe, graças a Deus), um berço portátil. E meu quarto? Um armário e uma cama, na maior humildade, rs. Doei metade dos meus sapatos e pretendo doar metade das minhas roupas, tenho muitas. Vou aproveitar o gancho da reforma pra isso. O que eu tenho é mais do que suficiente, agora minha razão de viver tem um nome curto e forte: Arthur =D

Por ele, até uma reforma chatíssima vale a pena!

Feliz Páscoa à todos!

Ouvindo If I Had Eyes, do Jack Johnson

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Eu suspeito

Por enquanto é só uma suspeita, mas acho que terei o 6º Jackson. Acho que Arthur terá uma cabeleira farta, assim como eu. Quando mais ele cresce, mais tenho azia! E olha que eu achava que azia só existia em comercial de eno...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que Arthur?

Pouco antes de eu engravidar, escrevi um post sobre o nome do meu filho, que se chamaria Derik. Adoro esse nome, mas ele tinha uma história toda e tal, que tem a ver com o Derek Shepherd do Grey's, aquele bonitão calhorda, sabem? Tudo bem que depois que descobri o Mark Sloan, o "bonitão" do Shepherd nem era mais tão bonitão assim...

Enfim, mesmo amando esse nome, não o escolhi para o meu pequeno Arthur. Por quê? Simples, eu tive um sonho. E sonhos são muito importantes na família Rhein Pereira. Quando descobri que estava grávida, muitas pessoas tinham certeza que era menina. Eu sentia que era menino, mas ficava convencida com as amigas de que era uma menina a caminho. Escolhi o nome Ana Beatriz. Uma noite, sonhei com a voz de minha avó materna, dizendo que não, que se meu bebê fosse menina, deveria chamar Maria Luiza. Nome escolhido, mas eu ainda achava que era menino...

Certa noite, logo que completei 3 meses de gravidez, tive um sonho revelador. Sonhei que ia à casa de uma amiga querida, a Lia Drumond, que na época do sonho ainda estava grávida do Aquiles. Sonhava que ia até a casa dela pegar uma fralda emprestada, pois as fraldas do ARTHUR tinham acabado. Ela estava no quarto do Américo, trocando o Aquiles, que era cabeludo e moreno (titia morreria de fome como mãe Diná, Aquiles é lorinho assim como Américo...) e eu deitava um bebê branquinho, com coxas gordinhas e via o peruzinho dele, mas não via seu rosto. Contei o sonho pra Lia no dia seguinte, ela e outras pessoas me disseram que era comum não vermos o rosto dos nossos filhos em sonhos, para amarmos o que vier. Deve ser verdade, ainda não vi o rostinho do meu Arthur nos sonhos. Já sonhei que ele era loirinho de cabelo ralo e também que nascia com uma peruca preta, assim como eu nasci.

Também contei pra ela, assim como para algumas amigas próximas, que tinha certeza que meu filho era menino e que se chamaria Arthur. No fim de janeiro, fiz um ultrasom com o intuito de descobrir o sexo, mesmo sabendo que meu bebê era um pingoleiro, um meninão. Um dia antes, no serviço, TODAS as mulheres disseram que meu Arthur era menina. Nem retruquei muito, sexto sentido de mãe é cruel e infalível. Avisei que elas estavam erradas e que meu filhote era um molecão mesmo.

Dia 22 de janeiro fui cedinho ao laboratório, acompanhada da Dani e do Bru. Assim que o médico colocou aquele gel frio na minha barriga e, com o aparelho, as primeiras imagens surgiram, eu gritei "é menino!". E o médico perguntou como eu sabia. Eu disse que simplesmente sabia. Uns minutos depois eu vi, ele tinha peru! E gritei de novo "é menino!". E o médico disse "dessa vez você acertou, menino!".

Fiquei muito, muito feliz. Se um dia eu tiver uma filha, mordo minha língua, mas nasci para ser mãe de menino. Sou agitada, sem frescura. Tenho irmão, sobrinho, tive dois enteados. Gosto de jogos de quadra, de desenhos, de parque de diversões. Conheço bem o mundo dos meninos e me daria muito bem como mãe de um. O pai ficou feliz, a Dani muito emocionada. Ganhei o dia, mãe de um menino! Era meu Arthur, já avisei na hora do ultrasom. O pai não teve nem coragem de reclamar, todos gostaram do nome (ah bom!).

Hoje em dia a espera e ansiedade são grandes. Todos querem conhecer meu pequeno. Todos já o chamam pelo nome, conversam com ele, paparicam. Estamos todos ansiosos, a família, os amigos. Menos de 3 meses, como passou rápido! Não vejo a hora de poder dar um beijo e um cheiro no meu filho, minha razão de viver (ok, sou uma coruja legítima).

O peru do Arthur

domingo, 17 de abril de 2011

Growing up - I

Já falei antes, pessoalmente ou em outros posts, que crescer é bom, mas que é froids. Que dói. Que é difícil. Vivendo e aprendendo, já diziam nossos pais. O resultado é maravilhoso, mas a trajetória é complicada, trabalhosa pacas.

Estou com 25 anos. Há quase 4 saí da barra da saia da minha mãe. Foi difícil, ainda é às vezes. Sempre que posso estou ao lado dela, na casa dela. Mesmo assim, aprendi muito saindo da casa dos meus pais. Não sabia cozinhar, limpar a casa (ainda não sei direito), administrar contas, mas aprendi a sobreviver. No começo, cuidando de mim e (tentando cuidar) do meu ex. Depois de 3 anos, tive que aprender um novo desafio: cuidar de mim, sozinha. Claro que tenho meus pais, minha família, mas foi a primeira vez na vida em que morei sozinha, me virei. O mais difícil foi me virar sozinha e triste, administrando uma separação dolorosa.

Hoje consigo falar melhor sobre o assunto. Bem que me disseram que o dia em que eu virasse mãe, minha vida mudaria, assim como minhas prioridades e pensamentos. Só penso no meu filho, no bem estar dele, na vida que ele terá fora de mim. Hoje lembro com menos dor, menos raiva da minha separação e vejo o quanto aprendi com tudo isso. Vi também que dava muito murro em ponta de faca, sofria com maus-tratos da mãe do meu enteado e da minha ex-sogra.

Lembro que meu primeiro dia pós-separação foi surreal, parecia um sonho. Dois dias depois, chorei o dia todo e a noite saí com a Juliz. Conheci um dos sócios do Pharmácia, o "Divorciado". Vendo minha fossa de separação, me contou toda a história dele: o namoro, o casamento, as recaídas, a superação e vi que existia uma vida bem legal depois do divórcio. A Ju me animava com uma teoria, dizendo que, quando eu chegasse aos 30, poderia dizer às pessoas que era divorciada. Isso significa que alguém já me quis na vida, que eu não era uma estranha que ninguém se interessou (e eu rio muito dessa teoria louca dela).

Com um novo incentivo, muito apoio das amigas, da família, procurei me virar. Terceiro dia de separação, triste. Quarto dia, choro. Quinto dia, chega! A vida seguiu, devagar e sempre, com momentos de dor, outros de alegria, mas sem muitas esperanças. Quase duas semanas se passaram. Conheci o Bruno, ficamos amigos na hora. Achei que nunca mais refaria minha vida. Fomos nós e meus amigos para um bar. As meninas me arrumaram, me deixaram linda, mas nossos caminhos se cruzaram como amigos, não era nossa hora. Fim de semana seguinte chegou, Bruno veio de novo à São Paulo. Saímos, como bons amigos, para mais um bar. Fim de semana seguinte, Bruno mudava para Sampa, para o 34-2, minha casa.

Explico: como meu amigo e rolo da minha amiga, ele mudou para São Paulo para fazer pós. Como foi tudo de última hora (ele decidiu na quinta que mudaria para cá e precisava se mudar no domingo) e eu estava precisando muito de um roommate, tudo bateu.

Foram 26 dias morando sozinha e olha, foi difícil. Não ganhava bem, não sabia me virar muito bem sozinha, assim como não gostava de estar só eu e Max em casa, tinha medo, não me sentia segura. Quando o Bruno chegou, as coisas começaram a melhorar. Eu dava risada, pensando no que os vizinhos iam pensar. Imaginava as velhas fofoqueiras do condomínio fofocando entre si "você viu a Guaciara? Traiu o marido e já enfiou o amante em casa para morar com ela!!!". Nunca ouvi esse assunto, mas são quase 22 anos de Brás, conheço bem a vizinhança. Não tenho tempo para saber das fofocas do prédio, mas tenho certeza que algo do tipo surgiu nas bocas alheias, não podemos esquecer que língua não tem osso...

Nunca me importei com o que os outros iam pensar e fui vivendo. Às vezes o Bruno me buscava na faculdade, conversávamos bastante, jantávamos juntos, era bom. Fui me recuperando mais rápido do que imaginava, a dor passou. O medo de estar sozinha também foi embora. Dividíamos a limpeza da casa, quem cozinhava, os passeios com o Max, o pagamento das contas. Então eu vi que era uma nova fase da minha vida, uma experiência a mais: de casada passei a morar sozinha e depois a dividir apartamento com um amigo.

Um tempo depois, acabamos ficando juntos. "Casei" de novo. Ele nunca morou com ninguém, tirando a família. Mesmo nos dando muitíssimo bem, nos divertindo muito juntos, o medo da novidade e a pressão nos atrapalhou demais. Na mesma época, uma amiga querida veio dividir apartamento com a gente, a Gi, recém-separada também. Brincávamos que nossa casa era a República dos Cornos (três chifrudos morando juntos, fazer o quê!). Mesmo nós três nos dando extremamente bem, eu e Bruno já não estávamos tão bem assim e optamos por nos separar, acho que estávamos muito assustados, era muita informação, muitas mágoas para trabalharmos.

Mais uma fase chegou. Fiquei meio doida, sabe? De nenê do papai virei esposa. De esposa, virei a traída. De traída magoada, virei uma solteira que se virava sozinha. Aí, virei uma solteira acompanhada e virei uma casada de novo. Pra fechar, virei uma solteira maluca. Ufa! Eu disse que era muita informação. Tentei trabalhar da melhor forma tudo isso, mas eu precisava mesmo era de um tempo pra mim e me dei esse tempo.

No começo de novembro uma surpresa surreal: descobri que estava grávida! Chorei, fiquei desesperada. Como podia estar tudo tão louco e de cabeça pra baixo? Em três meses minha vida tinha virado do avesso e tudo era muito inacreditável pra mim. Contei com as amigas no começo, mas era duro. Pensava em como minha família ia reagir, se ficariam tristes. Pensava em como ia sustentar meu filho, educá-lo, se seria uma boa mãe. Chorava muito, de medo mesmo. No primeiro dia me assustei, mas logo eu já amava meu filho, menos de um dia depois de saber da gravidez. Foi aí que eu criei forças para amadurecer de uma vez por todas e seguir com a minha vida, afinal eu tinha a maior razão do mundo para melhorar como pessoa, como profissional e para me tornar fundamental na vida de um pequeno.

continua...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Amor pra recomeçar

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...

E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...

Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar...

Eu desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar
Prá recomeçar...

Sempre existe um amor pra recomeçar, não importa a forma e o jeito que ele apareça =D

quarta-feira, 13 de abril de 2011

The best thing about me is you!

28 semanas, filhão! Mas essa foto é de umas semaninhas atrás =)



Amo você, meu pequeno jogador de futebol!

terça-feira, 12 de abril de 2011

Marcadores

Depois de engravidar, uso uns marcadores tão estranhos pros meus posts...

Azia

Taí uma coisa que eu achava que só existia em comercial pra vender Eno e Estomazil. Arthur será bem cabeludo pelo jeito, porque a cada dia que passa, minha azia piora... vou lá tomar meu Eno, falando nisso.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Vontade de escrever...

Só não sei o que! Aproveitar pra descansar antes da aula, melhor coisa que eu faço. Só queria registrar que hoje eu vi um lindo arco-íris,c oisa rara em São Paulo, que não pude registrar porque meu celular não tem câmera =(. Mas valeu a pena, fez valer o dia nessa cidade cinza do cazzo.

PS: Arthur chuta mais forte a cada dia que passa, estou tão ansiosa! Agora começou a se espreguiçar, fazer calombinhos na minha barriga... que curiosidade pra pegar meu cabeludinho no colo (tenho certeza que ele será cabeludo!).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mundo cão

Ontem todos nós ficamos impressionados com a tragédia que aquele maluco causou atirando em várias crianças dentro de uma escola, depois de fingir que ia ministrar uma palestra como ex-aluno. Pelos jornais, vi que o cara tinha preferência em matar meninas, como se fosse um tipo de punição, bem típico de gente maluca. Morte é uma coisa pesada, densa, triste. Quando envolve criança, esse peso aumenta bastante. Dentro de uma escola então, pior ainda. Escola é um lugar em que sentimos que nossos filhos, irmãos, sobrinhos estão protegidos de todo o mal, quase tão seguros como se estivessem embaixo da nossa saia. É quase um lugar imaculado. É como se fosse proibido acontecer essa combinação "crianças morrerem dentro de uma escola".

Tudo bem que, recentemente, tivemos o caso daquele garotinho que morreu dentro de uma escola adventista, morto por um coleguinha que levou uma arma para a sala de aula. O caso está sendo esclarecido e foi chocante também. Mas o que o agrava esse caso do atirador do Realengo é a covardia. Ele tinha 23 anos. As mortes não foram acidentais, foram premeditadas. Morreram 11 jovens entre 12 e 15 anos.

Eu, que trabalho em escola há um tempinho, fiquei mais chocada ainda, até assustada posso dizer. O que houve na escola não foi uma falha. Quando estamos na secretaria trabalhando e alguém aparece no guichê pedindo para apresentar algo para a diretora, geralmente somos orientados a receber a pessoa, que entra na escola e tem acesso à direção. Se um maluco desse resolver aproveitar a entrada dele pra sair atirando em todo mundo, o que nos restará fazer?

Na escola em que trabalho, a freguesia não é das melhores. A região é tomada por invasões, casas populares, próxima a bairros mais pobres e com alto índice de roubos, tráfico e usuários de drogas. Mesmo assim, uma situação como a que houve ontem no Rio é surreal, praticamente impossível de acontecer (assim como a tragédia do Rio era impossível de acontecer, em minha cabeça pelo menos...). Fica aquele medo instalado, aquela sensação de impotência.

Ontem eu estava trabalhando com as meninas, quando uma colega disse que um cara tinha entrado numa escola e atirado em um monte de crianças. Pra mim essa frase foi tão sem nexo que eu nem tive reação de surpresa, era como se fosse brincadeira. Minha reação foi parecida quando eu soube do atentado de 11 de setembro, dei risada e não acreditei, até ver nos jornais e ficar chocada com toda aquela desgraça.

Entramos na internet e vimos que, infelizmente, era mesmo verdade que um maluco entrou atirando numa escola e matou várias crianças... pode parecer cruel, sem virtude, mas ainda bem que ele se matou, uma economia de tempo com processos, cadeia, alimentando e mantendo um cara doido desse, porque, vamos combinar, esse cara era esquisofrênico (no mínimo) e não teria mais cura para viver em sociedade de forma saudável.

Infelizmente a mídia está aproveitando essa confusão toda para entrevistar crianças já traumatizadas, para terem o furo de reportagem. Isso me enoja, nem assisti jornais hoje para evitar o sensacionalismo. O cara quis dar uma de atirador maluco americano e isso é um prato cheio para a urubuzada da mídia...

Fiquei feliz que o policial tentou impedir o massacre dando um tipo na perna do atirador, que logo em seguida se suicidou. Se a sociedade, a polícia e o governo derem muita moleza, não mostrarem punição alguma, mais e mais malucos farão o que o tal Wellington fez, destruindo várias pessoas, famílias, vidas, cabeças de crianças que carregarão o trauma de ver os amigos morrerem com tanta frieza.

Tava bom do mundo acabar. Em que mundo estou enfiando meu filhote...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mais uma do Arthur

Hoje eu fui bater o sinal da escola, coisa que não faço há muitos meses. Quando apertei a campainha e o "pééééimmmm" começou, o pobre do meu filhote deu um pulo, tadinho... não bato mais sinal!

Formigas = mudança?

Dia desses parei pra pensar numa frase que a Dani disse pra mim: que formiga dentro de casa é sinal de mudança. Ela disse que quando uma amiga nossa, a Margarete, ia mudar do prédio, apareceram muitas formigas na casa dela. Agora que ela está de mudança, apareceram formigas na casa dela. E agora, apareceram formigas na minha casa também. Pra mim isso tem outro nome: sujeira. Tudo bem achar que tem sujeira em casa, mas na casa da Dani? É uma das casas mais limpas que eu já vi, e olha que lá tem a Lilika e a Tekila, duas viras bem grandinhas.

Daqui a algumas semanas a Dani vai embora. Vou morrer de saudade da minha vizinha de cima, quase 22 anos de conversas pela janela, brincadeiras, brigas, descobertas, tantas coisas. Agora ela será a madrinha do meu primeiro filho, já que a Dan é uma das irmãs que eu não tive. Bom, se eu for falar da Dani, ficarei aqui até amanhã, então voltemos para as formigas.

Quando apareceram as formigas, fiquei desesperada, porque acho formiga um bicho nojento, apesar da falsa meiguisse delas. Formiga é um bicho simpático até, mesmo que sua picada doa pra caramba e que ela coma tudo o que sobrou: lixo, comida, migalhas, outros insetos... formiga é tão simpática que tem até uns dois desenhinhos sobre a vida das formigas. Você não vê um desenho meigo sobre a vida das baratas, certo? Apesar de que fizeram Ratatouille, que mostra a vida meiga que os ratos levam nos esgotos de Paris...

Propus para minha colega de casa uma dedetização, que costumava ser feita todo ano no mês de fevereiro, mas não rolou. Depois, surgiu um papo de mudança, de verdade, e desencanei de dedetizar o apartamento. Aí veio o segundo desespero: deixar meu apartamentinho no Centro para mudar para so far far away de tudo que tenho como familiar. Longe do Brás, da casa da minha mãe, dos meus amigos. Pensei no bem do Arthur e não só no meu e cheguei à conclusão que ir para tão longe não seria o melhor pra gente. Me sentiria sozinha, não teria minha mãe pra me ajudar com os primeiros dias, com o umbiguinho dele, então desisti. E aí eu bati o pé também. E no fim tudo se acertou.

Hoje percebi que formiga é mesmo sinal de mudança. Mesmo eu não mudando para longe, como eu pensei que aconteceria, mudanças imensas estão acontecendo diariamente em minha vida. O Arthur cresce mais e mais a cada dia que passa, meu corpo muda, o barrigão aumenta, minha casa está em processo de mudança também, a vida de todos muito próximos a mim está mudando. Dinda Dani está de mudança, o que me parte o coração e me deixa super feliz ao mesmo tempo, pois ela está mudando para melhor, progredindo e é muito gostoso ver quem a gente ama se dando bem, sendo feliz. Meus pais mudaram, viraram avós, daqueles bem corujas. Minhas amigas ficaram mais próximas, Arthur é o primeiro bebê da galera, né?

E no fim, como muitas pessoas mais velhas me avisaram, tudo está se encaixando, nada parecido ao desespero de 5 meses atrás. As mudanças estão acontecendo sim, algumas assustadoras, não tão boas, outras mágicas, lindas e boas. É a vida tomando forma em forma de uma criança linda, chamada Arthur =)

Sobre o Arthur

Vendo pela centésima vez o último ultrasom do meu pequeno, reparei que ele apóia a mão direita no rosto, assim como no penúltimo ultrasom, assim como eu faço até hoje =)

terça-feira, 5 de abril de 2011

He likes to move it, move it!

É bom escrever de vez em quando, porque o tempo passa tão rápido que a gente acaba esquecendo dos pequenos detalhes, dos momentos. Ontem Arthur chutou tanto, mas tanto que eu me surpreendi. Na verdade eu me surpreendo a cada dia que passa, a cada graminha que ele engorda. Parece que a cada dia que passa os chutes ficam mais fortes e vigorosos. Com a força dos chutes, minha costelinha direita está sofrendo. Arthur se apóia nessa costela, creio que com o pé, mas pode ser o cotovelo também, pelo ultrasom vi que ele tem o braço comprido como o meu. Quando ele se apóia, me falta ar. Eu dou risada, converso com ele, massageio e ele "solta" minha costela. Ele se mexe tanto que às vezes dou risada sozinha, no meio da aula, assistindo TV. Arthur é genioso, só podia ser meu filho mesmo. Se eu cruzo os braços e apóio a mão na barriga, ele chuta, como se estivesse reclamando. Se como algo doce, ele samba que só. Se como muito, ele chuta o estômago, deve ficar incomodado com o aperto. Se a dinda Dani começa a contar uma história com aquele jeitão italiano dela, gritando, ele se mexe, como se reconhecesse a voz. Quando o Max se encosta na curva da barriga, acho que pra sentir o coração do Arthur, ele chuta também, deve ser a conversa deles. Aliás, depois que engravidei, Max nunca mais pisou na minha barriga, acho que ele sente que tem outro serzinho muito amado por mim crescendo aqui. Max fica meio enciumado quando começo a dobrar as roupinhas do Arthur, mas aí dou um macacão pra ele cheirar e ele deita na cama dele, abraçado no osso, com aquele ar de "agora sim, tô participando".

O tempo está voando e cada dia mais Arthur chuta, se sacode aqui dentro, torna meus dias mais bonitos, mais emocionantes. E finalmente eu confirmei uma coisa: eu nasci pra ser mãe. Acho que, mesmo que eu negasse, eu sempre quis um filho, sempre quis gerar, carregar, amar uma criança, tudo ao mesmo tempo. Agradeço a Deus por poder passar por isso, um filho é um presente na vida de uma mulher!

Amo você, meu filho, obrigada por me escolher como sua mãe!

E será que você vai gostar de Jack Johnson? A gente ouve tanto o álbum In Between Dreams... agora estou ouvindo Better Together, sempre bom, filhote.