quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Como as calorias viram gordura no corpo

Ao ingerir mais calorias do que as que são gastas nas atividades diárias, a tendência é que o excesso seja armazenado como gordura pelo organismo. 

Mas atenção: caloria - ou quilocaloria - não é uma substância que vem dentro da comida, e sim uma unidade de medida de energia. O valor calórico de um alimento serve, portanto, para indicar quanta energia ele fornece para o corpo. Um ser humano precisa consumir todo dia, em média, 30 calorias por quilo de seu peso. Se a pessoa ingere calorias do que isso, o corpo estoca como gordura. Ao ingerir menos calorias, o corpo emagrece, queimando essas reservas para atender à necessidade de energia.

Os alimentos contém três tipos de nutrientes: carboidratos (comum em pães e massas), proteínas (abundante nas carnes) e triglicerídeos (óleos e gordura). Ao fim da digestão, o alimento é quebrado em glicose (vinda dos carboidratos), aminoácidos (que formam as proteínas) e ácidos graxos (vindos dos triglicerídeos).

O intestino delgado absorve os nutrientes para jogá-los na correntes sanguínea. Ao entrar no fígado, os triglicerídeos voltam a ser ácidos graxos. Lá dentro, são reprocessados para formar lipoproteínas que voltam ao sangue para abastecer as células do corpo todo.

Se sobra triglicerídeos, eles são absorvidos pelo tecido adiposo - formado por 30 bilhões de células que armazenam gordura - por meio das lipoproteínas. Esse tecido aparece sob a pele (gordura subcutânea, que se acumula em coxas, quadril e braço), ao redor dos órgãos (gordura visceral, que é estocada na barriga), na medula óssea e no tecido do peito.

A glicose, principal fonte de energia do corpo, é usada pelas células ou armazenada como glicogênio no fígado e nos músculos. Se for ingerida em excesso, porém, pode ser processada pelo fígado para gerar mais triglicerídeos, que serão estocados, ou seja, gordura.

Os aminoácidos viajam pela corrente sanguínea e são usados pelas células de todo o corpo para sintetizar proteínas e usá-las para reconstruir várias estruturas, como o tecido muscular. O excesso é eliminado pelos rins em forma de ureia, na urina.

Fonte: Revista Mundo Estranho, pág. 56, março/2012.





















sábado, 26 de abril de 2014

Pé na estrada, Arthur! - O projeto

Esse projeto é antigo e hoje, três anos depois, vou finalmente colocá-lo em prática, que alegria!

Bom, vamos ao começo de tudo: dois dias depois que eu descobri que estava grávida do Arthur, tive uma viagem com a faculdade, para São Roque/SP. Duas semanas depois, fui para Curitiba, novamente com a faculdade. Dias depois, fui com minha mãe para um cruzeiro curto de fim de semana. Vi que estava grávida, mas que estava com a vida normal, passeando e viajando e numa tarde, em uma praia em Mangaratiba/RJ, comecei a bater um papo com meu bebezinho. Não sabia se era menino ou menina ainda, fiquei sentada no sol e comecei a conversa, falando para meu neném que íamos viajar muito depois que ele(a) chegasse, que íamos passear e juntos íamos conhecer lugares diferentes, cheias de coisas novas para ver e aprender. Que íamos comer comidas diferentes, que íamos visitar nossa família lá longe, no Piauí. E lá, naquela tarde de sol em Mangaratiba eu pensei: como adoro escrever, porque não escrever sobre as viagens que meu bebê vai fazer? Com família em três estados diferentes, as viagens seriam uma certeza, não é? E pensei, vou escrever no Pé na Estrada, (nome do bebê)!.

Fiquei com aquela ideia na mente, por meses e meses. Arthur nasceu, a ideia ficou e comecei a projetar, tirar fotos nas viagens, anotar detalhes, para escrever depois. A rotina trabalhar, estudar, cuidar do bebê foram tão puxadas que o projeto foi ficando de lado, até que hoje decidi, vai sair!

Hoje Arthur tem 2 anos e 10 meses, está um rapazinho. Fala quase tudo, está saindo das fraldas, brinca muito, aproveita as viagens que faz. Claro que tudo tem que ter um perfil para ele, levar Arthur para visitar museus é dor de cabeça garantida... assim como levar Arthur para uma tarde na praia é sucesso garantido!

Já visitou a família no Piauí, no Rio, já foi para cidades pertinho, cidades longe. Andou de carro, avião, ônibus, navio. Conheceu a praia, a neve, o calorão do Nordeste, o frio do Sul. Não tem 3 anos, mas já tem muitas histórias para contar. Espero ter saúde e dinheiro para apresentar o mundo todo para meu filho amado, nosso pequeno mochileirinho! Ah, e quem disse que ele não me apresenta nada? Conheci a neve com ele, além de muitas cidades que nunca tinha ido antes. É uma troca, eu ensino pra ele, ele ensina pra mim.

A ideia é que, se der certo esse nosso projeto, eu crie um blog exclusivo para o Pé na Estrada, Arthur!, mas vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos! Espero que gostem, se possível comentem que contando o que acharam, me chamem no Facebook, me mandem emails. Obrigada!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Dia de cinema: Rio 2

Em casa todos adoramos animações, desenhos de todos os tipos fazem o maior sucesso com a gente. Na gravidez do Arthur eu assisti Rio e adorei, tudo muito lindo e colorido!

Dessa vez assistimos Rio 2 por acaso: estávamos viajando e numa noite chuvosa resolvemos ir ao único cinema da cidade (LOTADOOO) e só tinha Rio 2 em cartaz. Suspeitei que o Arthur não iria aproveitar muito porque o filme tem história e tal e acertei, ele assistiu, mas andou, correu e fez até amizade com uma menininha da idade dele no cinema...




Rio 2  também é dirigido por Carlos Saldanha e conta a história do casal Blu e Jade, dessa vez acompanhados por seus três filhotes: Carla, Bia e Tiago e todos eles vivem no Rio de Janeiro. Linda e Túlio, donos das ararinhas azuis, estão na Amazônia fazendo pesquisas e por um acaso descobrem uma pena azul perdida na floresta, o que os faz suspeitar de que Blu e sua família não são as últimas ararinhas azuis do mundo.

Nisso, Jade decide que o melhor é ir para a Amazônia colaborar na busca pelas ararinhas. Blu, mesmo sendo contra, concorda e vão todos para a expedição, incluindo os amigos Pedro, o canário Nico e o tucano Rafael.

Pedro


Blu e seus filhos são ligados em tecnologia e tem hábitos totalmente humanizados, não sabem e nem se preocupam em caçar, enquanto Jade quer incluir a família no clima da natureza. Quando eles chegam na floresta, além de enfrentar os desafios da vida ao ar livre, encontram um antigo rival, a cacatua Nigel. E aí o filme se desenrola. Interessou? Assista o trailer aqui!

As imagens são lindas, de florestas, revoada de pássaros, rios, isso foi o que mais gostei no filme! Só pela fotografia e geografia já acho bem interessante assistir. Eu, que consegui ver o filme (diferente do Arthur, rs) posso dizer: é bonito, colorido e eu gostei, mas ainda achei o Rio mais legal. O que não significa que não recomendo, hein? ;)




PS: desculpem os hiperlinks em inglês, mas é incrível, boas informações sobre o filme só achei em inglês =(

terça-feira, 22 de abril de 2014

Balanço de férias

Como sempre, o tempo voou e minhas amadas férias acabaram... isso por emendei com o feriado, senão teria sido mais curtinha ainda!

Foi bom, aproveitei tanto! Mas não consegui fazer uma coisa que sempre faço quando saio de férias: ir ao cinema sozinha. De resto, tudo foi bem aproveitado: viajei, descansei um pouco, rendi bem na Federal com trabalhos e seminários, revi alguns amigos, conheci cidades e um estado novo (adoro!), comemorei aniversários de pessoas muito queridas, levei Arthur em lugares da minha infância (foi bom demais fazer isso), fiz ovos de Páscoa, levei meus bichinhos para atualizar a vida nos veterinários e nos pet shops, todos ficaram lindos e cheirosinhos :)

Agora a vida volta ao normal, hoje mesmo já tenho aula e trabalho na Federal. Ficou faltando também resolver algumas coisas, mas que só uma quinzena de férias não é suficiente para organizar tudo... a revolução em casa começou, doamos sacolas e sacolas de roupas, tanto espaço novo, tanta energia sendo trocada (sejam bem vindas, energias novas e positivas!).

Agora é só esperar. Mais alguns dias estou de férias de novo, então nem reclamo! O bom-humor prevalece, férias são tudo de bom!

Boa semana mais curtinha para todos ;)

domingo, 20 de abril de 2014

Sobre catapora

Para quem nunca teve catapora (ou varicela) ou tem filhos pequenos ou em idade escolar, é bem interessante saber mais sobre a doença, que atinge geralmente crianças pequenas. Em casa eu vacinei o Arthur (ainda falta a segunda dose) para protegê-lo e também porque eu nunca peguei, já pensou pegar depois de velha, rs? A doença é "boba" na infância, apesar do incômoda com a coceira, mas para adultos é perigosa, principalmente para mulheres grávidas, já que o vírus pode fazer mal para o bebê em formação. Vacinamos o Arthur no Lavoisier aqui em São Paulo, pagamos 140 reais em 10x (não sei preços atualizados). Atualmente, a vacina faz parte do calendário do SUS, bacana, né?


O que é a catapora?

A catapora é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada pelo vírus Varicela zoster, do grupo de vírus do herpes. Há muitos tipos de herpes, mas uma coisa que todos os vírus dessa família têm em comum é a capacidade de passar por uma fase de latência no corpo, após a infecção aguda, e só depois ser reativados. 

Com a catapora, quando isso acontece, o adulto sofre de herpes zóster, que provoca fortes dores. 

Também conhecida como varicela, a catapora provoca uma manifestação cutânea que coça e começa com pequenas lesões. Rapidamente, essas lesões viram bolhinhas (vesículas) cheias de um líquido transparente, que então secam e formam casquinhas. 

À medida que a doença avança, novas bolhas aparecem, por isso é comum ter lesões em diferentes estágios de evolução (umas estão nascendo, outras já estão com casquinha, outras já cicatrizando). 

As manchas na pele costumam aparecer primeiro na cabeça, no rosto e no tronco, e depois se espalham para o resto do corpo. Às vezes podem surgir dentro da boca, semelhantes a pequenas aftas, e nos órgãos genitais. Crianças podem ter de 250 a 500 bolhinhas, embora seja possível ter apenas umas poucas. 

Crianças pequenas tendem a ficar cansadas e podem apresentar uma pequena febre. Além disso, podem perder o apetite e, nos dias que precedem a manifestação cutânea, ficar com o nariz escorrendo e um pouco de tosse. 

No Brasil, já há vacina contra a varicela, que entrou no programa nacional do governo em 2013, administrada gratuitamente em uma dose com 1 ano e 3 meses. Pelo calendário recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, a vacina é dada em duas doses, com 1 ano e depois com 1 ano e 3 meses. (Até 2013, o reforço recomendado pela SBP era entre 4 e 6 anos). A imunização previne contra formas mais graves de catapora e contra complicações. 



Como é o contágio?

O vírus é transmitido pelo contato entre pessoas, através de espirros, tosse, catarro, ou pelo contato com as lesões, na fase da formação das vesículas, ou bolhinhas. A maioria das crianças tem catapora bem nova (mas em geral acima de 1 ano), quando a doença se manifesta de uma forma mais branda, embora haja risco de complicações. Em jovens e adultos, contudo, a catapora pode ser mais séria. 

O período de incubação, isto é, o período entre o contágio e o aparecimento de sintomas, varia de duas a três semanas. A criança fica contagiosa cerca de dois dias antes das primeiras manifestações cutâneas e até que elas tenham secado (algo que pode levar até 10 dias). 



Há algum risco para mulheres grávidas?

Crianças com catapora devem ser mantidas longe de gestantes que nunca tiveram a doença, já que ela pode causar problemas para o feto. Evite também que seu filho doente entre em contato com bebês muito pequenos e crianças com alguma deficiência imunológica. 


Existe tratamento específico para a catapora?

Caso o contato com uma criança doente tenha acontecido há menos de 48 horas, e seu filho não for vacinado, fale com o pediatra, pois ele pode recomendar a imunização, que pode conseguir evitar a doença a tempo. 

Medicamentos antivirais só são administrados a crianças mais vulneráveis a problemas sérios de saúde, como as que têm o sistema imunológico comprometido ou que estejam em tratamento contra algum tipo de câncer. Mesmo assim, sempre consulte o pediatra se achar que seu filho pode estar com catapora. 

Enquanto a criança estiver se recuperando, o melhor que você pode fazer é ajudar a aliviar a coceira nas feridinhas. Dê banhos mornos a cada três ou quatro horas e experimente colocar permanganato de potássio, maisena ou aveia (coloque uma porção em um paninho fechado) na água. O permanganato só é vendido em farmácias de manipulação, por isso você vai precisar de receita médica. 

A pasta d'água também pode ser usada para aliviar a coceira. É difícil, mas tente evitar que seu filho coce as feridinhas, o que pode retardar o processo de cura. Lesões malcuradas podem deixar cicatrizes e até levar a infecções de pele. Procure manter as unhas do seu filho bem curtinhas e limpas. 

Se alguma ferida infeccionar, fale com o médico, pois ele vai receitar um creme antibacteriano. 

Controle a febre com a dose recomendada pelo médico de paracetamol ou ibuprofeno. Nunca dê aspirina a crianças pequenas, já que o remédio pode provocar uma condição rara, mas potencialmente fatal, chamada síndrome de Reye. 

Se seu filho estiver muito incomodado, o pediatra poderá prescrever algum anti-histamínico para ajudar a reduzir a coceira. 



A catapora pode ser perigosa?

Em crianças saudáveis, a catapora normalmente é apenas chata, e não uma ameaça à saúde. Em casos raros, no entanto, pode haver complicações mais graves, como infecções bacterianas na pele, pneumonia ou encefalite (inchaço e inflamação no cérebro). 

Procure assistência médica se seu filho estiver mais abatido do que seria de imaginar, se aparecer uma febre depois dos primeiros dias da doença, se surgirem bolhinhas nos olhos ou se a pele em torno das vesículas ficar muito vermelha, inchada ou irritada. 

Fonte: Baby Center

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cama compartilhada: regras de segurança

Exceto o ser humano, todos os outros primatas dormem com seus filhotes. Isto se dá pela necessidade do meio em que vivem, já que a proteção e o calor são essenciais para a sobrevivência. Porém, mesmo com filhos seguros e com meios de aquecimento, instintivamente, muitos pais optam por esta escolha em casa também.
Não há regras de como criar um filho e a educação individual deve ser pautada no amor, no respeito e no instinto materno e paterno. Portanto, não existe o certo e o errado no fazer cama compartilhada ou não. Porém, como mais de 70% dos pais em algum momento dividirá a cama durante o sono com os filhos, algumas medidas de segurança devem ser tomadas.

Cama e colchão

A cama precisa ser um local seguro para o bebê. Se não houver a possibilidade de colocar o colchão no chão, elimine todos os vãos existentes entre colchão e cabeceira ou lateral da cama. O material do colchão também deve ser levado em consideração. Colchões de ar, água, almofadados, com espuma velha ou sofá não são indicados para o sono dos pequenos. Isto porque, além da possibilidade de queda, ainda existem os prejuízos à coluna. Opte por colchões firmes e lisos.

Lençol

O lençol precisa ser da medida exata do colchão. Os bebês, ao se movimentarem, não podem se enrolar no tecido.

Altura

Se toda a cama ou o colchão da criança não for no chão, grades de segurança podem ser instaladas para evitar a queda. É importante priorizar por modelos que não deixam espaços entre a cama e que não tenham espaço suficiente para os bebês passarem ou ficarem presos.

Posição

A posição mais recomendada é colocar o bebê entre a mãe e a parede ou grade, isto porque é ela quem tem a maior consciência instintiva de localização, além de ser a fornecedora do leite.

Espaço

Independente de a cama ser da mãe e do bebê ou de toda a família, é importante que o tamanho seja suficiente para o conforto de todos. Acoplar o berço ou a cama da criança exatamente ao lado da cama dos pais é uma opção.

Álcool, drogas ou medicação

Qualquer substância que altere o ritmo de sono, como bebidas, drogas ou medicação devem ser motivos para interromper a cama compartilhada. O sono dos pais pode ficar pesado e prejudicar o sono do bebê.

Aquecimento

Nos primeiros meses não é recomendado que a cama fique cheia de cobertores e almofadas, isto porque o bebê pode se sufocar. No frio, vista a criança com roupas suficientes para mantê-la aquecida.

Cordões

Pijamas e jogos de cama com detalhes em fitas e cordões devem ser evitados. A criança deve ser poupada de se enrolar em um destes adereços. Joias também precisam ser levadas em consideração, já que podem machucar o bebê.

Acompanhante

Não deixe a criança sozinha em cama alta e, quando isto acontecer, certifique-se de que todas as possibilidades de queda e enforcamento foram eliminadas.



Benefícios da cama compartilhada

A cama compartilhada divide opinião até dos especialistas e não há regra para implantá-la ou não. O que deve ser colocado em questão na hora da decisão, além do amor, respeito e instinto materno e paterno é a pergunta: “onde bebê e pais dormem melhor?”. Se a experiência da cama compartilhada deixa a família cansada e atrapalha o sono, talvez este não seja o melhor método. Porém, se um bebe não dorme bem no quarto separado e toda noite o sono vira uma dificuldade, talvez seja o momento de desapegar do dito certo ou errado e experimentar uma nova possibilidade.
Quartos separados, portas abertas para a liberdade de escolha conforme a necessidade da criança, mesmo quarto com camas separadas, cama acoplada ou cama compartilhada são opções. Compartilhar o mesmo espaço apenas traz a facilidade para incentivar a amamentação, já que mãe e bebê não precisam despertar para o momento e, segundo alguns especialistas, são benéficas para a afirmação emocional da criança.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Redução das mamas atrapalha a amamentação?

Jaque Khury, assistente de palco do programa “Legendários”, da TV Record, e mãe de Gael, declarou recentemente em sua rede social que não consegue amamentar. Segundo a ex-BBB, o problema está relacionado à cirurgia redutora das mamas, também conhecida como mamoplastia redutora.
O leite materno é essencial ao desenvolvimento cognitivo e psicomotor do bebê, além de fornecer anticorpos, preparar a flora intestinal e ainda estabelecer o vínculo afetivo entre mãe e bebê. Porém, é comum ouvir sobre a falta de leite. A cirurgia redutora de mamas prejudica a amamentação?

Mamoplastia redutora

Segundo definição da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia é uma técnica que remove o excesso de gordura, de tecido glandular e de pele dos seios para que eles fiquem de um tamanho proporcional ao corpo da mulher, evitando desconfortos relacionados ao peso e ao tamanho.
Embora o procedimento muitas vezes tenha indicação real, entre seus riscos está a incapacidade de amamentar. Porém, especialistas afirmam que muitas vezes, mais do que a dificuldade real, o que falta são orientações corretas sobre a amamentação após a redução de mamas.

Mamoplastia redutora e a amamentação: em pesquisa publicada pela Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, Reconstrutivos e Estéticos e divulgada pela página Cientista que Virou Mãe, pesquisadores afirmaram que mais do que a incapacidade física de amamentar, o maior fator prejudicial ao aleitamento por mães submetidas à cirurgia estava relacionado às questões psicossociais relacionadas à má orientação recebida dos profissionais da saúde.

Estima-se que com o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas seja possível preservar tecido glandular suficiente para a produção de leite e que, portanto, o que falta às mulheres é apoio e informação.

Como amamentar após uma cirurgia das mamas

“Apesar de existir a chance de alguns dutos terem sido cortados durante a cirurgia, ao longo do tempo muitos desses dutos voltam a ‘crescer’ e isso pode acontecer em um ritmo acelerado sob a influência dos hormônios de uma gravidez e, de modo geral, em cerca de cinco anos eles voltam a ter sua funcionalidade praticamente intacta. Ou seja: a grande maioria das mães que passou por essa cirurgia consegue produzir leite materno suficiente”, explicam Ana Basaglia e Fabíola Cassab, fundadoras do Matrice, grupo de apoio à amamentação.
Além da reconstituição dos dutos, retirar o leite nas primeiras semanas de vida do bebê é uma alternativa simples e eficaz. “A quantidade de leite que as mamas estão programadas para ‘fazer’ frequentemente é determinada nas primeiras semanas. Quanto mais leite for retirado nesse tempo, maior a capacidade de produção os seios vão ter”, ressaltam.
Grupos de apoio e bancos de leite também são alternativas que, além de fornecerem apoio psicológico, ainda orientam a pega, a posição e a sucção do bebê, fatores essenciais ao sucesso da amamentação.



Relactação
Porém, mesmo depois todas as informações e métodos de estímulo disponíveis, se o leite realmente não estiver sendo produzido ou liberado, existem outras formas de amamentar, como, por exemplo, pelarelactação, técnica que visa iniciar ou reiniciar a produção de leite da mãe biológica ou adotiva através da colocação do leite materno ou artificial em um recipiente ligado por uma sonda presa ao seio, na extremidade do mamilo. Assim, o bebê suga a sonda e o bico ao mesmo tempo e, portanto, se alimenta e estimula a produção de leite materno.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Móbile para bebês: usar ou não usar?

Presentes nos quartos de muitos bebês, os móbiles de berço têm o objetivo de entreter os pequenos e também deixar o quarto mais bonito. Contudo, é preciso tomar cuidado para que eles não se tornem uma armadilha capaz de causar acidentes indesejados.
De acordo com a pediatra Sonia Liston, os brinquedos de berço fazem parte do universo infantil. “Brinquedos como o móbile devem, antes de mais nada, ser seguros. Para tanto, não devem possuir pequenos componentes como olhinhos ou botões que possam se desprender”, explica a médica do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Essas pecinhas são facilmente levadas à boca e podem causar asfixia.


Enfeites com enchimentos fáceis de retirar também oferecerem risco e devem ser evitados. A higiene é outro quesito que merece atenção. “Móbiles devem ser fáceis de higienizar. Os feitos de tecido lavável e borracha maleável são boas opções. Se musicais, não devem ser muito barulhentos”, ressalta.
Os pais também devem estar atentos à altura do móbile, que precisa estar preso onde a criança não alcance. Um erro corriqueiro é esquecer de ajustar a peça conforme a criança cresce e então ela passa a se pendurar nela. Fixar o brinquedo firmemente no teto é fundamental para evitar que ele caia por acidente.
Depois de todas essas precauções, observe a reação do seu filho diante dos móbiles. Algumas crianças podem ficar irritadas por não conseguirem alcançar as pecinhas “voadoras”. Assim, o brinquedo que deveria ser relaxante se torna um problema, deixando o pequeno agitado e até atrapalhando o sono.

sábado, 12 de abril de 2014

Como foi o exame do Stevie

Há um mês achei o Stevie na rua e decidi levá-lo pra casa. Tirando a questão do olho e por ele estar um pouco magro, ele estava aparentemente ótimo. Eu sempre fui muito leiga nesses assuntos de gato por ter criado cachorros na maior parte da minha vida, então não conhecia muito a respeito deles.

Com as pesquisas que comecei a fazer para arrumar uma amiguinha para o Stevie, descobri que gatos são muito mais que toxoplasmose (e por sinal é bem difícil pegar toxoplasmose de um gato, mas isso fica para outro post). Gatos podem ter diversas doenças que vermífugos e vacinas podem ajudar a evitar, mas existem duas doenças que não são tão conhecidas que podem afetar o bichanos: a FIV e a FeLV (também devendo post sobre).

Eu fiquei apavorada quando soube das duas doenças, mas conversando muito com vets e protetores de animais, me acalmei bastante. A única exigência mesmo é não ter outros gatinhos sadios junto com gatinhos com FIV e FeLV, para evitar a transmissão (que só ocorre de gato para gato e nunca de gato para cachorro ou de gato para humanos!). A FIV é mais difícil de transmitir, geralmente ocorre a transmissão em brigas com mordidas e arranhões feios. Já a FeLV é mais fácil de ser transmitida e geralmente os filhotes da gatinha infectada nascem com o vírus ou contraem a doença na amamentação.

A FIV é como a aids humana: um vírus que às vezes nem se torna uma doença em si, ele fica lá, quietinho por muito tempo e o gatinho não fica com a infecção.

A FeLV já é mais agressiva. Quando a fêmea soropositiva engravida, os filhotes acabam sendo abortados naturalmente ou morrem logo que nascem. Quando contaminados depois de nascidos, morrem mais cedo do que um gato sadio. As poucas pessoas que conheci que tiveram um gato com FeLV perderam seus felinos antes do primeiro ano de vida =(

Por conta disso tudo, optei por pagar e fazer o exame do Stevie. Por ele ter sido resgatado da rua, foi mais exposto a fatores de risco como brigas e mordidas. Peguei a guia do exame e a indicação para fazer no laboratório DogNostic, que fica próximo ao metrô Belém, em frente ao SESC Belenzinho. O laboratório tem duas vagas de carro para pacientes e tem um estacionamento ao lado (pago à parte) e gostei bastante do atendimento. Foram bem atenciosos com a gente, principalmente com o Stevie.

O exame de sangue do Stevie foi feito pelo pescoço, o que dá uma agonia danada! E mesmo ele sendo um anjo, três pessoas tiveram que segurá-lo para o exame, tadinho... o exame foi rápido e o resultado também: na mesma noite recebi todos os resultados por email. Stevie é NEGATIVO para FIV e FeLV!! o//

A parte boa: saber o resultado do exame e tirar essa dúvida chata, além de cuidar da saúde do nosso pretinho. Também fizemos um hemograma, que deu limpinho!

A parte ruim: o preço. Pagamos 140 reais nas sorologias para FIV e FeLV e 30 no hemograma completo.

Espero não ter que fazer exames de sangue nele não cedo... dá uma agonia! Mas foi muito bom saber que está tudo ok com o Tidi, como diz o Arthur! Ah, e Peppita já veio testada da ONG, negativa também ;)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Boa ação da vez, vamos?

Esse post já estava programado quando minha amiga Luiza manda um WhatsApp inesperado, com uma foto de um rabão de cavalo preso a um elástico. O lindo e longo cabelo dela, preso... mas fora da cabeça dela! Como assim? Ela cortou boa parte do cabelo para uma doação para um hospital de câncer, para confecção de perucas. Legal, né? Eu já tinha visto uma outra amiga no Facebook fazendo o mesmo e fiquei morrendo de vontade de fazer também, achei um gesto tão lindo!


Cabelão da Lu para doação


Meu cabelo cresce como mato, corto e logo já está enorme de novo. Eu adoro cabelo comprido e amo meu cabelo bem cabelão mesmo! Então pensei, quem precisa usar peruca deve ficar bem pra baixo de vez em quando, principalmente se não tem acesso ou dinheiro para ter uma. E aí veio a ideia da doação de cabelos!

No site Alem do Cabelo tem o passo a passo e endereços de dois locais para doação de cabelos e o Hospital de Câncer de Barretos também aceita doação de cabelos, entre outras coisas.


Passo a passo para doação de cabelos


Depois do casamento da Dani vou fazer minha doação =)


terça-feira, 8 de abril de 2014

Minha primeira doação de sangue

Vim aqui contar com foi a minha primeira doação de sangue porque esse momento foi muito importante para mim. Faz muitos anos que quero doar, mas só ficava na vontade simplesmente por medo da agulha, acreditam? Se eu doei, gente, todo mundo doa, sério. Eu morro de medo de agulha, injeção, exame de sangue, tudo. Faço drama, passo mal, fico com náusea, cai minha pressão, quase choro.

Estava há anos no planejamento e nada de doar. Ano passado o tio Ademir, pai do meus amigos Fábio e Caio precisou de doações de sangue. Me animei toda, mas com a correria e com o medo, enrolei e não fui. Ele acabou falecendo e não consegui tirar a ideia de doar sangue da cabeça, até que no começo de março pensei, "esse mês vou doar sangue de qualquer jeito!". Fui amadurecendo a ideia e um dia acordei e me decidi. Fui com a Tatê fazer US e ver nossa pequena Alice e de lá fui ao banco de sangue do Hospital A.C. Camargo, na Vergueiro.

Foi bem fácil chegar, o hospital fica entre as estações São Joaquim e Vergueiro do metrô. Cheguei, passei por um guichê onde um rapaz coletou meus dados e esperei pela primeira fase da triagem. Em alguns minutos me chamaram e fiz um teste rápido de anemia (com uma picadinha no dedo como naqueles exames de glicemia) e deu negativo. Depois mediram minha temperatura e pressão. Tudo ok, liberada para a segunda etapa!

Fui chamada em uma sala reservada e uma enfermeira fez uma série de perguntas para mim. Ela se desculpou pela indiscrição, porque ela me perguntou tudo sobre minha saúde, de meus familiares, se já usei drogas, vida sexual, histórico de doenças, várias perguntas. Tudo ok novamente, liberada para a terceira etapa!

Fui para uma sala grande com várias cadeiras enfileiradas. As cadeiras eram estofadas e reclináveis, muito confortáveis. A enfermeira veio, conversou comigo e começou a busca pela veia perfeita, coisa bemmm difícil em mim (toda vez que faço exame de sangue reclamam das minhas veias, rs). Fiquei bem ansiosa nessa parte e mentalizei o mantra que ensaiei antes de sair de casa "você vai ajudar a salvar vidas e ganhar uma folga, você vai ajudar a salvar vidas e ganhar uma folga", rs. Ela me acalmou, achou a veia, higienizou meu braço e pegou minha veia. Para minha surpresa, não senti NADA, que mão boa! Ela tirou uns tubos de sangue para os exames inclusos na doação (HIV, Hepatites, Chagas, entre outras) e depois começou a doação efetivamente. Um fio longo me ligou a um compartimento (a bolsinha ficou escondida, acho que para não impressionar) e confesso que senti bastante agonia, mas não dor. A enfermeira me pediu para abrir e fechar a mão e eu fiz, devagaaaar e sem força. Ela me deu uma bolinha macia e eu comecei a apertar, apertar. Fui relaxando e comecei a apertar mesmo a bolinha, tanto que minha doação durou por volta de 10 minutos só! Fiquei vendo TV enquanto doava, foi bem rapidinho! Acabou a doação, a enfermeira veio, tirou o acesso, me deu uma gaze para apertar o local e depois colocou um curativo, tudo bem rapidinho.

Acabada a doação, ganhei um atestado de comparecimento e fui para uma salinha tomar um lanchinho com outro doadores. Ganhei uma baguete de presunto e queijo e um SuFresh de uva. Me informaram que em alguns dias chegará em casa uma carteirinha de doadora com o resultado dos exames. Me animei, vi que é fácil, que posso ajudar a salvar vidas, além de ganhar uma folga, olha que coisa boa! Não vejo a hora de fazer a minha próxima doação!



domingo, 6 de abril de 2014

Conselho sábio

Estamos conhecendo um novo lugar agora =D


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Férias, aí vou eu!

Entrei de férias, estava precisada! Mas os posts no blog vão continuar, deixei alguns programados e também pretendo escrever durante a viagem (se tiver net, se Arthur deixar, com tantos "ses" preferi programar). 

Férias curtinhas, mas necessárias, preciso ajeitar as coisas na Federal, organizar as coisas em casa, curtir o Arthur, meus gatinhos e claro, viajar um pouco, né?

Logo mais estou de volta ao trabalho, lugar onde mais escrevo e posto (na hora do almoço ou ficando um pouco mais tarde), escrever em casa é bem difícil! E vou ver se durante essas férias coloco no ar o "Pé na Estrada, Arthur!", projeto que tenho desde a gravidez. 

Fui galera, até mais! 

Essa imagem do "Bob Ponja", como diz o Arthur, tem tudo a ver nesse momento!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Esperando Alice

Antes de tudo: Alice é minha afilhada, presente que tive o prazer de receber da minha amiga do coração Tati Machado!

Sobre a Tati Machado: conheço essa moça que faz doces maravilhosos há 11 anos. Entramos juntas no curso de Hotelaria da (infelizmente extinta) São Marcos. Ela foi uma das primeiras (senão a primeira) amigas que fiz por lá. Sempre nos demos bem e nos identificamos muito. Ela é uma pessoa maravilhosa, muito do bem, tem uma família querida, faz bolos, doces, lembrancinhas, tudo lindo e saboroso, feito com muito amor.

Pronto, agora voltando à nossa pequena Alice, rs: Tatê (como chamamos a Tati) começou a desconfiar que estava grávida. Como eu já sou mãe e tive uma gravidez toda enrolada, ela me mandou um WhatsApp me contando que achava que estava grávida. Conversamos e falei para ela fazer um teste, para não se afobar e para passar por uma coisa de cada vez. Se desse positivo (graças a Deus deu, rs), veríamos o desenrolar.

Dia seguinte, estou trabalhando no maior sossego quando recebo outro WhatsApp dela, dessa vez dizendo que o teste tinha dado positivo. Quase caí dura, corri para ligar pra ela. Ela, chorava e eu queria chorar junto, tentei acalmá-la porque como diz minha mãe, filho planejado já assusta quando dá positivo, imagina no susto? É uma enorme responsabilidade, dá aquele choque na gente, né? Eu passei por isso, uma gravidez não planejada. A gente chora, se preocupa, até sofre um pouco, mas depois aquela frase clichê que TODO MUNDO fala se confirma assim que o bebê nasce: no fim tudo dá certo, um bebê é uma alegria!

Passado o susto, começamos a curtir. Desde o começo a Tatê achava que era menina (eu também acertei que o Arthur era menino por causa de um sonho). Os amigos e família foram sabendo da gravidez e a Tatê, muito querida, foi ganhando muitos e muitos presentes, nossa boneca já tem quase um closet completo, hahah, muito princesa! Sempre ficamos próximas e durante a evolução da gravidez da Tatê ela me contava tudo, como estavam os exames, a gravidez, os planos para o parto, para o quartinho. Até que um dia a Tatê me ligou pedindo para ir urgente na casa dela. Já me apavorei, mas ela disse que não era nada demais. Aham. O "nada demais" era só o convite para ser madrinha da princesa, fiquei tão feliz, tão emocionada! Fiquei boba, contei pra todo mundo do serviço, da família, fiquei toda feliz!

Junto comigo na missão está nosso amigo Rapha, que também fez faculdade com a gente! Nessas horas minhas dúvidas por ter cursado Hotelaria se dissipam no ar =P. Procuro ser o mais presente possível, paparico mesmo, compro tudo rosa e lindo que vejo, até em um ultrassom eu consegui ir, foi tão emocionante ver os contorninhos dela, cabeça, perninha, bracinhos, ver ela tão grande! E pensar que muito em breve ela estará aqui no nosso colo, fazendo gracinha e toda boneca!

Me sinto tão grata por ter sido escolhida para ser madrinha da Alice, Tatê, você me fez mais feliz com esse super presente! Prometo cuidar, amar, zelar, educar e claro, paparicar MUITOOO a Alice! Amo muito vocês!

Ah, e você trate de ficar quietinha na barriga da sua mãe esses dias, dona Alice, espera a titia voltar de viagem! Até terça relaxe, descanse e espere a dinda voltar porque quero ser uma das primeiras a te conhecer =D


Esperando Alice!