segunda-feira, 30 de maio de 2011

Curva glicêmica

Você já fez esse exame? É chato, chato, chato. Dói, incomoda, dá tontura, um saco. Tive que fazer esse exame porque minha glicemia deu alterada em um outro exame, aí tive que tirar a prova. Marquei e fui lá, cedinho de tudo, com a minha amada mama. Chegamos lá, a sala estava cheia de grávidas imensas como eu, que comeram o que queriam e mais um pouco e estavam com suspeita de diabetes e logo levei uma picada no dedo para fazer a glicemia de jejum, que deu ótima. Aí a enfermeira começou a caçar uma mardita veia no meu braço, missão beirando o impossível, com uma agulha super grossa... e depois de me picar, estourar veia (como quase sempre acontece) e eu quase ter um troço e minha mãe quase cair dura (literalmente) ao meu lado e ter que deitar e ser socorrida pelos outros enfermeiros (hahaha, tadica, a intenção de me acompanhar foi a melhor), a enfermeira encontrou a veia certa e deixou um negócio (cateter?) preso na veia para não perdê-la, já que teria que tirar sangue várias vezes.

Na sequência tomei um copo de um suco super concentrado de limão, tipo um Tang cheeeeio de açúcar e de hora em hora, durante umas 4 horas ficaram colhendo sangue para fazer o tal exame, a curva glicêmica.

No fim deu tudo certo, saí do exame zureta de fome! E o resultado? NEGATIVO! Não tive diabetes gestacional, o que é excelente! A maioria das mulheres que tem diabetes gestacional desenvolvem diabetes depois dos 40 anos ;)

domingo, 15 de maio de 2011

Frase do dia

"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Mário Quintana

Um segundo que muda tudo

Estava conversando sobre isso com meu irmão anteontem e com as meninas ontem. Como um segundo, literalmente, muda tudo. Muda aquele momento, muda o resto da sua vida, te pune, te culpa, te livra, te premia, tudo pode acontecer, mudar. Temos que pensar tanto, mas tanto antes de fazer as coisas, de tomar certas atitudes... a vida é boa e cruel, na medida certa, a intensidade só varia de acordo com a pessoa e situação. Espero estar usando da melhor forma meus segundos. Espero ser feliz com minhas escolhas e com meu karma. Espero que tudo que tenha acontecido comigo até hoje, de bom e de ruim, tenha sido para me ensinar a ser melhor, a tirar do meu caminho pessoas que não eram boas pra mim, a me defender, a ajudar mais os outros, a ser menos ingênua. Penso que nada é por acaso, absolutamente nada, tudo tem um porque. Maktub, estava escrito, não é mesmo?

Ouvindo Chasing Cars, do Snow Patrol

Começo de culpa

Não vejo a hora do Arthur nascer, de verdade. Curiosidade de ver seu rostinho, sentir seu cheiro, conhecer seu choro. Também morro de saudade da vida boemia, é tudo ao mesmo tempo. Há umas semanas fizemos o ultrasom 4D e vi que meu filhote terá bochechonas lindas, meu nariz e minha boca, o que me mata de orgulho. É gostoso ficar grávida, mas dá um trabalho... dói as costas, os peitos incham, a barriga não pára de crescer (e pesar), os pés viram batatas. Então nada mais justo do menino ser minha cara, não é mesmo? Quero muito que ele nasça e ao mesmo tempo tenho aquele sentimento egoísta de querer guardá-lo dentro de mim para todo o sempre. Trabalho com ele na barriga, vou pra faculdade, pro barzinho, pra festa, pra tudo. Meu bebê está aquecido, alimentado, sendo mimado o tempo todo no mínimo por mim, seguro. Ninguém pode machucá-lo, desfazer dele, nada. Às vezes me acho muito louca, porque quero meu pequeno só pra mim, mas ele tem um mundão inteiro pra conhecer, pessoas, lugares, uma vida imensa pela frente.

Pode parecer loucura, mas me culpo um pouco por colocá-lo num mundo tão louco, violento, com tanta informação, tantas pessoas boas e más... quero protegê-lo, colocá-lo dentro de mim de novo e cuidar para que nada de ruim lhe aconteça. Ultimamente ando rezando muito para Deus, para os santos, para que protejam e deem uma vida de alegrias e segurança pro meu filho. Eu tenho que entender que se minha mãe tivesse me prendido como quero prender o Arthur, eu seria muito, mas muito infeliz. Nasci para conhecer lugares diferentes, ter milhares de amigos de vários lugares, para aprender várias línguas e quero que meu filho faça tudo isso, se essa for a vontade dele, que ele explore tudo (de bom) que esse mundão tem a oferecer.

Fico muito agradecida por poder contar com amigas tão boas e presentes e uma família amorosa e companheira. Meu filho me tornou uma irmã melhor e uma filha mais atenciosa, compreensiva e carinhosa. Me tornei uma pessoa melhor e sou eternamente grata ao Arthur. Me tornei melhor até pra mim mesma, selecionando melhor o que ouvir, com quem andar, antes eu tolerava cada coisa... mas deixa isso pra lá.

Ao mesmo tempo em que penso em ficar 25 horas por dia com meu filhote, tenho saudade antecipada de uma vida social que vai ficar pra trás, mas que sei que logo vou recuperar, porque tenho com quem contar. Penso com pesar e tento achar soluções para essa situação, onde posso e não posso levar meu filho. Sentirei falta do cinema, do teatro, que estavam se tornando frequentes de uns tempos pra cá. Ouço músicas agitadas e sinto saudade do meu corpo magrelo, penso se voltarei a ser como antes. Me culpo de pensar assim, mas mesmo mãe coruja-babona-bestona ainda sou mulher, né? Estou fazendo planos para suprir essas encanações e tomando algumas atitudes desde já, cuidando melhor do cabelo, das unhas, das roupas (com a ajuda da minha personal stylist, dona Rita, vulgo minha mãe). Combinei com meu irmão que ele vai me ajudar a emagrecer os muitos quilos que já ganhei desde o começo da gravidez. Também estou fazendo uma lista de filmes que vou alugar para assistir na licença maternindade. A TV já está instalada de frente para minha cama, para não ter desculpa. Estou escolhendo parques, museus, roteiros de viagem que caibam um bebê, reparando se podem passar carrinhos, se os banheiros tem trocadores, comprando muitos gorrinhos, sapatinhos, roupas quentinhas para nossas aventuras. Comprei slings, para carregá-lo pra cima e pra baixo, carrinhos para poder passear com o pequeno, brinquedos, móbiles de carrinho para distraí-lo, tudo para termos ótimas lembranças do comecinho da vida do meu Arthur e para suprir a inquietação de uma mãe meio amalucada, mas muito, muito apaixonada por sua obra-prima...

Ouvindo Fidelity, da Regina Spektor (que não tem muito a ver com o post, mas vá lá)

Pesadelos

Ultimamente ando tendo muitos pesadelos, quase toda noite. É um mais doido que o outro, alguns chegam a ser engraçados quando conto pra alguém, porque soam ridículos. Dia desses, sonhei que mandaram me matar. Chegavam dois caras, um conhecido meu por sinal, que jogavam um coquetel molotov (só esse nome já é engraçado pra mim, meu irmão diz que ando jogando muito GTA...) no meu carro e eu dava ré (como se eu fosse muito habilidosa) e o coquetel pegava em outro carro, que explodia na hora e matava todos que estavam dentro. Outro dia sonhei que pegava o metrô em horário de pico, lotaaaado, com meus pais e descia na estação Corinthians-Itaquera para cobrar o aluguel de um inquilino da casa de Itaquera e lá eu passava uma raiva bem grande por causa de pessoas mal-educadas. Por enquanto não estou sonhando com partos trágicos e cia e espero não sonhar, porque já estou um tanto ansiosa e nervosa com a chegada do Arthur, pensando nas agulhas, soros e anestesias (isso porque nem penso muito no parto em si...). Qual será o pesadelo (ou a comédia) dessa noite?

Ouvindo Lutar Pelo Que É Meu, do Charlie Brown Jr

sábado, 14 de maio de 2011

Frase do dia

"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa."

Frase de Platão que explica tudo o que aprendo na aula de lazer. Descobri (ou confirmei) que sou super competitiva esse semestre, brincando. Espero que isso seja bom!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Assustado

Hoje fui à feira com o Rondie buscar pastel pro pessoal do serviço, ritual sagrado. Como sempre, comprei minha garrafinha de caldo de cana, adoro. Desde o começo da gravidez, tomo caldo de cana toda sexta, senão passo mal de vontade, de preferência de abacaxi com limão. Só de pensar no caldo de cana, Arthur se mexe pacas. Os donos da barraca são gentis, um casal bem bacana, que acompanha minha gravidez desde o comecinho. Enquanto espero meu caldo ficar pronto, eles me dão um copo de chorinho, dizem que é pro Arthur.

O tempo passa e Arthur se desenvolve mais e mais. Está maior, mais esperto e respondendo aos sons e luzes aqui de fora. Estávamos esperando nossa vez quando ligaram a máquina de caldo de cana, que faz um barulhão. Na hora, Arthur deu um pulo, como nunca tinha dado antes. Na escola, quando alguém bate no portão de ferro, ele pula. Esperto que só, chuta quando procuro o pézinho dele. Meu xodó já é um gênio (coruuuuja...).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ser mãe

"Caminhava com a minha filha de 4 anos, quando ela apanhou qualquer coisa do chão e ia por na boca.
Expliquei a ela para nunca fazer isso.
- Mas por quê? - perguntou ela.
Respondi que se estava no chão estava sujo, cheio de micróbios que causam doenças.
Nesse momento, minha filha olhou-me com admiração e perguntou:
- Mamãe, como você sabe tudo isso? Você é tão inteligente!
Rapidamente refleti, e respondi-lhe:
- Todas as mamães sabem estas coisas. Quando alguém quer ser mamãe, tem que fazer um grande teste e tem que saber todas estas coisas, senão, não pode ser mamãe.

Caminhamos em silêncio cerca de 2, 3 minutos. Vi que ela pensava ainda sobre o assunto e de repente disse:
- Ah, já entendi. Se vc não passasse no teste, você era o papai!
- Exatamente! - respondi com um enorme sorriso..."

Autor desconhecido

Bolinha

Cheguei à fase da gravidez em que a mulher vira uma bolinha de tão inchada. Tudo bem, ontem comi yakisoba, que tem muito sal e ajuda a inchar mesmo. Hoje acordei inchada pra caramba, todo mundo no serviço reparou. Pra colocar o sapato foi um sacrifício, e olha que era uma das minhas sapatilhas folgadas. Anéis? Os que entravam no dedo do meio, só entram no anelar. E só. Nada mais de anéis pra mim... Criei uma bunda que não tinha, assim como as pernas. Meu rosto está mais redondo, bem cara de grávida mesmo. Meu nariz, graças a Deus, ainda não inchou, mas sinto que é questão de tempo.

Estava conversando com a minha mãe anteontem, como a gravidez muda o corpo da mulher! Muda muito, mesmo. Mesmo assim, de verdade, ainda me acho bonita, é uma beleza diferente e que vou sentir saudade. Ainda bem que fiz meu book =)

Frase do dia

"O amor não prende, não aperta, não sufoca. Porque quando vira nó, já deixou de ser laço."

Mario Quintana